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30 de maio de 2011
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Gestão

Viabilizando recursos para a expansão da frota

Sistema de locação interna possibilita retorno aos investimentos na frota e viabiliza recursos para que as construtoras possam adquirir novos equipamentos

Diante de um cenário caracterizado pela expansão da carteira de contratos, as construtoras brasileiras estão lidando com uma situação que, se não chega a representar uma novidade nas operações cotidianas, exige maior versatilidade diante da nova realidade do país: a viabilização de recursos para investimento na ampliação ou modernização da frota de equipamentos.

Habituadas a realizar esse tipo de operação, elas estão sendo obrigadas a investir quantias cada vez maiores na aquisição dos ativos de produção, para atender à demanda aquecida dos canteiros de obras. O processo, entretanto, fica atrelado à capacidade de investimento das empresas, de forma a não comprometer sua saúde financeira e a proporcionar retorno ao capital aplicado.

A solução, nesse caso, passa pela adoção do conceito de “locação interna”, pratica adotada pela grande maioria das construtoras do país. Por esse sistema, a empresa adquire o equipamento e o repassa para a obra em regime de locação, porém a uma tarifa bem inferior à praticada pelo mercado de rentals, já que seu objetivo não é auferir lucros nesse processo. Dessa forma, a área de equipamentos da empresa dispõe de uma fonte de receitas para remunerar os investimentos do acionista e viabilizar novas aquisições, quando necessárias.

Partilha do lucro
Nivaldo Alves de Oliveira, gerente de equipamentos da unidade de energia da Galvão Engenharia, explica que esse é o procedimento adotado pela empresa. “Seguimos um sistema semelhante ao de qualquer locadora privada, com tarifa definida, assinatura de contrato e uma lista de responsabilidades para as partes envolvidas”, diz ele. A diferença é que, como a operação não visa lucro, esse índice não integra o cálculo de custo para locação do equipamento.

“Além disso, ao final de cada semestre, apuramos as receitas de locação, deduzimos as despesas que tivemos com a manutenção dos equipamentos em questão e a aquisição de peças, e restituímos o lucro para as obras que os contrataram.” Nivaldo Alves ressalta que essa prática estimula uma boa manutenção nos canteiros. A apuração não é feita ao fim da vida útil da máquina porque as obras que a locaram podem já estar desmobilizadas.

Segundo ele, os equipamentos são adquiridos pela Galvão Logística, empresa criada pela construtora para esse fim, que gerencia todo o processo de locação para os canteiros de obras. “O grupo investe anualmente uma média de 5% do faturamento na aquisição de novos equipamentos, com base na previsão de crescimento.” Além desse cálculo, a empresa se baseia em relatórios enviados pelas obras com a previsão do tempo de uso dos equipamentos, de forma a prever a demanda de novos ativos.