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21 de março de 2018
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Espaço Sobratema

Retomada da economia estimula otimismo do empresariado

Esse cenário mais positivo pode ser visto também no setor da construção
Fonte: Assessoria de Imprensa

Os empresários brasileiros estão mais otimistas. Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas com 402 CEOs, presidentes e líderes empresariais, 60% dos executivos enxergam que a situação atual dos negócios esteja melhor este ano e 75% avaliam que a receita também será melhor em 2018.

O levantamento também trouxe informações sobre o emprego (48% estão contratando ou pretendem contratar) e sobre o PIB (33% avaliam que a alta será de 3%). Segundo o economista Paulo Rabello de Castro, presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), o Banco acabou de finalizar o planejamento estratégico para tornar o Brasil uma nação desenvolvida até 2035.

"Seríamos um país medianamente desenvolvido em termos de renda se aumentarmos o IDH de 0,75 para 0,86, elevando a renda de US$ 14 mil para US$ 25 mil (PPP). Entretanto, para isso, o desenvolvimento não pode ser tão volátil como foi nos últimos anos; é necessário que o crescimento de 3,2% ao ano tenha estabilidade”.

Para Mônica Araújo, diretora geral da Messe München do Brasil, esse cenário mais positivo pode ser visto em toda a economia, incluindo o setor da construção, cuja perspectiva é de uma retomada mais consistente no segundo semestre, com resultados positivos em 2019. “Assim, é importante que as empresas iniciem seus investimentos neste ano, criando parcerias e se relacionando com clientes, a fim de estarem inseridas no contexto de crescimento esperado para o ano que vem”.

No entanto, o desenvolvimento citado pelo presidente do BNDES só será possível, segundo Mônica, se houver uma melhor infraestrutura no país. “Por isso é fundamental que haja o crescimento dos investimentos no segmento”, diz. Ano passado, dados da consultoria InterB mostram que o Brasil alcançou a pior taxa de aportes na área da história – 1,4%, com R$ 87 bilhões investidos.

“Entidades setoriais e especialistas de mercado avaliam que apenas para manter os ativos existentes, seria necessário um aporte de 3% do PIB. Já para um fomento mais robusto em infraestrutura, esse índice deveria ser de 5%”, comenta a executiva.

Ela analisa ainda que os investimentos em infraestrutura afetam diretamente toda a cadeia produtiva, desde construtoras, empresas de engenharia, escritórios de arquitetura, empreiteiras, até locadoras, prestadores de serviços, fornecedores de materiais e fabricantes de equipamentos. “A indústria da construção é um dos segmentos que responde mais rapidamente quando há investimento, gerando emprego e renda para as pessoas e fomentando a economia”, sublinha.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral