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18 de março de 2010
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Perfil

Obsessão pelo equipamento incomparável

Primeira unidade industrial da Komatsu instalada fora do Japão, a KDB (Komatsu do Brasil) desempenha um papel de relevo na estratégia global da fabricante de equipamentos, um gigante com presença nos cinco continentes e com faturamento líquido de US$ 20,4 bilhões em todo o mundo, entre abril de 2008 e março de 2009. Nessa edição da revista M&T, o diretor presidente da KDB, Naoyuki Sakurai, fala sobre os princípios que norteiam a gestão da empresa.

Sakurai não esconde o orgulho diante das realizações obtidas pela equipe brasileira. A lista inclui a conquista, por duas edições consecutivas, do “President Excellence Award”, uma premiação concebida para distinguir a excelência em desempenho e qualidade entre as subsidiárias da multinacional japonesa. Outro destaque foi o desenvolvimento do trator de esteira D51, numa parceria entre os profissionais da KDB e da Komatsu norte-americana, que atualmente é fabricado no Brasil para fornecimento aos demais países do mundo. “Trata-se de um equipamento realmente inovador, que se tornou uma referência em design em sua categoria”, diz ele. Veja, a seguir, a entrevista concedida com exclusividade à M&T:

M&T – Qual a importância das operações no Brasil para o grupo Komatsu?
Naoyuki Sakurai – Pela sua importância no cenário econômico mundial, o Brasil sempre desempenha um papel relevante para qualquer empresa de porte e conosco não seria diferente. Para se ter uma ideia, a primeira fábrica da Komatsu instalada fora do Japão foi a brasileira, que iniciou suas atividades em 1975. Atualmente, nós produzimos aqui uma linha composta por escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, carregadeiras de rodas, motoniveladoras e peças fundidas que se destinam não apenas ao mercado interno, mas também para exportação. Temos uma unidade fabril completa em Suzano (SP), que atua desde a fundição até a montagem dos equipamentos para garantir aos nossos clientes um produto de qualidade e confiabilidade, conforme determina o The Komatsu Way, o conjunto de princípios que rege o grupo em todo o mundo.

M&T – Qual a capacidade instalada da fábrica de Suzano e como está o ritmo de produção?
Sakurai – Atualmente, produzimos cerca de 1.500 equipamentos por ano, mas nossa capacidade instalada é de 3.100 unidades. D


Primeira unidade industrial da Komatsu instalada fora do Japão, a KDB (Komatsu do Brasil) desempenha um papel de relevo na estratégia global da fabricante de equipamentos, um gigante com presença nos cinco continentes e com faturamento líquido de US$ 20,4 bilhões em todo o mundo, entre abril de 2008 e março de 2009. Nessa edição da revista M&T, o diretor presidente da KDB, Naoyuki Sakurai, fala sobre os princípios que norteiam a gestão da empresa.

Sakurai não esconde o orgulho diante das realizações obtidas pela equipe brasileira. A lista inclui a conquista, por duas edições consecutivas, do “President Excellence Award”, uma premiação concebida para distinguir a excelência em desempenho e qualidade entre as subsidiárias da multinacional japonesa. Outro destaque foi o desenvolvimento do trator de esteira D51, numa parceria entre os profissionais da KDB e da Komatsu norte-americana, que atualmente é fabricado no Brasil para fornecimento aos demais países do mundo. “Trata-se de um equipamento realmente inovador, que se tornou uma referência em design em sua categoria”, diz ele. Veja, a seguir, a entrevista concedida com exclusividade à M&T:

M&T – Qual a importância das operações no Brasil para o grupo Komatsu?
Naoyuki Sakurai – Pela sua importância no cenário econômico mundial, o Brasil sempre desempenha um papel relevante para qualquer empresa de porte e conosco não seria diferente. Para se ter uma ideia, a primeira fábrica da Komatsu instalada fora do Japão foi a brasileira, que iniciou suas atividades em 1975. Atualmente, nós produzimos aqui uma linha composta por escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, carregadeiras de rodas, motoniveladoras e peças fundidas que se destinam não apenas ao mercado interno, mas também para exportação. Temos uma unidade fabril completa em Suzano (SP), que atua desde a fundição até a montagem dos equipamentos para garantir aos nossos clientes um produto de qualidade e confiabilidade, conforme determina o The Komatsu Way, o conjunto de princípios que rege o grupo em todo o mundo.

M&T – Qual a capacidade instalada da fábrica de Suzano e como está o ritmo de produção?
Sakurai – Atualmente, produzimos cerca de 1.500 equipamentos por ano, mas nossa capacidade instalada é de 3.100 unidades. Do total produzido, cerca de 30% é exportado para a América Latina e demais países do mundo, como é o caso do trator de esteiras D51. O índice de exportação já foi maior, superando os 50% da nossa produção, mas a retração da demanda do mercado externo, que foi provocada pela crise econômica internacional, acabou sendo compensada em parte pela continuidade das grandes obras no Brasil.

M&T – O que isso impacta nas atividades da empresa no País?
Sakurai – Diante da demanda do mercado brasileiro, em agosto começamos a produzir no País as escavadeiras PC350LC-8, de 36 t e que operam com caçamba de até 2,7 m³. Trata-se de um equipamento diferenciado, cujos radiadores, montados lado a lado, permitem realizar a manutenção de cada um dos módulos de resfriamento individualmente. No quesito manutenção, aliás, ele também se destaca pelo fato de estender os prazos de troca de óleos e filtros. Além desse equipamento, as escavadeiras maiores, como o modelo PC600LC-8, de 63 t e com caçamba de 4,0 m³, também apresentaram uma boa demanda. Atualmente, contamos com 16 unidades dessas vendidas e operando na obra da hidrelétrica de Santo Antônio, pertencente ao complexo de usinas do Rio Madeira.

M&T – Essa obra, aliás, conta com uma frota significativa de equipamentos Komatsu, não é mesmo?
Sakurai – Pelos volumes de terraplenagem envolvidos nessa obra, que irá movimentar cerca de 20 milhões de m³ de rocha e 40 milhões de m³ de solo até sua conclusão, em 2012, ela justifica o investimento das construtoras em equipamentos de grande porte e alto desempenho. Nesse projeto, contamos com aproximadamente 60 unidades de equipamentos maiores em operação, como escavadeiras de 60 t e 40 t, importadas do Japão e dos Estados Unidos.

M&T – Em quais princípios a empresa se norteia para o desenvolvimento de seus equipamentos?
Sakurai – Dentro da nossa diretriz, temos nos esforçado no desenvolvimento de máquinas de alto desempenho, baixo consumo de combustível e reduzidos níveis de emissão, que proporcionem retorno às operações do cliente. Nos empenhamos em projetar produtos que denominamos de Dantotsu, uma palavra japonesa que significa sem comparação. Assim foi com o trator de esteiras D51, cujo projeto contou com a participação de engenheiros brasileiros. Realmente se trata de um equipamento Dantotsu, que se diferencia entre os demais de sua categoria.

M&T – Por quê?
Sakurai – Primeiramente, por ser um trator equipado com transmissão hidrostática, o que proporciona elevada eficiência ao serviço com baixo consumo de combustível e maior conforto à operação. Mas seu grande diferencial é o design, que confere total visibilidade ao operador em relação à lâmina e ao ambiente externo, como nenhum outro trator de esteiras. Conseguimos isso com a mudança do radiador para a traseira da máquina, de forma a diminuir as dimensões do capô dianteiro. Por esse motivo, em 2008 esse projeto foi agraciado com o prêmio IDEA, conferido pela International Design Excellence Awards e pela revista Business Week. Temos orgulho do fato de esse equipamento ser fabricado apenas no Brasil para fornecimento aos demais países do mundo.

M&T – Cite outro diferencial dos equipamentos da empresa.
Sakurai – Desde o ano passado, todos os nossos equipamentos já saem de fábrica com o sistema de monitoramento remoto Komtrax como item de série, permitindo que os clientes acompanhem em tempo real suas operações, seja por meio de nossa rede de distribuidores ou a partir de uma central própria. Por meio de sistema de localização por satélite (GPS), eles ganham maior segurança para a operação e reduzem seus custos, usufruindo da possibilidade de paradas programadas para manutenção.