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06 de agosto de 2014
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Britadores

Alto impacto no mercado

Atendendo aos mercados de infraestrutura, peneiramento e pedreiras, modelos de eixo vertical ou horizontal aumentam participação na linha de produtos dos fabricantes

A produção de areia artificial (areia de brita) tem elevado a demanda por britadores de impacto no país, segundo fabricantes desse tipo de equipamento. Do mesmo modo, o mercado de reciclagem de resíduos também está adotando mais essa tecnologia, assim como as grandes obras de infraestrutura, incluindo barragens e pavimentação de rodovias.

Antes de quantificar, os especialistas advertem que é preciso caracterizar os diferentes tipos de britadores de impacto, uma vez que cada um atende a algumas demandas específicas e, dessa maneira, os equipamentos são utilizados por mercados distintos. “Os britadores de impacto de eixo horizontal (HSI, da sigla em inglês) foram inicialmente desenvolvidos para atuar nas britagens primária e secundária”, explica Toshihiko Ohashi, gerente de engenharia de aplicação da Metso.

Embora sejam bastante utilizados no exterior, diz ele, os equipamentos HSI ainda têm pouca aplicação no Brasil, principalmente em função de as rochas para a produção de agregados aqui predominantes serem mais abrasivas (graníticas ou basálticas), tornando desinteressante o custo operacional desses equipamentos.

Gerente da linha de negócios de britagem e peneiras fixas da Sandvik, Rogério Coelho enfatiza que, mesmo na linha HSI, é preciso dividir os modelos de pequeno, médio e grande porte, sendo que os maiores, por exemplo, são utilizados na indústria cimenteira, alguns com duas etapas de britagem no mesmo equipamento. “Os HSI de grande porte são basicamente utilizados na britagem de calcário e, por isso, a demanda por novas máquinas é baixa, mas constante”, afirma, salientando que a Sandvik não fabrica esse tipo de equipamento, mas a expertise do especialista permite a avaliação.

Os HSI de médio e pequeno porte, por sua vez, são aplicáveis na britagem de materiais de baixa abrasividade. Porém, Coelho explica que a evolução das ligas metálicas e cerâmicas especiais utilizadas nesses equipamentos está permitindo a sua aplicação em uma gama maior de atividades. “São máquinas de menor investimento de aquisição e que, por isso, constituem uma oportunidade interessante de mercado em substituição aos britadores de compressão, sejam de mandíbulas ou cônicos”, pontua. “Mas isso ainda não movimentou o mercado em definitivo e, portanto, a demanda dos HSI menores ainda é relativamente baixa.”

POTENCIAL


A produção de areia artificial (areia de brita) tem elevado a demanda por britadores de impacto no país, segundo fabricantes desse tipo de equipamento. Do mesmo modo, o mercado de reciclagem de resíduos também está adotando mais essa tecnologia, assim como as grandes obras de infraestrutura, incluindo barragens e pavimentação de rodovias.

Antes de quantificar, os especialistas advertem que é preciso caracterizar os diferentes tipos de britadores de impacto, uma vez que cada um atende a algumas demandas específicas e, dessa maneira, os equipamentos são utilizados por mercados distintos. “Os britadores de impacto de eixo horizontal (HSI, da sigla em inglês) foram inicialmente desenvolvidos para atuar nas britagens primária e secundária”, explica Toshihiko Ohashi, gerente de engenharia de aplicação da Metso.

Embora sejam bastante utilizados no exterior, diz ele, os equipamentos HSI ainda têm pouca aplicação no Brasil, principalmente em função de as rochas para a produção de agregados aqui predominantes serem mais abrasivas (graníticas ou basálticas), tornando desinteressante o custo operacional desses equipamentos.

