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04 de fevereiro de 2015
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Britadores

Modelos cônicos conquistam plantas de britagem

Especialistas apresentam os avanços tecnológicos dos principais modelos de britadores cônicos, atuais campeões de vendas para pedreiras e mineradoras no país

Em se tratando de infraestrutura e pedreiras, os modelos cônicos são os equipamentos para britagem mais consumidos no Brasil. E isso ocorre porque são as soluções mais versáteis, podendo ser aplicadas em diversas fases da operação.

Uma vantagem e tanto, diga-se, ainda mais em um mercado que luta para estabilizar-se no país. Os especialistas ouvidos nesta reportagem estimam que anualmente sejam vendidas entre 80 e 100 unidades desses equipamentos, com momentos de pico e de retração, variando de acordo com a economia dos dois principais mercados consumidores: a infraestrutura – para a qual as pedreiras são fornecedoras corriqueiras – e mineração. “Em 2014, o mercado esteve em baixa nestes dois setores e, por isso, estimamos a venda de 50 a 60 britadores cônicos em instalações fixas e entre 20 e 30 unidades móveis sobre pneus ou sobre esteiras”, revela Galvão Maia, diretor da Astec do Brasil, empresa que comercializa a marca norte-americana Telsmith. Para 2015, ele estima um crescimento de 15% nas vendas.

Adicionalmente, o gerente de aplicação de sistemas de britagem e peneiramento da Metso, Toshihiko Ohashi, avalia que a demanda por britadores cônicos tem sido alta nos últimos anos, com algumas oscilações no setor de agregados, em conformidade com o avanço das obras de infraestrutura. “Em contrapartida, o segmento de mineração está estagnado em função de cancelamentos ou adiamentos de grandes projetos”, diz ele.

Para Rogério Coelho, especialista de produto da Sandvik, qualquer projeção para o futuro neste segmento será sempre de crescimento, principalmente pelo fato de que os britadores cônicos não têm substitutos diretos e operam com vida útil média de 20 anos, o que resulta em um parque de máquinas a ser substituído corriqueiramente.

TECNOLOGIAS

Ao mesmo tempo em que esperam dias melhores para os principais mercados compradores, os fabricantes de britadores cônicos mantêm os desenvolvimentos tecnológicos em plena evolução, a fim de ganhar a preferência dos clientes oferecendo maior capacidade e alta qualidade de britagem por hora.

A Sandvik, por exemplo, aposta na automação. Coelho, inclusive, garante que a fabricante é a única no país a oferecer automação real, na medida em que o sistema atua sozinho, baseado em parâmetros pré-estabelecido


Em se tratando de infraestrutura e pedreiras, os modelos cônicos são os equipamentos para britagem mais consumidos no Brasil. E isso ocorre porque são as soluções mais versáteis, podendo ser aplicadas em diversas fases da operação.

Uma vantagem e tanto, diga-se, ainda mais em um mercado que luta para estabilizar-se no país. Os especialistas ouvidos nesta reportagem estimam que anualmente sejam vendidas entre 80 e 100 unidades desses equipamentos, com momentos de pico e de retração, variando de acordo com a economia dos dois principais mercados consumidores: a infraestrutura – para a qual as pedreiras são fornecedoras corriqueiras – e mineração. “Em 2014, o mercado esteve em baixa nestes dois setores e, por isso, estimamos a venda de 50 a 60 britadores cônicos em instalações fixas e entre 20 e 30 unidades móveis sobre pneus ou sobre esteiras”, revela Galvão Maia, diretor da Astec do Brasil, empresa que comercializa a marca norte-americana Telsmith. Para 2015, ele estima um crescimento de 15% nas vendas.

Adicionalmente, o gerente de aplicação de sistemas de britagem e peneiramento da Metso, Toshihiko Ohashi, avalia que a demanda por britadores cônicos tem sido alta nos últimos anos, com algumas oscilações no setor de agregados, em conformidade com o avanço das obras de infraestrutura. “Em contrapartida, o segmento de mineração está estagnado em função de cancelamentos ou adiamentos de grandes projetos”, diz ele.

Para Rogério Coelho, especialista de produto da Sandvik, qualquer projeção para o futuro neste segmento será sempre de crescimento, principalmente pelo fato de que os britadores cônicos não têm substitutos diretos e operam com vida útil média de 20 anos, o que resulta em um parque de máquinas a ser substituído corriqueiramente.

