A chegada das máquinas autônomas — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 259Novembro 2021 Matéria 1 de 13
Sumário
  1. EditorialA chegada das máquinas autônomas
  2. Conteúdo De MarcaMercedes-Benz lança extrapesado Arocs 8x4
  3. GuindastesRetomada de fôlego
  4. Britagem E PeneiramentoInteligência operacional para agregados
  5. Especial InfraestruturaO modal do desenvolvimento
  6. Gestão De FrotasControle além da telemetria
  7. EmpresaA marcha dos elétricos na intralogística
  8. TecnologiaSimulação agiliza manutenção de equipamento portuário
  9. FabricanteO ciclo digital da agricultura
  10. A Era Das MáquinasA saga da Ponte Rio-Niterói
  11. ManutençãoReforma amplia vida útil de máquinas e caminhões
  12. EntrevistaAlessandro Ramos
  13. Coluna Do YoshioFórmulas de crescimento
  14. Painel21 notas e colunas
Editorial

A chegada das máquinas autônomas

A adoção generalizada de máquinas autônomas exige que as empresas se preparem para os investimentos necessários em suas próprias organizações e na infraestrutura local.

Exclusivo M&T 11 de novembro de 2021 · Edição 259

Neste exato momento, equipamentos autônomos já estão em uso na mineração em vários países, com máquinas agrícolas e florestais automatizadas também sendo desenvolvidas mundo afora. Porém, enquanto uma combinação de GPS e outros sensores de localização, imagem e telemática já auxiliam na operação dos maquinários em campo, as empresas ainda não são capazes de replicar tudo o que um humano faz na cabine.

Artigo recente da Association of Equipment Manufacturers (AEM) toca neste e em outros pontos, mostrando que a adoção generalizada de veículos autônomos, obviamente o objetivo atual do setor global da construção, exige que as empresas se preparem para os investimentos necessários em suas próprias organizações e na infraestrutura local.

A análise cita uma pesquisa realizada pelo American Transportation Research Institute (ATRI), constatando que muitos proprietários e operadores compartilham preocupações semelhantes com a iminente chegada das tecnologias autônomas. No topo da lista, diz a sondagem, estão os investimentos antecipados, pois – como ocorre com toda tecnologia nova – o equipamento autônomo tem um alto custo inicial. Isso significa que, em última análise, o custo para transportar cargas, por exemplo, também será mais alto.

Algo semelhante pode ser dito sobre os prêmios de seguro. Afinal, diz o artigo, um investimento em tecnologias autônomas, mesmo que torne os veículos mais seguros, não se traduz necessariamente em prêmios reduzidos. Portanto, o construtor mais uma vez pode não ver benefício imediato em fazer um elevado investimento.

Nesse ponto, dados do Departamento de Transportes dos EUA (DOT) mostram que 89% dos fatores críticos de colisão estão associados a erros humanos, enquanto os 11% restantes são falhas relacionadas a veículos e componentes. Com os veículos autônomos, possivelmente teremos uma reviravolta nesse quadro.

Há outros aspectos em jogo. Junto à inexistência de incentivos fiscais para investimentos em tecnologia autônoma, ao menos por enquanto, um fator que pode adiar sua adoção são os custos remanescentes com o operador. “Os dias de veículos sem operador ainda estão longe”, reconhece o trabalho da AEM. “Os operadores ainda têm uma longa lista de tarefas de inspeção e relatórios por fazer.”

A infraestrutura em geral é outro desafio. Defeitos nas estradas, por exemplo, dificultam a operação de autônomos. Por outro lado, há fatores que contribuem para a adoção, como o fato de a tecnologia autônoma trazer uma nova leva de operadores para a profissão. O que se espera é que os shelters de alta tecnologia sejam capazes de atrair pessoas mais jovens, porém experientes no uso da tecnologia.

Como se vê, são muitos os aspectos financeiros e humanos envolvidos, cujos desdobramentos só serão conhecidos um pouco mais à frente, enquanto o leitor pode conferir tudo, em detalhes, na Revista M&T. Boa leitura.

Silvimar Fernandes Reis

Presidente do Conselho Editorial

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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