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11 de março de 2010
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Perfil

As razões que explicam a maturidade institucional da Sobratema

Engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Uberlândia e especializado em segurança do trabalho, Mário Humberto Marques é o novo presidente do Conselho de Administração da Sobratema para a gestão iniciada em 2010. Detentor de uma pós-graduação em gestão de negócios pela USP, MBA pelo IBMEC e atualização pela FGV, o executivo é Diretor da Andrade Gutierrez, uma das mais tradicionais construtoras brasileiras. O cargo atual faz parte da carreira profissional precoce, iniciada aos 13 anos em regime de meio período na indústria de utensílios agrícolas e esquadrias metálicas, que pertencia ao avô. Associado à Sobratema desde 1995, Marques foi vice-presidente na gestão de Jader Fraga dos Santos. Nessa entrevista, ele ressalta o papel ativo da Associação como um dos atores importantes na manutenção do desenvolvimento sustentável do Brasil e indica como as ações da Sobratema conferem a ela uma forte imagem institucional e garantem a sobrevivência consistente depois de 21 anos de existência.

M&T: O senhor assume a presidência da Sobratema num momento especial para a economia do País. Quais são os desafios que visualiza para esse novo encargo?
Mário Humberto: A identidade da Sobratema tem um forte componente técnico e ela transcendeu essa essência para ser um agente que se faz ouvir em questões relevantes da indústria da construção. Os anos à frente serão especiais e trazem desafios, dos quais o principal é enfrentar as conseqüências da falta de investimentos na infraestrutura do país durante as duas últimas décadas de 80 e 90, o que debilitou várias empresas e as levou a não investirem na formação de profissionais. O segundo desafio é a competição acirrada decorrente da globalização. Aparentemente, o mundo tem uma superoferta de meios de produção para a indústria da construção e a combinação desse fato com a existência de grandes mercados deprimidos tenderá a recrudescer as medidas protecionistas, que podem afetar a exportação de produtos brasileiros. Por outro lado, os fabricantes aqui estabelecidos produzem equipamentos de classe mundial e estão sendo submetidos a produtos concorrentes que não têm a mesma tecnologia e, portanto, surge uma competição por preços. O setor de serviços, no qual a indústria da construção se insere, está totalmente aberto à competição internacional e para que as empresas de construção sobrevivam será necessário que os governos permitam, no mínimo, práticas de condições equânimes de custos de financiamento, de taxas de câmbio e de incentivos ao investimento, porque são as empresas nacionais que reinvestem e perpetuam o conhecimento no País.