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25 de maio de 2018
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Britadores

Eficiência preventiva

Monitoramento de dados avança como ferramenta de otimização das ações de manutenção também no segmento de britadores, trazendo ganhos de produtividade
Por Antonio Santomauro

Quando o assunto é britagem, também no Brasil já está relativamente consolidada a tecnologia que permite monitorar, em tempo real, diversas informações relacionadas à operação, disponibilizando o acesso a dados gerados em quaisquer locais onde se façam necessários. Com o avanço da automação nas plantas de britagem, vem aumentando a quantidade de informações disponíveis para monitoramento, ampliando-se assim o leque de indicadores capazes de balizar estratégias de incremento da produtividade e cronogramas de manutenção indispensáveis às atividades produtivas deste segmento.

Abertura, temperatura, pressão do óleo, desgaste do revestimento, tempo de operação... São muitas as informações que podem ser obtidas com o monitoramento dos dados dos britadores. E, com elas, já é possível estabelecer uma estratégia para a manutenção preventiva das máquinas, desenvolvendo uma rotina de ações programadas para as ocasiões mais favoráveis, em vez de – como era mais comum em um passado nem tão distante –, depender da ocorrência de quebras e de avarias no processo.

Esse avanço é significativo. Afinal, uma estratégia de manutenção preventiva, como resume o engenheiro de produtos da Metso, Fernando Bicalho, “resulta em maiores índices de produtividade, pela redução dos tempos de parada das máquinas”. Em um britador primário de mandíbula, ele exemplifica, o monitoramento pode revelar, entre outras coisas, o aumento na temperatura de um dos mancais, o que por sua vez prenuncia a possibilidade de problemas no rolamento, cuja troca pode então ser programada com antecedência. “Essa troca programada será muito mais rápida que uma troca inesperada, decorrente, por exemplo, de uma quebra quando o equipamento estiver cheio, pois nesse caso serão necessárias algumas horas apenas para esvaziá-lo”, compara o profissional da Metso.

Para André de Oliveira, engenheiro de aplicação da Astec, o valor do monitoramento dos dados está justamente no fato de servir como ferramenta de otimização das estratégias de manutenção dos britadores e, consequentemente, de fomento da produtividade na atividade. “O sistema de alívio contra sobrecarga, por exemplo, já é uma funcionalidade-padrão em nossos britadores cônicos, permitindo ao sistema hidráulico identificar, por exemplo, o material britável e o não britável (como uma peça de metal), promovendo assim o alívio da câmara e protegendo o equipamento”, descreve.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral