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19 de março de 2013
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Equipamentos Compactos

Mercado em mutação

Impulsionadas pela mecanização das obras de médio porte, máquinas compactas demonstram versatilidade para atender o mercado brasileiro
Por Camila Waddington

De olho no bom momento para máquinas compactas no país, a Case CE é outra empresa que tem apostado no segmento, com planos arrojados de financiamento para atender principalmente pequenos e médios investidores do mercado de locação e construção. Ao todo, a empresa oferece sete modelos de minicarregadeiras no Brasil, com máquinas de 590 kg a 1.360 kg de capacidade de carga operacional. “A faixa mais demandada é a de equipamentos entre 680 e 800 kg”, afirma Edmar de Paula, gerente de marketing de produto da empresa.

Ele explica que, nos últimos três anos, essa faixa de máquinas passou a ser mais requisitada, sendo que antes os modelos menores tinham a preferência por possuírem motores de menos de 60 hp de potência, o que proporcionava isenção na taxa de imposto de importação (de 14%) sobre o valor da máquina. “Mas, com o tempo, o mercado entendeu que não adiantava obter essa isenção e perder produtividade no campo, o que levou os frotistas a optarem por máquinas maiores”, explica.

VERSATILIDADE

O executivo destaca ainda o variado conjunto de implementos atualmente disponível para minicarregadeiras, o que possibilita a sua aplicação nos mais diversos tipos de serviços. “Temos treinado nossos vendedores para que mostrem as aplicações especiais que podem ser executadas pelas minicarregadeiras”, diz ele. “É o caso do segmento ceramista, no qual a máquina pode trabalhar com concha para exercer a função de pá carregadeira, com garfo pallet para auxiliar no transporte de materiais no lugar da empilhadeira, com vassoura para limpar o pátio etc.”, enumera Edmar de Paula.

Outras aplicações nas quais as minicarregadeiras têm se popularizado rapidamente, de acordo com o especialista da Case, encontram-se no setor agropecuário. “Temos cases de aplicação em aviários, com minicarregadeiras equipadas com vassouras, para limpar o terreno, ou com pinças, para fazer a substituição das câmeras de frango, além de servirem como empilhadeiras para o deslocamento de enfardamento”, ele destaca.

Diferentemente dos demais fabricantes, a Case classifica as máquinas de até 1.360 kg de capacidade como compactas. Acima disso, a classificação da empresa é de carregadeira média. O mesmo ocorre na linha de escavadeiras, cuja gama de modelos da fabricante vai até 11 t de peso operacional, mas somente as máqu


De olho no bom momento para máquinas compactas no país, a Case CE é outra empresa que tem apostado no segmento, com planos arrojados de financiamento para atender principalmente pequenos e médios investidores do mercado de locação e construção. Ao todo, a empresa oferece sete modelos de minicarregadeiras no Brasil, com máquinas de 590 kg a 1.360 kg de capacidade de carga operacional. “A faixa mais demandada é a de equipamentos entre 680 e 800 kg”, afirma Edmar de Paula, gerente de marketing de produto da empresa.

Ele explica que, nos últimos três anos, essa faixa de máquinas passou a ser mais requisitada, sendo que antes os modelos menores tinham a preferência por possuírem motores de menos de 60 hp de potência, o que proporcionava isenção na taxa de imposto de importação (de 14%) sobre o valor da máquina. “Mas, com o tempo, o mercado entendeu que não adiantava obter essa isenção e perder produtividade no campo, o que levou os frotistas a optarem por máquinas maiores”, explica.

VERSATILIDADE

O executivo destaca ainda o variado conjunto de implementos atualmente disponível para minicarregadeiras, o que possibilita a sua aplicação nos mais diversos tipos de serviços. “Temos treinado nossos vendedores para que mostrem as aplicações especiais que podem ser executadas pelas minicarregadeiras”, diz ele. “É o caso do segmento ceramista, no qual a máquina pode trabalhar com concha para exercer a função de pá carregadeira, com garfo pallet para auxiliar no transporte de materiais no lugar da empilhadeira, com vassoura para limpar o pátio etc.”, enumera Edmar de Paula.

Outras aplicações nas quais as minicarregadeiras têm se popularizado rapidamente, de acordo com o especialista da Case, encontram-se no setor agropecuário. “Temos cases de aplicação em aviários, com minicarregadeiras equipadas com vassouras, para limpar o terreno, ou com pinças, para fazer a substituição das câmeras de frango, além de servirem como empilhadeiras para o deslocamento de enfardamento”, ele destaca.