TECNOLOGIAS

Ao mesmo tempo em que esperam dias melhores para os principais mercados compradores, os fabricantes de britadores cônicos mantêm os desenvolvimentos tecnológicos em plena evolução, a fim de ganhar a preferência dos clientes oferecendo maior capacidade e alta qualidade de britagem por hora.

A Sandvik, por exemplo, aposta na automação. Coelho, inclusive, garante que a fabricante é a única no país a oferecer automação real, na medida em que o sistema atua sozinho, baseado em parâmetros pré-estabelecidos para alcançar maior produtividade e, ao mesmo tempo, oferecer segurança operacional. “Os nossos britadores podem ainda ser ajustados durante a operação, pois são equipados com várias opções de excentricidade, o que permite ajuste fino do equipamento para obter maior produtividade”, detalha.

Ainda em termos de tecnologia avançada, a fabricante sueca também destaca alguns aspectos de manutenção, como a bucha da aranha e os pratos de escora com vida útil mais longa, além de camisas removíveis do eixo sem a necessidade de corte. “Outro destaque é o uso de manganês mais grosso, assim como o tempo maior entre as intervenções obtido por alguns dos nossos modelos”, pontua o especialista.

Na mesma linha, algumas características técnicas proporcionam maior disponibilidade e produtividade aos britadores cônicos da marca Telsmith, afirma Maia. Um deles é o sistema de alívio de sobrecarga, que evita a parada para manutenção ou quaisquer danos ao equipamento. “Também são destaques dos nossos equipamentos o sistema hidráulico de esvaziamento da câmara e o sistema anti-spin, que promove maior vida útil aos revestimentos e, portanto, reduz os intervalos de reparo”, descreve o diretor.

Segundo ele, os britadores da Telsmith ainda saem de fábrica com um sistema de ajuste hidráulico, sem intervenção mecânica do operador. “As tecnologias de automação, como a unidade Trac10 da nossa linha de britadores, também promovem aumento da produtividade, com monitoramento e calibrações constantes para os parâmetros pré-programados”, ressalta.

No caso da Metso, o principal destaque tecnológico é o lançamento da linha HPX de britadores cônicos, que introduz algumas melhorias como a eliminação de resina para fixação de revestimento, maior força de britagem, sistema de alívio de sobrecarga mais eficiente e revestimentos de maior espessura. “Com essas melhorias, os equipamentos apresentam ganhos significativos de produtividade, tornando-se mais adequados para atender ao novo perfil de britas demandado pelo mercado, com granulometrias cada vez mais finas e produtos cada vez mais cúbicos”, diz ele.

MÓDULOS

Outro avanço tecnológico apontado por Ohashi nos britadores da Metso diz respeito aos módulos de automação, que têm contribuído para o aumento de produtividade dos clientes. “Temos dois sistemas elétricos de controle para toda a linha de britadores cônicos: um é convencional e o outro é totalmente automatizado”, sublinha. “Ambos são baseados em painéis lógicos programáveis (PLC) e, por isso, simplificam os painéis elétricos, incluindo menos dispositivos, menos cabos de controle e, consequentemente, menos problemas de manutenção.”

De fato, a presença de PLC nos britadores cônicos é cada vez maior, tanto que todos os fabricantes entrevistados mostram soluções nessa linha. A própria Metso possui um sistema elétrico automatizado que comanda as principais funções do britador, como a alimentação da máquina e o controle automático da abertura de saída da câmara de britagem. “Esse automatismo proporciona maior produtividade, pois oferece condições praticamente impossíveis de serem alcançadas com o controle manual desses parâmetros”, observa Ohashi.

Do mesmo modo, nos britadores cônicos da Telsmith as principais funções do equipamento passam pelo PLC, como explica Maia. “O ajuste da abertura pode ser realizado por meio de botões, assim como o esvaziamento da câmara de britagem ou, até mesmo, o acionamento da função Extract High Speed, que duplica a velocidade de extração do bojo do britador em uma eventual necessidade de manutenção ou troca de revestimento”, diz.

No caso da Sandvik, Coelho também destaca as vantagens do PLC para os processos de manutenção e excelência operacional. Segundo ele, é por esse sistema que se avaliam “as proteções do equipamento como controle de amperagem, de lubrificação, aquecimento para partida, arrefecimento etc.”.

DESEMPENHO

Se as tecnologias de automação e o painel lógico programável auxiliam na produtividade, esses mesmos recursos também reforçam a necessidade de se operar adequadamente os britadores cônicos para maximizar sua disponibilidade.

Nesse aspecto, a principal dica dos especialistas é que os equipamentos operem sempre com a câmara de britagem cheia. “Isso garante melhor uso dos revestimentos de manganês, menor consumo de energia elétrica por tonelada produzida e um produto final de melhor cubicidade”, resume Coelho.

Mas, nesse aspecto, há um ponto crítico. Para que o britador trabalhe com câmara cheia, é preciso haver controle absoluto da taxa de alimentação. “Trabalhar com carga baixa, seja por alimentação deficiente ou dimensionamento inadequado do britador, piora significativamente o desempenho do britador e, ainda, reduz a ação de quebra interpartículas”, confirma Ohashi, da Metso. “Além disso, essa atitude equivocada pode criar outros tipos de problemas, como o desgaste prematuro dos revestimentos.”

Portanto, a abertura da boca dos britadores também é um ponto essencial para obter a produtividade requerida. Nesse aspecto específico, as fabricantes avançaram tecnologicamente e, atualmente, os ajustes são feitos de forma mais segura e automatizada.

Nos equipamentos da Telsmith, por exemplo, o ajuste é feito remotamente por meio de botões do painel de controle da unidade hidráulica do britador. Assim, o comando aciona um motor hidráulico, girando o anel de ajuste através de engrenagens. “Um sensor de proximidade controla automaticamente o ajuste desejado por meio da contagem do número de dentes em um determinado ciclo de ajuste”, elucida Maia. “Com esse sistema, o britador pode ser ajustado sempre que necessário e sem a intervenção mecânica do operador, o que reduz o risco de acidentes.”

CONFIGURAÇÃO

A Metso oferece um sistema de regulagem padronizado em duas das três linhas de britadores cônicos que produz. Além disso, todos os equipamentos da marca possuem uma única carcaça superior, adequada à montagem dos perfis de revestimentos aplicados às diversas aberturas da boca de alimentação. “Isso vale para estágios quaternários (fino e extra-fino), terciários (médios) ou secundários (grosso e extra-grosso)”, afirma Ohashi.

Segundo ele, a configuração dessas duas linhas de britadores – sem braços na carcaça superior – oferece melhor aproveitamento da boca de alimentação, sem restrições quanto à passagem do material na entrada da câmara de britagem. “E isso aumenta a abertura efetiva de alimentação”, acresce.

Por sua vez, a terceira linha de equipamentos da Metso tem configuração similar a outros cones disponíveis no mercado, ou seja, com eixo suportado em sua parte superior, no mancal e nos braços da aranha. “Nesse caso, a configuração para britagem secundária tem uma carcaça exclusiva, para suportar grandes bocas de alimentação”, diz Ohashi. “Já os equipamentos destinados às fases terciária e quaternária vêm com outro tipo de carcaça, mais adequado a esse trabalho.”

Nos equipamentos da Sandvik, Coelho explica que o ajuste da boca de alimentação é feito por meio de um sistema hidráulico, que movimenta o eixo do britador verticalmente. “A grande vantagem disso é que o britador pode ser ajustado durante a operação, já com a carga”, ressalta. “Mas precisão do ajuste e a simplicidade de operação também são outras vantagens dessa tecnologia.”

PROTEÇÃO

Além dos sistemas automatizados de controle e ajuste, que protegem os equipamentos mecanicamente durante a operação, os fabricantes lançam mão de outras tecnologias específicas para esse fim. É o caso dos sistemas de proteção contra materiais não-britáveis, como o eletroímã e o detector de metais.

Apesar de os equipamentos possuírem sistemas de alívio contra esses materiais, Ohashi explica que – dependendo do tamanho ou da frequência – esses intrusos podem invadir os britadores cônicos, causando problemas como a quebra de revestimento, a queima das buchas e, em casos extremos, até mesmo o empenamento do eixo. “Para evitar isso, a forma usual e mais efetiva é a instalação do conjunto eletroímã e do detector de metais nos transportadores de alimentação dos britadores cônicos”, recomenda.

Segundo Coelho, da Sandvik, o primeiro sistema identifica e remove somente os metais magnéticos. “Mas o manganês não é magnético e, por isso, também é importante a utilização do detector de metais”, conclui.

 

 

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