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29 de abril de 2010
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Perfil

Eugênio Pavicic - O Desafio das operações tapa-buraco

Para atender à demanda de pavimentação e conservação das vias públicas, a Prefeitura de São Paulo conta com estrutura própria para a produção de asfalto

Alem das grandes obras viárias em execução na cidade de São Paulo ou previstas para o próximo ano, como o prolongamento da avenida Roberto Marinho, a duplicação da Marginal Tiete e da estrada M’Boi Mirim, um conjunto de pequenas obras mobiliza recursos para a recuperação e manutenção das vias da maior cidade do Brasil. Ao todo, 60 equipes de tapa-buraco trabalham diariamente no atendimento as ocorrências, sendo que a maior parte dessa estrutura e contratada junto a empresas prestadoras de serviços.

Uma parte menor dessa estrutura pertence à própria prefeitura e comandada pela Superintendência das Usinas de Asfalto, órgão ligado a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo. Nessa edição, Eugenio Pavicic, responsável por essa área, fala sobre a gestão dos equipamentos usados nas operações tapa-buraco e em serviços de pavimentação e recuperação viária.

O município adquiriu sua primeira usina de asfalto em 1954 e, atualmente, conta com um parque com capacidade para a produção de 1.800 t/h, usado basicamente nos serviços de tapa-buraco e recapeamento. Vale o registro que, segundo avaliações da Prefeitura, a cidade registra o surgimento de mil novos buracos por dia. As ocorrências são comunicadas as subprefeituras pela Companhia de Engenharia de Trafego ou pela própria população. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista:

M&T – Qual a capacidade instalada da Prefeitura de São Paulo para a produção própria do asfalto usado em suas obras?

Eugênio Pavicic – No nosso pátio central, localizado no bairro da Barra Funda, temos duas usinas com capacidade total para a produção de 200 t/h de asfalto tipo CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). Além delas, temos mais três usinas nos bairros de Itaquera, Santo Amaro e Parelheiros, dedicadas exclusivamente a produção de asfalto usinado a frio. Ao todo, essas unidades nos dão uma capacidade produtiva de 1.800 t/h, bem acima do que necessitamos, já que o transito da cidade e demais questões urbanísticas nos impõem limitações de horário para a aplicação de asfalto nas vias publicas.

M&T – A produção dessas usinas se destina a quais obras na cidade?

Pavicic – Executamos a pavimentação em vias urbanas menores, já que as intervenções nos principais corredores viários da cidade ficam a cargo da Secretaria de Obras. Atualmente, nosso trabalho compreende a pavimentação de 31 ruas e a recuperação de uma pequena parte da avenida dos Bandeirantes, na zona Sul da cidade. Isso totaliza 60 mil m2 de pavimentação, com conclusão pré-vista até o fim deste ano. Em 2010, o volume devera ser maior, mas sua definição depende da aprovação do orçamento para o próximo ano. Para efeito de comparação, em 2008 fizemos o recapeamento de 170 km, mas o maior volume de serviços sempre se concentra nas operações de tapaburaco, nas quais totalizamos 905 km executados desde 2005. Somente em 2008, tapamos 719 mil buracos, o equivalente a 283 km.