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06 de agosto de 2014
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Coluna Yoshio

Tempo de mudanças

Tudo evolui de forma inesperada, em contraste à tendência humana ao conforto da estabilidade

Em qualquer experiência humana, pessoas realizadoras costumam dizer que sempre há aprendizados a serem coletados e aproveitados. Isso vale até mesmo (ou talvez principalmente) para as circunstâncias menos satisfatórias ou agradáveis, sejam no nosso trabalho ou no dia a dia individual.

Mas importantes aprendizados também são colhidos via experiências sociais e coletivas. Para nós brasileiros, que temos uma identidade amplamente forjada nos campos, uma das experiências coletivas mais relevantes deste ano foi sem dúvida a realização da Copa do Mundo de futebol.

Indubitavelmente, a traumática experiência do fim prematuro do sonho do hexacampeonato da seleção brasileira traz uma valiosa oportunidade de reflexão para outras áreas de nossa coletividade. Afinal, o esporte é uma das alegorias mais comuns relacionadas ao desenvolvimento profissional e ao trabalho em equipe no Brasil.

Claro que nem sempre os exemplos dos esportes servem para os negócios, mas certamente podem gerar ponderações produtivas. A principal é que as coisas mudam com o tempo. Aliás, tudo evolui de forma inesperada, em contraste à tendência humana ao conforto da estabilidade. Acostumamo-nos com as coisas boas e com o sucesso, mesmo sabendo que os interesses são conflitantes e excludentes. Exatamente como acontece no esporte.

Vale a pena recordar aqui a Copa do Mundo de 2010, em que os melhores times eram compostos por exímios artistas, dotados de impressionante habilidade no toque de bola. Saímos daquela Copa absolutamente convencidos de que um futebol vitorioso seria aquele jogado com habilidade, ao passo que o indicador de competência tornara-se o percentual de tempo de retenção ou posse de bola. Muitos, inclusive, vaticinaram que o futebol do futuro residia na posse de bola e em não permitir oportunidades de conclusão aos adversários.

Hoje, temos uma impressão essencialmente distinta. Aparentemente, a eficácia do time em gerar oportunidades de ataque, envolvendo até mesmo os goleiros, desponta como o novo futebol já a partir de 2014. E essa situação pode ser uma metáfora válida para o mundo dos negócios. Se uma empresa consegue o sucesso, imediatamente seus concorrentes buscarão inovar em tecnologia, produtos e processos para tomar-lhe o lugar de honra dentro das regras do mercado. Se a empresa líder não buscar a inovação e a renovação, fatalmente a nova abordagem conquistará a desejada posição hegemônica.

Desta vez, a Copa do Mundo serviu


Em qualquer experiência humana, pessoas realizadoras costumam dizer que sempre há aprendizados a serem coletados e aproveitados. Isso vale até mesmo (ou talvez principalmente) para as circunstâncias menos satisfatórias ou agradáveis, sejam no nosso trabalho ou no dia a dia individual.

Mas importantes aprendizados também são colhidos via experiências sociais e coletivas. Para nós brasileiros, que temos uma identidade amplamente forjada nos campos, uma das experiências coletivas mais relevantes deste ano foi sem dúvida a realização da Copa do Mundo de futebol.

Indubitavelmente, a traumática experiência do fim prematuro do sonho do hexacampeonato da seleção brasileira traz uma valiosa oportunidade de reflexão para outras áreas de nossa coletividade. Afinal, o esporte é uma das alegorias mais comuns relacionadas ao desenvolvimento profissional e ao trabalho em equipe no Brasil.

Claro que nem sempre os exemplos dos esportes servem para os negócios, mas certamente podem gerar ponderações produtivas. A principal é que as coisas mudam com o tempo. Aliás, tudo evolui de forma inesperada, em contraste à tendência humana ao conforto da estabilidade. Acostumamo-nos com as coisas boas e com o sucesso, mesmo sabendo que os interesses são conflitantes e excludentes. Exatamente como acontece no esporte.

Vale a pena recordar aqui a Copa do Mundo de 2010, em que os melhores times eram compostos por exímios artistas, dotados de impressionante habilidade no toque de bola. Saímos daquela Copa absolutamente convencidos de que um futebol vitorioso seria aquele jogado com habilidade, ao passo que o indicador de competência tornara-se o percentual de tempo de retenção ou posse de bola. Muitos, inclusive, vaticinaram que o futebol do futuro residia na posse de bola e em não permitir oportunidades de conclusão aos adversários.

Hoje, temos uma impressão essencialmente distinta. Aparentemente, a eficácia do time em gerar oportunidades de ataque, envolvendo até mesmo os goleiros, desponta como o novo futebol já a partir de 2014. E essa situação pode ser uma metáfora válida para o mundo dos negócios. Se uma empresa consegue o sucesso, imediatamente seus concorrentes buscarão inovar em tecnologia, produtos e processos para tomar-lhe o lugar de honra dentro das regras do mercado. Se a empresa líder não buscar a inovação e a renovação, fatalmente a nova abordagem conquistará a desejada posição hegemônica.

Desta vez, a Copa do Mundo serviu de simulação do mundo dos negócios, premiando as equipes que aprofundaram suas pesquisas, inovaram na preparação e foram eficientes na superação do modelo que tanto sucesso fez na África do Sul, há apenas quatro anos. Velocidade e força parecem integrar a nova fórmula, aliás, como já foram no passado, alternando-se com momentos de grande lucidez e habilidade.

Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema