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12 de maio de 2020
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Cenário

Os impactos da pandemia

Com estragos imediatos na economia, resta saber como será o ritmo da recuperação do país, que discute como turbinar os investimentos em infraestrutura para se reerguer o quanto antes
Por Marcelo Januário (Editor)

Quando ainda buscava se recuperar da maior crise de sua história no país, o setor da construção – incluindo construtoras, distribuidoras, locadoras e fabricantes de equipamentos – se vê novamente frente a um desafio de proporções imprevisíveis. Porém, mesmo que a extensão da crise ainda seja incalculável, já é possível vislumbrar seu estrago imediato, assim como traçar cenários após o término da contaminação em massa pela Covid-19. É esse exercício que o leitor encontrará neste especial da Revista M&T composto por três reportagens.

De saída, é dado como certo que o país mergulhará em um quadro de recessão econômica, ao menos no 1º semestre. Os sinais já são perceptíveis, com dólar em disparada, bolsas despencando e lojas fechadas, temporária ou definitivamente. “A questão agora é saber em quem momento, ao longo do 2º semestre, vamos começar a recuperação”, pontua o jornalista e economista Luís Artur Nogueira. “Porque ela virá, mas não sabemos se em forma de V ou em L, em que cai e fica meio lateral durante um tempo.”

Para o especialista, o país irá sentir saudades dos ‘pibinhos’, quando o crescimento foi em torno de 1%. Segundo o Centro de Macroeconomia Aplicada (Cemap/FGV), no 1º trimestre a retração do PIB deve ter sido de 2,1%. “Para termos uma estagnação econômica, precisaria acontecer um milagre, surgir um remédio salvador que permita a volta imediata ao trabalho”, avalia. “Não é impossível, mas não é o mais provável.”

Segundo Nogueira, o mais provável é que o encolhimento fique na faixa de -2% a -6%, com mediana de -4%. Já a inflação, pelas projeções do economista, deve ficar em torno de 2,5%, pois não há demanda, enquanto deve haver oscilação em indicadores como dólar (R$ 4,50 a R$ 5,50), produção industrial (-1% a -7%), varejo (-3% a +1%), crédito (+5%


Quando ainda buscava se recuperar da maior crise de sua história no país, o setor da construção – incluindo construtoras, distribuidoras, locadoras e fabricantes de equipamentos – se vê novamente frente a um desafio de proporções imprevisíveis. Porém, mesmo que a extensão da crise ainda seja incalculável, já é possível vislumbrar seu estrago imediato, assim como traçar cenários após o término da contaminação em massa pela Covid-19. É esse exercício que o leitor encontrará neste especial da Revista M&T composto por três reportagens.

De saída, é dado como certo que o país mergulhará em um quadro de recessão econômica, ao menos no 1º semestre. Os sinais já são perceptíveis, com dólar em disparada, bolsas despencando e lojas fechadas, temporária ou definitivamente. “A questão agora é saber em quem momento, ao longo do 2º semestre, vamos começar a recuperação”, pontua o jornalista e economista Luís Artur Nogueira. “Porque ela virá, mas não sabemos se em forma de V ou em L, em que cai e fica meio lateral durante um tempo.”

Para o especialista, o país irá sentir saudades dos ‘pibinhos’, quando o crescimento foi em torno de 1%. Segundo o Centro de Macroeconomia Aplicada (Cemap/FGV), no 1º trimestre a retração do PIB deve ter sido de 2,1%. “Para termos uma estagnação econômica, precisaria acontecer um milagre, surgir um remédio salvador que permita a volta imediata ao trabalho”, avalia. “Não é impossível, mas não é o mais provável.”

Segundo Nogueira, o mais provável é que o encolhimento fique na faixa de -2% a -6%, com mediana de -4%. Já a inflação, pelas projeções do economista, deve ficar em torno de 2,5%, pois não há demanda, enquanto deve haver oscilação em indicadores como dólar (R$ 4,50 a R$ 5,50), produção industrial (-1% a -7%), varejo (-3% a +1%), crédito (+5% a +10%), investimento estrangeiro (US$ 50 a 80 bilhões) e balança comercial (US$ 30 a 50 bilhões), além da dívida pública, que deve saltar de 75% para 90% do PIB. “Há espaço para cortes nos juros, atualmente em 3,75% [de fato, caiu para 3% no início de maio], embora o desemprego deva crescer em 15%, sem considerar subempregados, ‘desalentados’ e informais”, opina.

Para tanto, aduz Nogueira, será necessário que ao longo de maio os estados promovam a volta ao trabalho de forma gradual em alguns setores, com a vida ‘normal’ – com todas as atividades – retornando a partir de agosto. “Isso deve ser feito com responsabilidade, com menos pessoas no transporte público e refeitórios, uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social”, adverte. “Não existe embate entre economia e saúde, pois precisamos das duas coisas.”

