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08 de abril de 2010
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Pronto para voltar a crescer

Embalada pela tendência de recuperação do mercado de construção civil, a Pedreira Embu se prepara para seguir a mesma trilha de crescimento desse setor, seu grande cliente. O presidente da empresa, Luiz Eulálio de Moraes Terra, baseia suas projeções em um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que este ano prevê um aumento de 8% a 9% nas atividades da construção civil. Com a expansão do setor, ele vislumbra uma demanda crescente de agregados para construção e, consequentemente, um aumento no ritmo de produção das pedreiras do grupo, que opera com três unidades na Grande São Paulo e uma em Vitória (ES).

Para isso, a empresa fez seu dever de casa e manteve os investimentos na modernização do parque de equipamentos, mesmo no auge da crise financeira internacional, em 2009. Na entrevista a seguir, Luiz Eulálio detalha os investimentos realizados. Ele também fala sobre a filosofia e os procedimentos adotados pela empresa, que contribuem para posicioná-la entre as mais modernas e eficientes do País na operação de pedreiras.

M&T: O grupo Embu é sempre apontado como um dos mais modernos em operação de pedreiras. Poderia comentar as principais modernizações realizadas recentemente?
Luiz Eulálio de Moraes Terra: Após 10 anos de estagnação na construção civil, que se refletiu na nossa área, tivemos uma retomada dos investimentos a partir início de 2007. Acabamos usufruindo dessa situação favorável e partimos para a aquisição de novos equipamentos de desmonte de rocha, como as perfuratrizes hidráulicas DX 680, da Sandvik, e ROC D7, da Atlas Copco. Em seguida, prosseguimos com investimentos na área de carga e transporte, com a compra de escavadeiras hidráulicas Liebherr 964B e Caterpillar 345, além dos caminhões fora-de-estrada RK 430, da Randon, e das carregadeiras de rodas 966H. Tudo isso aconteceu entre 2008 e 2009, período no qual também fizemos melhorias na área de beneficiamento, como os equipamentos de britagem, os sistemas de peneiramento e correias transportadoras. Em resumo: nesse período investimos cerca de R$ 30 milhões na modernização e melhoria do nosso parque de equipamentos.

M&T: O aumento na demanda foi o único fator a impulsionar esses investimentos?
Luiz Eulálio: As boas condições de financiamento disponíveis no mercado, como a linha de crédito oferecida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de máquinas e equipamentos, também foram decisivas nesse processo. Torcemos para que essas condições sejam mantidas, tanto na linha de crédito Finame, do BNDES, como nas operações de leasing, pois isto possibilitou a nossa modernização e favoreceu o setor como um todo. Sem acesso a financiamento, o processo fica inviável.