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02 de março de 2012
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Saneamento

Obras universalizam o serviço em vitória

Com a construção de 183 km de rede, 13 estações elevatórias, uma estação de tratamento e um emissário, Vitória (ES) torna-se a primeira capital do Brasil a contar com 100% do esgoto coletado e tratado

O município de Vitória (ES) está prestes a atingir níveis de países industrializados na área de saneamento básico. Com a conclusão do Programa Águas Limpas, prevista para o mês de abril, a capital capixaba se tornará a primeira do país a contar com 100% do esgoto coletado e tratado. Orçado em R$ 1,03 bilhão, o programa vem sendo implantado pela Companhia de Saneamento Básico do Espírito Santo (Cesan) desde 2004, por meio de financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, ao Banco Mundial de Desenvolvimento (Bird) e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A meta do programa é tornar o Espírito Santo o estado mais desenvolvido do país no setor de saneamento, contando com uma infraestrutura que permita coletar e tratar 60% do esgoto gerado pela população, o dobro da média nacional. Na capital do estado, onde os objetivos são ainda mais ambiciosos, o projeto concentra a maior parte dos investimentos de R$ 243 milhões, para a ampliação da rede coletora e a construção de uma estação de tratamento de esgoto (ETE). Esse lote da obra, sob responsabilidade da Odebrecht Infraestrutura, envolve ainda a construção de estações elevatórias e de um emissário para despejar o efluente tratado no canal que circunda a cidade.

Segundo Danilo José Ribeiro, diretor de contratos da Odebrecht Infraestrutura, a coleta total de esgotos deve ser iniciada a partir de março de 2012. “Para isso, estamos finalizando a instalação de mais de 183 mil m de redes coletoras e recalque, incluindo 21 mil ligações domiciliares.” Ele explica que a construção dessa malha foi executada em grande parte pelo método tradicional de abertura de valas, com o uso de retroescavadeiras e escavadeiras hidráulicas de 13 t de peso.

De acordo com Ribeiro, o projeto mobilizou 41 equipes de obra, que trabalharam em todas as regiões da cidade. As patrulhas de equipamentos utilizadas na instalação de redes também eram compostas por caminhão guindauto e caminhão pipa, além de veículos de apoio e para o transporte de asfalto. “No pico das obras, chegamos a mobilizar 230 equipamentos móveis, contando também com rolos compactadores e com uma vibroacabadora para a recuperação do pavimento”, ele recorda.