INJEÇÃO

Neste cenário nebuloso, Nogueira acredita que não haverá recuperação se a pandemia ‘matar’ o setor produtivo e ‘quebrar’ os consumidores. “Quanto mais eficiente for o trabalho da equipe econômica em injetar dinheiro na economia e blindar empresas e consumidores, mais rápida será a retomada”, diz. “Se isso for feito, é possível preparar 2021 para crescer em torno de 3%.”

Para Nogueira, saída da crise no Brasil passa pela infraestrutura

Até abril, ele ressalta, o governo já havia injetado R$ 750 bilhões em termos fiscais, incluindo a antecipação de gastos. Na área monetária, o Banco Central tomou medidas de crédito e liberação de depósitos compulsórios que totalizam R$ 1,2 trilhão, ou dez vezes mais do que foi injetado na crise de 2008. “Isso mostra o tamanho da crise atual”, diz o economista.

As medidas incluíram redução de juros, oferta de carência e linhas de financiamento via BNDES com foco em pequenas empresas, além de possibilidade de redução de jornada de trabalho e salários (com o governo recompondo parte das perdas por meio do seguro-desemprego), adiamento do recolhimento do FGTS, aumento da abrangência do Bolsa Família, antecipação do 13º salário para aposentados e auxílio emergencial aos informais, que chegará a 60 milhões de pessoas no país. “Contudo, o governo precisa acelerar a transmissão até a ponta, seja com dinheiro público ou linhas de crédito”, avalia Nogueira. “Também precisa encontrar uma forma de conceder crédito sem pedir garantia para pequenas empresas, que estão quebradas e não têm qualquer garantia para oferecer.”

De acordo com o economista, o tesouro nacional tem a obrigação de garantir essas operações. “O governo federal precisa turbinar urgentemente os investimentos em infraestrutura e estimular uma união política nacional com discurso de previsibilidade”, afirma. “Inclusive, é dever do governo socorrer prefeitos e governadores, pois é o único ente que pode aumentar sua dívida por meio da emissão de títulos públicos.”

Em abril, a Caixa Econômica Federal anunciou R$ 43 bilhões para apoiar o setor da construção, na forma de antecipação de 20% dos recursos para obras e carência de seis meses na contratação de novos empréstimos, desde que não demitam funcionários. Por outro lado, o BNDES já avisou que as construtoras ficarão de fora da lista de setores que receberão o socorro de bilhões de reais debatido junto aos maiores bancos do país.

Outro efeito da crise foi o engavetamento da agenda de reformas, temporariamente congelada. Na área de saneamento, por exemplo, o BNDES já adiou para 2021 parte dos leilões marcados para este ano, exceto as licitações previstas em Alagoas e no Rio de Janeiro. “A prioridade agora é votar pacote emergencial”, ressalta o economista.

Crise econômica é dada como certa após a parada forçada das atividades

No entanto, o governo já sente a queda abrupta da arrecadação e, segundo Nogueira, em algum momento a sociedade terá de pagar a conta dessa injeção de dinheiro nunca antes vista na economia. “A conta vai ser paga seja através de inflação, juros ou impostos”, afirma. “Na verdade, eu prevejo as três coisas juntas.”

CONSTRUÇÃO

Liberada de restrições na maior parte dos estados, nem por isso a construção passa imune aos efeitos da pandemia. Para o setor, o maior desafio é o risco de inadimplência, com as empresas pressionadas. “É importante renegociar valores, prazos e taxas, pois não é do interesse de ninguém que o cliente quebre”, comenta Nogueira, que vê outro perigo iminente na liberação cada vez maior do FGTS, um importante funding do setor. “Se o governo secar o FGTS, a pergunta é quem vai financiar o setor imobiliário”, observa.

De acordo com o especialista, o setor imobiliário vinha em recuperação nos últimos meses, com lançamentos e recordes de vendas em 2019. “Graças a esses lançamentos que temos obras atualmente”, diz. “Mas a incerteza paralisa novos lançamentos, embora – se não houver uma segunda onda de contaminação – tenda a ser uma crise curta, com início, meio e fim.”

Do ponto de vista do comprador, há outros pontos que ajudam, como o crédito imobiliário, que nunca esteve tão barato, assim como a facilidade de renegociar taxas com os bancos. “Já em relação ao Minha Casa Minha Vida, o governo está devendo o relançamento com vigor do programa, que ficou esquecido”, cobra Nogueira. “Há muitas construtoras e locadoras que atuam nesse nicho.”

Na construção pesada, o cenário é diferente. Sem apresentar recuperação consistente, o setor teve um respiro com a leva de concessões no governo Temer, que deixou outra rodada pronta que o atual governo fez no início de 2019. “Mas faz praticamente um ano que não temos nenhuma nova licitação relevante”, questiona Nogueira, destacando a demora no lançamento dos editais de concessões.

Além disso, o Ministério da Infraestrutura contava neste ano com apenas R$ 6 bilhões para investimento público em 54 obras. Em meados de abril, o ministro Tarcísio de Freitas pediu ao Ministério da Economia mais R$ 30 bilhões, para que outras 70 obras públicas pudessem ser retomadas com urgência.

A solicitação foi materializada no plano Pró-Brasil [leia Box abaixo], que pretende gerar cerca de 1 milhão de empregos nos próximos 12 meses por meio da execução de obras em andamento e programadas. “A saída da crise no Brasil passa pela infraestrutura”, sublinha o economista. “Isso vai significar alguma obra ao longo do ano que vem, fazendo o setor girar depois de 12 ou 18 meses, pois há toda uma burocracia.”

O economista defende os investimentos públicos no setor, sem os quais – segundo ele – o setor privado não virá junto. “Não é razoável cobrar responsabilidade fiscal nesse momento”, diz ele, acrescentando ainda que é necessário mudar as premissas na modelagem das concessões, como as estimativas do volume de veículos que usarão uma rodovia, por exemplo. “Também vai ter de fazer concessão com ajuda do BNDES e hedge cambial, pois o investidor estrangeiro não vai aceitar entrar em um investimento com o câmbio igual a uma montanha-russa, que ademais representa custos para a compra de máquinas.”

RENTAL

No rental, algumas entidades buscam traçar o cenário global enfrentado pelo setor, que tem faturamento anual de US$ 110 bilhões, reunindo cerca de 45 mil empresas que geram 500 mil empregos diretos. Mas ainda não há um quadro formado. “Esse é um mercado que tem certo delay, no sentido de começar a sentir os reflexos da crise”, reconhece Paulo Carvalho, membro da Global Rental Alliance (GRA), associação que agrega entidades de todo o mundo. “Nos EUA, a American Rental Association (ARA) já tem feito pesquisas semanais sobre a perda de contratos, situação das frotas e baixas na mão de obra no setor.”

Setor de rental mostra preocupação com inadimplência e paralisação de obras

No Brasil, é possível aferir parcialmente como o rental tem enfrentado a crise por meio do Sindileq (Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas), por exemplo, que tem atuação em diversos estados. Segundo José Antônio Miranda Carvalho, presidente do Sindileq/MG, a construção mineira em momento algum parou suas atividades, mantendo os cronogramas das obras, algumas inclusive começando. “Com os clientes em atividade, a locação também não parou de trabalhar, mas com quadros reduzidos e tomando medidas de segurança”, diz.

No Rio de Janeiro, mesmo sem parar as obras, a construção teve perceptível redução com o impacto na mobilidade. “As locadoras funcionam de portas fechadas, com atendimento a delivery”, relata Sebastião Rentes, presidente do Sindileq/RJ. “Atendem às exigências das autoridades de saúde, mas estão ansiosas à procura dos benefícios do governo, que apresentam certa demora.”

Mais complexa é a situação do Ceará que, junto a Pernambuco, foi um dos poucos estados em que a construção de fato parou. De acordo com Fábio Cavalcanti, presidente do Sindileq/CE, desde 19 de março o setor estava sem operar em obras privadas no estado, sendo permitidas apenas obras emergenciais de pequena escala. “O pessoal da construção tinha um protocolo de ações nos canteiros e se comprometeu a sanar o problema do transporte e proteção dos trabalhadores”, explica. “E o governo até chegou a liberar a atividade, mas voltou atrás.”

Em São Paulo, segundo dados da Apelmat (Associação Paulista dos Empreiteiros e Locadores de Máquinas de Terraplenagem, Ar Comprimido, Hidráulico e Equipamentos de Construção Civil), praticamente 80% das obras estavam em situação normal em abril, mantendo as atividades dos locadores. “Algumas obras dispensaram equipamentos, o que pode atingir de 10% a 50% dos equipamentos locados nessa faixa de empresas”, posiciona Flávio Figueiredo, presidente da entidade. “Além disso, o lockdown trouxe uma pressão muito grande, com os locadores reduzindo despesas com aquisições de máquinas e serviços de manutenção, preocupados com o que vai acontecer.”

Em âmbito nacional, o presidente da Abrasfe (Associação Brasileira de Fôrmas, Escoramentos e Acesso), Alexandre Pandolfo, estima que 85% das obras de edificações não foram paralisadas, com as empresas atuando em regime de contingência. “Contudo, já houve redução na velocidade das vendas dos empreendimentos”, pontua.