Gerente da linha de negócios de britagem e peneiras fixas da Sandvik, Rogério Coelho enfatiza que, mesmo na linha HSI, é preciso dividir os modelos de pequeno, médio e grande porte, sendo que os maiores, por exemplo, são utilizados na indústria cimenteira, alguns com duas etapas de britagem no mesmo equipamento. “Os HSI de grande porte são basicamente utilizados na britagem de calcário e, por isso, a demanda por novas máquinas é baixa, mas constante”, afirma, salientando que a Sandvik não fabrica esse tipo de equipamento, mas a expertise do especialista permite a avaliação.

Os HSI de médio e pequeno porte, por sua vez, são aplicáveis na britagem de materiais de baixa abrasividade. Porém, Coelho explica que a evolução das ligas metálicas e cerâmicas especiais utilizadas nesses equipamentos está permitindo a sua aplicação em uma gama maior de atividades. “São máquinas de menor investimento de aquisição e que, por isso, constituem uma oportunidade interessante de mercado em substituição aos britadores de compressão, sejam de mandíbulas ou cônicos”, pontua. “Mas isso ainda não movimentou o mercado em definitivo e, portanto, a demanda dos HSI menores ainda é relativamente baixa.”

POTENCIAL

O especialista da Sandvik estima que o potencial de crescimento para os impactores de eixo horizontal esteja no mercado de reciclagem, com aplicação em plantas de britagem móveis, sobre esteiras. “Porém, trata-se de uma demanda pequena quando comparada ao negócio de britadores de compressão no Brasil”, ressalta Coelho. “Estimamos que esse tipo de equipamento ainda não represente 5% dos britadores vendidos no Brasil.”

Em contraste, os britadores de impacto de eixo vertical (VSI, da sigla em inglês) têm demanda maior. Segundo Ohashi, da Metso, essa linha foi desenvolvida na década de 1970 e, a exemplo dos HSI, está subdividida em dois tipos: os modelos contra revestimento de aço (shoe and anvil) e os contra rocha (autógeno). “O primeiro tipo teve um período de crescimento na década de 1990, principalmente nas regiões basálticas”, contextualiza o especialista. “Mas, devido ao alto custo operacional, foram gradualmente substituídos por outros tipos de britadores.”

Já os autógenos, que no caso da Metso levam a marca Barmac, são britadores de impacto que permanecem como opção para o mercado brasileiro de agregados e, portanto, constituem o foco da empresa no que tange aos impactores. “Há ainda os britadores de impacto híbridos, que juntam as duas tecnologias, mas são pouco utilizados no Brasil”, afirma Ohashi.

Coelho, da Sandvik, acrescenta que os britadores de impacto de eixo vertical têm boa demanda de mercado, muitas vezes competindo com britadores de compressão nas etapas terciária e quaternária. “Nos últimos 20 anos, a demanda cresceu bastante e hoje está estável, o que proporcionou o ingresso de vários fabricantes nacionais e internacionais na comercialização desse tipo de equipamento”, diz ele.

Segundo ele, a principal demanda reside na produção de areia artificial, que tem substituído parte do mercado de areia natural, cada vez mais sacrificado pela escassez em grandes centros urbanos. “Porém, atualmente há muitas empresas questionando a utilização de VSI por gerarem muito filler (finos fora da especificação) e consumirem mais energia elétrica”, detalha. “Por isso, o mercado para esses equipamentos mantém-se estável, atingindo não mais de 10% do total de britadores vendidos anualmente no país.”

AVANÇO

A Ciber Equipamentos Rodoviários, que representa no Brasil a marca de britadores Kleemann, avalia que a representatividade geral dos britadores de impacto seja de algo em torno de 10%. A empresa comercializa modelos móveis de eixo horizontal (HSI) em sua linha Mobirex/MR, com equipamentos que produzem de 350 a 700 toneladas de material por hora. “Também avaliamos que a demanda cresceu nos últimos anos, principalmente para processamento e reciclagem de resíduos sólidos de construção, focando o reaproveitamento desse material em linha com a legislação ambiental vigente”, diz Bernardo Gomes, gerente de mineração da empresa. “Além disso, em certas aplicações, como na cominuição de rochas frescas, os impactores substituem os modelos de mandíbula na britagem primária, enquanto os cônicos, na secundária.”

Gomes também revela que alguns britadores de impacto da Kleemann operam em granito, produzindo insumo para fabricação de asfalto e lastro de ferrovias. Nessas aplicações, segundo ele, os equipamentos realizam duas etapas de britagem de uma só vez. “No geral, podemos dizer que os impactores de eixo horizontal são indicados para rochas de dureza e abrasividade variando de baixa a média”, diz ele. “Entretanto, dependendo da aplicação e dos produtos finais requisitados, eles podem ser utilizados em rochas mais duras e abrasivas, o que justifica a máxima de que os britadores de impacto começam a ‘tomar terreno’ dos modelos cônicos.”

Para Gomes, as principais características dos HSI são alta produtividade e taxa de redução elevada, podendo chegar até 15 para um (15:1), dependendo do material processado. “Por fim, a qualidade do produto final em termos de distribuição granulométrica e cubicidade elevam os requisitos favoráveis aos britadores de impacto”, salienta.

Apesar de contar com uma linha completa de impactores HSI, inclusive em conjuntos móveis, Ohashi prefere focar na aplicação dos britadores de impacto. Ele explica que, nesse nicho, o mercado atualmente conta com opções móveis (com limitação de tamanho) e fixas. Na Metso, há um modelo sobre esteiras da linha Lokotrack que pode receber motorização de 250 a 400 hp, sendo que a capacidade varia de acordo com a potência instalada e ainda em função das características da rocha, principalmente dureza e granulometria desejadas para o produto final. “Ainda no segmento móvel, a Metso oferece modelos sobre pneus da linha NW”, informa. “Lembramos que os impactores móveis, tanto de esteiras quanto de pneus, são quase inteiramente destinados a obras rodoviárias.”

TECNOLOGIA

Já a Sandvik oferece somente britadores móveis de eixo horizontal (HSI) que podem ser controlados remotamente. A tecnologia de impacto vertical (VSI) é toda aplicada em britadores fixos da marca e, geralmente, as máquinas são direcionadas a plantas de agregados de grande porte e a plantas de agregados de grandes obras de construção, nas quais há alto consumo de cimento.

O britador de impacto VSI da série Lokotrack da Metso também pode ser operado por meio de controle remoto, segundo Ohashi. Nesse equipamento, o especialista destaca ainda o sistema de cascata, no qual parte do fluxo de alimentação passa por fora do rotor e confere maior capacidade com menor custo operacional. “Além das melhorias nos projetos de câmara de britagem e do rotor para aumentar o desempenho, os últimos avanços em nossos britadores VSI estão no sistema opcional de automação ACR, que é muito similar aos sistemas dos rebritadores cônicos, mas com especificações desenvolvidas para as condições operacionais do britador de impacto”, destaca.

Ainda no quesito tecnológico, Gomes, da Ciber, pontua que os britadores de impacto HSI da Kleemann possuem sistema de alimentação com grelha vibratória e pré-peneiras em linha. O equipamento trabalha com diferentes frequências de operação, o que permite maior eficiência no peneiramento. “Outro destaque é o sistema de alimentação contínua, que inclui sensor ultrassônico para detecção do volume de material que está alimentando o britador”, detalha. “Assim, dependendo da quantidade, o equipamento regula a frequência da pré-peneira e da grelha vibratória, minimizando ou até mesmo eliminando grandes variações na alimentação do britador.”

O especialista da Ciber relata outras tecnologias dos britadores da marca Kleemann, como o acionamento “diesel-direct-electric-drive”, que permite acionamento do britador diretamente do motor a diesel, via correia e polias. “Nesse caso, os outros comandos principais, como peneiras e correias transportadoras, são operados eletricamente, via gerador on board, também acionado pelo motor a diesel”, frisa Gomes. “Essa tecnologia aumenta consideravelmente a eficiência total do sistema de acionamento e operação, gerando uma economia no consumo de combustível entre 20% e 30%.”

 

 

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