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08 de julho de 2020
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Sustentabilidade

A valorização da cadeia do resíduo

Com gargalos na triagem e na regulamentação, a reciclagem de resíduos sólidos urbanos ainda não atingiu números aceitáveis no Brasil, que precisa fiscalizar mais o gerador

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa é uma preocupação constante do setor da construção, que tem trabalhado fortemente para reduzir o impacto ambiental decorrente de suas atividades. Além disso, a geração de Resíduos de Construção e Demolição (RCD), popularmente conhecidos por entulho, também é outro ponto de atenção, já que sua destinação inadequada pode acarretar em prejuízos ambientais, mas também pode afetar a saúde das pessoas. “A gestão correta dos resíduos é fato determinante para a saúde pública e a redução dos custos com a remoção dos resíduos descartados incorretamente”, afirma Levi Torres, coordenador da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

Entre os principais tipos de resíduos provenientes do processo construtivo, escavação de terreno, reformas e reparos e demolição estão: tijolos, blocos cerâmicos, argamassa, concretos em geral, madeira, metais, aço, resinas, telhas, forros, cal, azulejos, tintas e rochas. Segundo a Abrecon, a maioria (98%) desse resíduo poderia ser reciclada. “Atualmente, são aproximadamente 350 recicladoras com uma capacidade média de 5.000 m³ por mês, o que representa uma capacidade instalada de 25% do que é gerado”, explica Heverton Bartoli, presidente da entidade. Entretanto, grande parte dessas plantas trabalha com menos de 50% da sua capacidade. Ou seja, em torno de 10% do que é gerado, é reciclado [leia reportagem nesta edição].

Torres lembra que a reciclagem de entulho economiza recursos públicos ao reduzir, por exemplo, os focos do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças. Além disso, ela poupa a extração de areia dos rios e pedra das pedreiras, diminuindo o impacto ambiental dessas atividades. “É importante lembrar que, pelo menos 30% da areia natural no Brasil são clandestinos, isto é, areia extraída de locais sem licença ambiental e al


Diminuir a emissão de gases de efeito estufa é uma preocupação constante do setor da construção, que tem trabalhado fortemente para reduzir o impacto ambiental decorrente de suas atividades. Além disso, a geração de Resíduos de Construção e Demolição (RCD), popularmente conhecidos por entulho, também é outro ponto de atenção, já que sua destinação inadequada pode acarretar em prejuízos ambientais, mas também pode afetar a saúde das pessoas. “A gestão correta dos resíduos é fato determinante para a saúde pública e a redução dos custos com a remoção dos resíduos descartados incorretamente”, afirma Levi Torres, coordenador da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

Entre os principais tipos de resíduos provenientes do processo construtivo, escavação de terreno, reformas e reparos e demolição estão: tijolos, blocos cerâmicos, argamassa, concretos em geral, madeira, metais, aço, resinas, telhas, forros, cal, azulejos, tintas e rochas. Segundo a Abrecon, a maioria (98%) desse resíduo poderia ser reciclada. “Atualmente, são aproximadamente 350 recicladoras com uma capacidade média de 5.000 m³ por mês, o que representa uma capacidade instalada de 25% do que é gerado”, explica Heverton Bartoli, presidente da entidade. Entretanto, grande parte dessas plantas trabalha com menos de 50% da sua capacidade. Ou seja, em torno de 10% do que é gerado, é reciclado [leia reportagem nesta edição].

Torres lembra que a reciclagem de entulho economiza recursos públicos ao reduzir, por exemplo, os focos do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças. Além disso, ela poupa a extração de areia dos rios e pedra das pedreiras, diminuindo o impacto ambiental dessas atividades. “É importante lembrar que, pelo menos 30% da areia natural no Brasil são clandestinos, isto é, areia extraída de locais sem licença ambiental e aliada a crimes ambientais”, alerta.

Para compreender melhor o cenário, Bartoli – que é curador do Núcleo Temático Reciclagem de Resíduos na Construção da BW Expo, Summit e Digital 2020 – explica que o principal gargalo do setor está na triagem, que é o processo de separação dos resíduos. “Grande parte das empresas fazem a segregação de maneira manual com pouca produtividade e eficiência”, explica. Percebe-se a crescente adoção de picking station e novos equipamentos capazes de otimizar esse processo.”

A britagem em si é o processo mais simples. “Em obras de demolição e infraestrutura, a britagem móvel ganha destaque por conseguir o resíduo no próprio local de geração, evitando custos com transporte e destinação, além de reduzir o consumo de agregados virgens”, relata.

Outro desafio enfrentado pelo setor é a falta de valorização da cadeia do resíduo. “A reciclagem de resíduos sólidos urbanos ainda não atingiu números aceitáveis. Infelizmente, há a omissão de órgãos públicos e da própria população”, lamenta Torres, que ressalta a falta de regulamentação da atividade da reciclagem de resíduos da construção. “É necessário fiscalizar, organizar e controlar o gerador do resíduos”, acrescenta.

Na avaliação de Bartoli, apesar dos desafios a serem enfrentados e do mercado estar em uma fase inicial, houve uma evolução considerável nos últimos anos. “Conseguimos conquistas importantes, como a inserção do agregado reciclado em tabelas nacionais e regionais, além da criação do MARE (Manual de Aplicação do Agregado Reciclado), com mais de 50 tipos de aplicações”, diz. “Isso tem contribuído bastante para fomentar mais vendas por parte dos empreendedores, além de conscientizar os gestores públicos.”

Por fim, ele reforça que a Política Nacional de Resíduos Sólidos fala em responsabilidade compartilhada. “Isso quer dizer que todos têm sua parcela de contribuição, desde o pequeno ou grande gerador, que deve fazer a separação do resíduo e garantir a destinação final adequada”, observa. “Transportadores devem estar devidamente regularizados e zelarem pelo envio a destinatários devidamente licenciados, os quais devem dar o tratamento ambiental para cada resíduo.”

A BW Expo e Summit 2020 – 3ª Biosphere World ocorre entre os dias 6 e 8 de outubro de 2020. Além do Núcleo Reciclagem de Resíduos na Construção, estão confirmados: Agronegócio Sustentável, Construção Sustentável, Conservação de Recursos Hídricos, Economia Circular, Transformação Energética – Hidrogênio Valorização de Áreas Degradadas e Waste-to-Energy.

A BW Expo proporcionará uma experiência para todos os seus participantes, por ser o único evento multidisciplinar do mercado direcionado exclusivamente às tecnologias voltadas à sustentabilidade do meio ambiente.

BW Digital traz conteúdo qualificado

Eventos virtuais apresentam tecnologias, ideias e conceitos

Desde o início de maio, a BW Expo, Summit e Digital está promovendo uma série de webinars e lives para trazer conteúdos qualificados sobre temas relacionados à sustentabilidade ambiental. Esses eventos virtuais apresentam tecnologias que podem diminuir o impacto ambiental da atividade humana, bem como ideias e conceitos que podem ser implantados por indústrias e empresas de diversos segmentos, com a finalidade de contribuir para a proteção do meio ambiente.

Os eventos virtuais são transmitidos pelo canal da Sobratema no Youtube. No caso das lives, também há transmissão também pelo Instagram da BW (@bwexpo). Até o final do mês de junho, a BW 2020 promoveu cinco webinars e três lives, que englobaram todos os assuntos relativos aos seus Núcleos Temáticos, além do setor industrial, da área de alimentos e do segmento cerâmico. As informações sobre cada evento online estão no site oficial: www.bwexpo.com.br