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29 de abril de 2010
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Perfil / Eugênio Pavicic - O Desafio das operações tapa-buraco

M&T – Mas é possível destacar as maiores obras em andamento ou previstas que demandarão grande volume de asfalto?

Pavicic – Neste ano, devido a contenção orçamentária, concentramos nossa atuação nas operações tapa-buraco. Nosso maior projeto de pavimentação atualmente compreende a execução de 10 mil m2 da avenida Beira Rio, no bairro Itaim Paulista, incluindo as duas pistas da via. Aparentemente, trata-se de um projeto pequeno, mas ele se caracteriza pelo alto grau de dificuldade em termos de acesso a obra e sua execução. Devido a topografia acidentada daquela região, ha ruas nas quais as carretas não conseguem chegar com os equipamentos e materiais necessários.

M&T – Quais as tecnologias de asfalto usadas pela Prefeitura, tanto nos projetos de pavimentação como nas operações tapa-buraco?

Pavicic – Em ambos os casos utilizamos o CBUQ, composto por CAP 50 ou 70, agregados minerais e brita, alem de empregarmos o concreto asfaltico usinado a frio produzido nas usinas das zonas Leste e Sul. Já testamos o uso de asfaltos modificados por polímeros, como o asfalto borracha, porem essa tecnologia implica uma execução mais trabalhosa e onerosa. Isso porque a presença de borracha exige uma temperatura superior na produção e aplicação do asfalto, o que pode prejudicar a qualidade da pavimentação já que parte do transporte desse material e feito por caminhões basculantes dotados de caçambas comuns, apenas cobertas por lonas. O armazenamento desse material também e problemático, pois exigiria a instalação de agitadores para se evitar a decantação da borracha, o que representaria mais custos de produção.

M&T – Ha estudos para a aquisicao de tecnologias que possam melhorar a contenção térmica da massa asfaltica enviada para aplicação nas vias?

Pavicic – Sim, pois ha ate mesmo uma exigência nesse sentido. Entretanto, a aquisição dos equipamentos fica a cargo dos prestadores de serviços contratados pelas subprefeituras. Nossa equipe responde pela produção e aplicação de asfalto de forma esporádica, principalmente nas regiões centrais ou próximas a nossas unidades. A maior parte do serviço fica com as subprefeituras, que já especificam em seus editais que os prestadores de serviços contratados devem usar caminhões para tapa-buraco com recursos que tornam o serviço ate 66% mais eficaz.

M&T – Que recursos são esses?

Pavicic – São caminhões equipados com caçamba térmica e sistema de descarga automática, o que resulta em menos segregação do material quando comparado com a aplicação manual. As caçambas são especificadas para uma capacidade de 10 t, o suficiente para tapar ate 123 buracos, em media. Os veículos devem contar com um kit compacto de ferramentas usadas no serviço, como martelete, placa vibratória, compressor de ar para a limpeza do burcao, espargidor para imprimação e caneta para a pintura de ligação. Vale lembrar que antes essa pintura era feita a mão, com o uso de um regador, o que não  proporcionava uma boa ligação do asfalto novo na cratera.