Diferentemente dos demais fabricantes, a Case classifica as máquinas de até 1.360 kg de capacidade como compactas. Acima disso, a classificação da empresa é de carregadeira média. O mesmo ocorre na linha de escavadeiras, cuja gama de modelos da fabricante vai até 11 t de peso operacional, mas somente as máquinas com menos de 5 t são classificadas como minis.

PERSPECTIVAS

Vander Mendes Estreita, gerente de produto da LiuGong para a América Latina, avalia que o Brasil ainda está desenvolvendo a mecanização nas obras, principalmente as de pequeno porte, o que permite um vislumbre do mercado a ser explorado pelos equipamentos compactos. “Mas, se compararmos com a última década, já evoluímos muito”, diz ele. O comportamento do mercado brasileiro, na visão de Estreita, é semelhante ao chinês, assim como os de outros países emergentes onde a mão de obra de baixo custo está cada vez mais escassa. “Por isso, temos apostado no incremento dos compactos, com uma linha de minicarregadeiras com caçamba de 0,4 e 0,5 m3 de capacidade”, diz ele.

Segundo o executivo da LiuGong, a gama de equipamentos deve crescer nos próximos meses, sendo incrementada por modelos que vão até 1 m³ de capacidade de concha. “Já na linha de miniescavadeiras, temos uma gama bem confortável para atender às maiores demandas do mercado brasileiro, com modelos de 4, 6 e 8 t de peso operacional”, destaca.

A Caterpillar, cuja comercialização em 80% do território brasileiro é feita pela Sotreq, dispõe de 10 modelos de equipamentos compactos. “São seis minicarregadeiras e quatro miniescavadeiras”, diz Chrystian Garcia, gerente de desenvolvimento de mercados da distribuidora. “Na parte de minicarregadeiras, a Sotreq dispõe de modelos cujo peso operacional varia de 2,5 t a 3,4 t, enquanto nas miniescavadeiras, as opções vão de equipamentos de 2,8 t a 8,3 t de peso operacional.”

ARROJO

Esses equipamentos, segundo ele, já representam 10% das vendas (em unidades) da Sotreq, sendo o segmento que mais cresce na empresa na atualidade. “Por isso, temos grande expectativa de crescimento para os próximos anos, motivo pelo qual temos condições arrojadas de vendas, com financiamentos para compra de minicarregadeiras com parcelas mensais de cerca de R$ 2 mil reais”, revela Garcia.

Para ele, porém, o crescimento do mercado de minis no Brasil é “orgânico” e não está necessariamente atrelado a uma mudança de comportamento do consumidor. “No médio prazo, não acreditamos que o consumidor brasileiro substituirá as retroescavadeiras por equipamentos compactos em níveis que justifiquem um grande crescimento de mercado para essas máquinas”, diz. “Mas avaliamos sim que essas máquinas passarão a ser usadas em serviços cada vez mais diferenciados e ganharão novos compradores, como os clientes que adquirem as primeiras máquinas para cumprir um contrato de locação e, depois, vão incrementando a frota com outras unidades”, complementa.

Para fabricante, mercado ainda está descobrindo vantagens

Em 2011, a New Holland – que aposta no segmento de equipamentos compactos desde a década de 90 – lançou os primeiros modelos da sua nova linha de minicarregadeiras, a L200. “Temos carregadeiras compactas para atender uma faixa de mercado que consideramos completa, ou seja, de 590 a 1.360 kg”, diz o gerente de marketing, Nicola D’Arpino, complementando que todas as máquinas são cabinadas, com opção de ar-condicionado. Já em relação às miniescavadeiras, desde 2007 a New Holland atua com um modelo de 5 t de peso operacional, repaginado para 5,5 t no ano passado. “Essa máquina tem uma cabine bastante semelhante à de uma escavadeira de maior porte e pode ser adquirida com esteira de aço ou de borracha”, diz.

De acordo com o executivo, as minicarregadeiras e miniescavadeiras têm se popularizado nacionalmente à medida que construtores, locadores, mineradores e até mesmo agricultores descobrem as vantagens produtivas e econômicas de investir em equipamentos específicos para cada tipo de serviço. “Culturalmente, o frotista avaliava como versátil a máquina que lhe permitia executar vários tipos de serviços, sem um ajuizamento criterioso da sua produtividade”, diz ele. “Mas essa cultura começa a mudar, pois os gestores perceberam que o custo operacional gerado com essa versatilidade geralmente não compensa e, por isso, os equipamentos compactos começam a ser utilizados em processos nos quais são mais produtivos do que as retroescavadeiras, por exemplo.”