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25 de abril de 2018
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Mineração

Mineração de agregados projeta crescimento

Estimativas mostram que, em 2030, a área urbana no Brasil estará ampliada em três vezes na comparação com o existente hoje
Fonte: Assessoria de Imprensa

O crescimento da população urbana repercute, de forma considerável, no aumento da demanda de mineração de agregados.

O fenômeno torna ainda mais importante o debate sobre as alterações legais que o setor passa no país.

Segundo dados da Associação Nacional das Entidades de Produtos de Agregados para Construção Civil (Anepac), foram produzidos, em 2017, 285 milhões de toneladas de areia e 203 milhões de toneladas de brita.

Apesar dos números impressionarem, o setor registra queda desde o ano de 2013.

O tema foi abordado durante o 2º Fórum Mineração de Agregados, em Porto Alegre, RS, realizado nos dias 17 e 18 de abril, realizado pelo Sindicato das Empresas de Mineração de Brita, Areia e Saibro do Rio Grande do Sul (Sindibritas), Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) e Associação Nacional das Entidades de Produtos de Agregados para Construção Civil (Anepac).

“Percebemos um pico no ano de 2013 e a produção caiu, desde então. Projetamos a retomada do crescimento a partir de 2018. Nunca havia ocorrido uma crise tão séria no setor. No entanto, nesse primeiro trimestre já vemos uma possibilidade de iniciar essa recuperação. Estamos esperando até o fim do ano um consumo em torno de 9% superior ao ano passado”, afirma Fernando Mendes Valverde, presidente-executivo da Associação Nacional das Entidades de Produtos de Agregados para Construção Civil (Anepac).

Os agregados são materiais com forma e volume aleatórios detentores de dimensões e propriedades adequadas para a elaboração de concreto e argamassa na construção civil.

Desde a década de 60 a população rural tornou-se praticamente igual a população urbana e nos últimos anos, o volume de pessoas vivendo em cidades aumentou ainda mais.

“Isso significa que os agregados estiveram presentes em todas as etapas da urbanização. O setor de areia emprega 49 mil pessoas no Brasil, enquanto o de brita emprega outras 26 mil pessoas. O valor da produção equivaleu a R$ 12 milhões em 2017”, completa Valverde.

No âmbito estadual, Pedro Antônio Reginato, presidente do Sindicato das Empresas de Mineração de Brita, Areia e Saibro do Rio Grande do Sul (Sindibritas), Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas), cobra que seja dado andamento a inclusão da brita e areia na cesta básica da construção.

“Estamos no estado da Confederação onde a alíquota de ICMS é a maior do país. O resultado disso é uma concorrência muito forte vinda do estado de Santa Catarina, onde a alíquota é de apenas 7%. Portanto precisamos medidas urgentes. Está mais do que na hora de incluir a brita e a areia na cesta básica da construção, como é feito em outros estados. Com isso tornaríamos os agregados com melhor acesso à população”, declara.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral