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16 de dezembro de 2020
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Implementos Hidráulicos

Frente de ataque

Reforçadas, multiuso, equipadas com peneiras, lâminas, pinças ou convencionais, as caçambas agregam valor à oferta no mercado de locação de máquinas pesadas
Por Antonio Santomauro

O correto dimensionamento de caçambas é um requisito básico tanto para a produtividade do processo no qual serão aplicadas, quanto para prolongar a vida útil do implemento e da máquina portadora à qual a solução será incorporada. Para realizar esse dimensionamento, todavia, não basta verificar a capacidade ou conferir se o equipamento portador suporta o peso quando o implemento estiver carregado.

Mais que isso, é preciso considerar ainda sua resistência, o formato da lâmina e a quantidade e design dos dentes, dentre outros fatores capazes de impactar, simultaneamente, na produtividade e durabilidade do implemento e da máquina.

Obviamente, a análise do tipo de solo a ser escavado e do material a ser carregado é um critério essencial nessa avaliação, disso resultando uma subdivisão das caçambas em dois grandes grupos, de uso mais abrangente e disseminado: HD (Heavy Duty) – para serviços pesados – e SD (Severe Duty) – para serviços severos. Nesse rol, há ainda a categoria XD (Extreme Duty), para operações extremas mais específicas.

CATEGORIAS

Própria para solos mais macios e menos rochosos, a primeira categoria geralmente é dotada de dentes de uso geral com formato cônico, que agilizam o carregamento e o despejo. Já as caçambas SD possuem chapas maiores, reforçadas com materiais mais duráveis e, eventualmente, design e reforços desenvolvidos para aplicações específicas. “É o caso de pedreiras, plantas de mineração e ambientes com a presença de sílica, que demandam caçambas do tipo Severe Duty”, observa Paulo Burjaili Neto, diretor de vendas e marketing da Stanley Infrastructure na América Latina, destacando ainda o uso de variações mais resistentes de aço nos implementos. “Esses modelos têm reforços nas laterais, entre os dentes e na parte traseira, todos feitos em Hardox ou AR 400.”

Ele ressalta que existem modelos de caçambas para aplicações mais específicas, como os já citados serv


O correto dimensionamento de caçambas é um requisito básico tanto para a produtividade do processo no qual serão aplicadas, quanto para prolongar a vida útil do implemento e da máquina portadora à qual a solução será incorporada. Para realizar esse dimensionamento, todavia, não basta verificar a capacidade ou conferir se o equipamento portador suporta o peso quando o implemento estiver carregado.

Mais que isso, é preciso considerar ainda sua resistência, o formato da lâmina e a quantidade e design dos dentes, dentre outros fatores capazes de impactar, simultaneamente, na produtividade e durabilidade do implemento e da máquina.

Obviamente, a análise do tipo de solo a ser escavado e do material a ser carregado é um critério essencial nessa avaliação, disso resultando uma subdivisão das caçambas em dois grandes grupos, de uso mais abrangente e disseminado: HD (Heavy Duty) – para serviços pesados – e SD (Severe Duty) – para serviços severos. Nesse rol, há ainda a categoria XD (Extreme Duty), para operações extremas mais específicas.

CATEGORIAS

Própria para solos mais macios e menos rochosos, a primeira categoria geralmente é dotada de dentes de uso geral com formato cônico, que agilizam o carregamento e o despejo. Já as caçambas SD possuem chapas maiores, reforçadas com materiais mais duráveis e, eventualmente, design e reforços desenvolvidos para aplicações específicas. “É o caso de pedreiras, plantas de mineração e ambientes com a presença de sílica, que demandam caçambas do tipo Severe Duty”, observa Paulo Burjaili Neto, diretor de vendas e marketing da Stanley Infrastructure na América Latina, destacando ainda o uso de variações mais resistentes de aço nos implementos. “Esses modelos têm reforços nas laterais, entre os dentes e na parte traseira, todos feitos em Hardox ou AR 400.”

Ele ressalta que existem modelos de caçambas para aplicações mais específicas, como os já citados serviços em condições extremamente severas, mas também com materiais leves, para limpeza de valas, manuseio de rochas e outras. “Para cavar uma valeta em solo muito duro é mais indicada uma caçamba com lâmina em V, em função do ponto de contato”, indica o especialista da Stanley, grupo que comercializa caçambas na marca Paladin, por sua vez composta por várias submarcas, incluindo JRB (caçambas de produtividade), CP (caçambas para escavadeiras) e CWS (caçambas extra grandes e personalizadas, mais usuais em mineração).

Um ponto importante a ser considerado no dimensionamento, como destaca Etelson Hauck, gerente de produtos da JCB, é o fator de enchimento, como se denomina a fração da capacidade coroada (capacidade preenchida com material que ultrapassa as bordas). Outro critério essencial é a densidade do material. “Para carregar bagaço de cana, pode-se usar uma caçamba maior”, exemplifica Hauck. “Mas, para minérios, cuja densidade pode ser dezenas de vezes maior, provavelmente será necessária uma caçamba menor.”

Fator de enchimento, ponto de contato e densidade do material estão entre os critérios que balizam o dimensionamento dos implementos

Por meio de sua divisão JCB Attachments, a fabricante britânica produz caçambas para escavadeiras, retroescavadeiras e carregadeiras, dentre outros equipamentos que compõem seu portfólio. A linha inclui caçambas HD, trapezoidais, para limpeza de rios e do tipo ‘6 em 1’, nesse caso com variação de abertura e posicionamento, servindo tanto para carregar e escavar quanto para aplainar, agarrar, terraplenar e aterrar. “Essa caçamba vem ganhando bastante espaço no mercado”, comenta Hauck.

Por sua vez, uma caçamba HD pode custar até o dobro de modelos sem os reforços adicionais. “Mas, dependendo da experiência do operador, também pode durar mais que o dobro do tempo”, ressalta o gerente.

Misturadoras, peneiras ou processadoras: linhas especiais expandem aplicações

ESTRUTURA

Assim como o solo e o material, as próprias características da caçamba contribuem para seu dimensionamento, como a conhecida ‘frente de ataque’, que pode ter ou não dentes, assumindo diversos formatos. Para carregar areia ou material de pequena granulação, por exemplo, pode-se utilizar uma caçamba dotada de lâmina, ao invés de dentes, tornando o ciclo de enchimento mais rápido.

Quando a aplicação exigir, os dentes podem ter ou não reforços – normalmente para materiais mais duros ou abrasivos – e variar em quesitos como quantidade, espaçamento e design. Não há, porém, uma regra para definir previamente a quantidade de dentes ou suas respectivas distâncias: “Isso depende do material a ser carregado”, pondera Burjaili, da Stanley.

Por sua vez, Hauck, da JCB, lembra que os dentes também podem variar em aspectos como largura da ponta, altura da base e tipo de travamento no porta-dente, entre outros. “Quanto mais fino for o dente, maior a capacidade de penetração, porém menor a vida útil, e vice-versa”, explica. “Em aplicações de movimentação de terra, o dente pode ser mais largo, pois o material é mais solto.”

As lâminas, prossegue o especialista, podem ser inteiriças ou duplas (compostas por duas peças). Ambas são parafusadas na caçamba, facilitando a troca. Também podem ser reversíveis, ou seja, seus dois lados podem ser utilizados. “A lâmina dupla justifica-se, pois normalmente uma lâmina desgasta-se mais nas laterais que no centro”, descreve Hauck. “Sendo dupla, torna-se possível, após algum tempo de uso, mudar as posições de seus componentes para que as partes menos desgastadas passem para as extremidades, enquanto as gastas migram para o centro.”

Caçambas-peneiras imprimem versatilidade ao equipamento-portador

Existe ainda a lâmina segmentada, com dentes e lâminas alternados entre si. “As lâminas elevam a capacidade de retenção do material dentro da caçamba, enquanto os dentes aumentam a capacidade de desagregação do material”, diz o profissional da JCB. “Esse tipo de implemento pode ser interessante no trabalho com terra onde haja variação de compactação, ou mesmo em terrenos com pontos mais ou menos desagregados.”

O dimensionamento da caçamba, ressalta Hauck, influi tanto na produtividade quanto na durabilidade do equipamento. “Inicialmente, uma caçamba mal dimensionada danifica os eixos frontais, mas na sequência compromete todos os demais componentes do sistema”, diz.

APLICAÇÕES

A capacidade de britar, triturar ou peneirar também pode pesar na hora de dimensionar caçambas. É o que ocorre com as soluções produzidas da MB Crusher, que disponibiliza no Brasil três diferentes tipos de caçambas, incluindo misturadoras, peneiras e processadoras.

As caçambas-misturadoras, explica Massimo Parlato, CEO da MB Crusher no Brasil, operam como britadores de mandíbulas móveis, capazes de realizar a britagem no local da lavra e dispensando os sistemas de alimentação típicos dos britadores estacionários. “O custo cai ainda mais porque a britagem utiliza a função hidráulica auxiliar da escavadeira, eliminando o consumo de energia – seja diesel ou elétrica – pelo britador”, ressalta Parlato.

O implemento, ele observa, transcende a mineração, chegando a aplicações como trituração de concreto, resíduos de construção e postes, redução de escórias de fundição e outras. E, assim como nas caçambas convencionais, o primeiro critério para seu dimensionamento segue sendo o peso operacional da máquina portadora, que deve suportar a caçamba e a carga. “A partir daí, a caçamba-trituradora deve ser avaliada como um britador, com boca de entrada adequada às dimensões do material e alta capacidade granulométrica”, ressalta Parlato.

A caçamba-peneira, acresce o executivo, é composta por uma peneira rotatória móvel, geralmente utilizada em mineração, reciclagem, siderurgia e logística. Já as caçambas-processadoras atuam como peneiras, porém contando com rotores que impulsionam o peneiramento, sendo indicadas para processamento de materiais úmidos, com os quais as peneiras têm reconhecidas limitações.

Nessa linha, a MB Crusher disponibiliza rotores desenvolvidos para aplicações específicas, como peneiramento fino ou médio, compostagem e aeração. “Uma só escavadeira pode trabalhar com três tipos de caçambas”, assegura Parlato. “E também com outros implementos, como pinças, rompedores, tesouras etc.”

VALOR À OFERTA

No Brasil, as trituradoras, peneiras e processadoras da MB Crusher são fornecidas para venda e locação pela Máquina Solo, que também disponibiliza no país soluções da marca finlandesa Allu e da austríaca Hartl. Segundo o diretor Maycon Pereira, essas soluções agregam valor à oferta de quem disputa o competitivo mercado de locação de escavadeiras. “Em uma obra de terraplanagem com cobertura vegetal, por exemplo, a caçamba-peneira consegue remover a vegetação rasteira e as raízes, mantendo o solo que, de outro modo, seria desperdiçado”, justifica.

Embora ainda pouco conhecida no Brasil, a caçamba-processadora também é um implemento versátil. “Dentre outras operações, a solução pode ser utilizada para destorroar carvão, homogeneizar fertilizante mineral e destorroar gesso agrícola”, acentua Pereira.

O diretor conta que, após o acidente de Brumadinho, no início do ano passado, a Máquina Solo forneceu uma caçamba-processadora e uma caçamba-peneira para separar a vegetação e os resíduos metálicos entre os rejeitos, facilitando o trabalho de resgate. Em 12 meses de trabalho, diz ele, os equipamentos peneiraram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de rejeitos. “Esses implementos foram importantes na operação não apenas pela capacidade de processar o material úmido e pegajoso predominante nos rejeitos, mas também por acessar áreas onde só é possível chegar com escavadeiras”, conclui.

Acessórios elevam produtividade de caçambas

Ao menos no agribusiness, a demanda por sistemas de engate rápido para caçambas e outros implementos vem crescendo no país. “A maioria das fazendas compra kits compostos por caçamba, içador de big bags e garfo pallet”, conta Etelson Hauck, gerente de produtos da JCB. “Para agilizar a troca desses implementos, também tem sido demandado o engate rápido hidráulico, que possibilita ao operador fazer as trocas em menos de 30 segundos, sem sair da cabine.”

Demanda para implementos hidráulicos avança no país

Além da versão hidráulica, o engate rápido também conta com versão manual. “O engate rápido elimina a intervenção do operador, proporcionando trocas de implementos não apenas mais rápidas, mas também mais seguras”, sublinha Paulo Burjaili Neto, diretor de vendas e marketing da Stanley Infrastructure na América Latina. Esse acessório, ressalta, não é interessante apenas para o mercado agro, mas também para setores como mineração – permitindo substituir rapidamente um rompedor por uma caçamba – ou sucata, ao trocar uma tesoura por uma caçamba, por exemplo.

Outro acessório capaz de agregar produtividade ao uso de caçambas é o chamado ‘polegar’, utilizado para manusear pedras, galhos, entulhos ou tubulações, dentre outros materiais removíveis, carregáveis ou transportáveis. “As configurações desse acessório dependem do tipo de máquina-portadora, se é ou não equipada com engate rápido, assim como do tamanho da caçamba”, detalha Burjaili.

Saiba mais:
JCB Attachments: www.jcb.com/pt-br/attachments
Máquina Solo: https://maquinasolo.com.br
MB Crusher: www.mbcrusher.com/pt/br
Stanley Infrastructure: www.stanleyinfrastructure.com

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