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27 de agosto de 2019
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RESULTADOS

Caminhões pesados seguem como protagonistas do mercado

Mesmo sem o crescimento do consumo que ainda se espera, categoria continuará a impulsionar as vendas
Fonte: Autoindústria

O mercado de caminhões vivencia uma transformação de comportamento em relação à escolha do veículo para as operações de transporte.

De acordo com Antônio Cammarozano, diretor de vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, os novos desafios no mercado de caminhões no Brasil, enxerga uma nítida mudança na hora de se abastecer para suas operações.

“Estimulado por diversos fatores, como custo total de propriedade, lei do motorista, valor de revenda, o transportador opta pelos pesados. Em vez de um modelo para 45 toneladas, 4×2, ele escolher um de 6×2, 53 toneladas. Na outra ponta, em substituição a caminhão de 8 ou 10 toneladas, ele leva um de 13.”

Cammarozano aponta que o movimento não é único a explicar alta de mercado, mas conta parte do crescimento observado no mercado de pesados, categoria que também é renovada com mais regularidade.

Baseado nos números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no acumulado do ano até julho, as vendas foram 44% maiores em relação ao mesmo período de 2018, para 55,5 mil unidades, enquanto somente a categoria de pesados cresceu 67% no ano, com mais de 28,5 mil veículos.

O agronegócio, certamente, diz muito a respeito das vendas de pesado, e o bom momento, com estimativa de mais um recorde na próxima safra, contribui ainda mais para que a categoria continue a impulsionar as vendas.

Carlos Briganti, presidente da consultoria Power Systems Research no Brasil, enxerga a tendência, mas lembra que as estimativas e os resultados recentes do PIB brasileiro descortinam outro cenário.

“A recuperação da economia ainda não gerou consumo como se previa anteriormente, o que torna a recuperação de outras categorias de caminhões mais lenta.”

Os executivos esperam continuidade do crescimento do mercado de caminhões, mas em ritmo mais brando. Enquanto Briganti aposta em alta de 7% a 8% nas vendas domésticas, Cammarozano prefere não dimensionar o tamanho da alta, se limitando a prever somente como um mercado otimista.