Com um foco mais conjuntural, o presidente da Alec (Associação Brasileiras das Empresas Locadoras de Bens Móveis), Alexandre Forjaz, diz ser necessário deter a desindustrialização do país e o sucateamento do maquinário, fatores que vêm afetando o rental nos últimos anos. “Já não temos indústria e estamos nas mãos das fábricas de fora, pois a maioria dos insumos é importada”, afirma. “A bola está com o governo agora, pois somos o elo mais fraco da corrente e estamos no meio do fogo cruzado.”

'Interesse por nossos ativos permanece alto', diz ministro

O ministro da infraestrutura Tarcísio de Freitas comenta as metas e diretrizes do plano Pró-Brasil, que busca recuperar a economia por meio de investimentos em obras no país

O interesse dos investidores permanece alto porque percebem a qualidade e a possibilidade de retorno dos ativos de infraestrutura no país. Essa é a opinião do ministro Tarcísio de Freitas, que um dia após a divulgação do plano Pró-Brasil – que prevê investimentos privados de R$ 250 bilhões em concessões e de R$ 30 bilhões em obras públicas, ainda sob risco de congelamento pelo governo – participou de ‘live’ promovida pela Conexão Empresarial, iniciativa dedicada ao debate político-econômico no país.

Ministro Tarcísio de Freitas: foco em regulação para atrair investimentos

Durante o evento, o ministro destacou uma reunião que teve em abril com 92 fundos de investimentos interessados nos projetos que estão sendo estruturados para o pós-crise. Segundo ele, o plano de retomada tem dois braços de atuação. “O pessoal fica muito focado no investimento, mas a regulação é mais importante, ao trazer simplificação regulatória e legislativa, criar um bom ambiente de negócios e condições para que a iniciativa privada possa ser parte desse processo”, afirmou.

Nesse sentido, o ministro citou o caso do saneamento, área em que o déficit do país é enorme e na qual se espera que o novo marco regulatório traga maior segurança jurídica. “Essa discussão precisa ser feita para suplantarmos isso no saneamento, que terá basicamente investimentos privados, pois há um interesse enorme do capital privado em entrar nesse setor”, disse. “No longo prazo, isso pode aliviar os serviços de saúde, mas no curto prazo também vai mexer muito com a construção civil.”

Na outra vertente, destacou, estão os investimentos propriamente ditos. “Estamos falando em tocar R$ 250 bilhões em investimentos privados em concessões ao longo de alguns anos”, acentuou. “Isso vai ter um efeito muito importante na geração de emprego e na infraestrutura, sendo necessário para alavancar todo tipo de atividade econômica, em especial no agronegócio, no industrial e no mineral, que serão muito importantes na retomada.”

Nesse rol, ele citou projetos de concessões de quase 18 mil km em rodovias, 41 aeroportos e diversos terminais portuários, além de investimentos na área ferroviária. “Obviamente, vamos compor isso com alguns investimentos públicos, mas sem nenhum tipo de malabarismo fiscal”, garantiu.

“Temos de ter um orçamento compatível com o que temos de projetos e licenças prontos, para que se tenha condição de executar obras com efeito multiplicador, que façam sentido do ponto de vista de viabilidade econômica.”

Além disso, o ministro ressaltou que será necessário fazer uma calibragem nos projetos, basicamente nas taxas de retorno (TIR), de modo a contemplar a maior aversão ao risco por parte dos investidores e ampliar sua atratividade. “Tenho certeza que o mercado vai responder bem”, ponderou. “E quando começarmos a fazer entregas, com os contratos materializados, vamos ter uma reversão de expectativas.”

Intensidade da recessão global depende de China e EUA

Devido à guerra comercial entre EUA e China, 2020 já seria um ano de crescimento fraco do mundo, de cerca de 2% na média global. “Esse patamar já seria o menor crescimento dos últimos dez anos”, observa o economista Luís Artur Nogueira. “Ou seja, já não seria um ano fácil, mas para piorar o mundo estará em recessão ao final do ano.”

Velocidade de recuperação da China pode amenizar a recessão global

Segundo ele, a intensidade da recessão mundial será determinada pela capacidade de recuperação da China, assim como pelo tamanho do tombo dos EUA. A projeção é de que a economia americana encolha 5,9% neste ano. Em março, o setor industrial americano registrou o pior resultado desde 1946, enquanto o varejo teve o pior desempenho para o mês nos últimos 30 anos. Em um efeito colateral, 16 milhões de americanos entraram com pedidos de seguro-desemprego em apenas três semanas. “Isso dá uma dimensão do impacto do coronavírus na maior economia do mundo”, ressalta o economista.

Apesar de tantos problemas, há expectativa de os EUA se recuperarem com rapidez. “O FMI projeta crescimento de 4,7% já a partir de 2021”, diz Mario Miranda, consultor da Sobratema. Por sua vez, a China – epicentro inicial da pandemia – já começa a ter um bom desempenho, após desabar 6,8% no 1º trimestre. “O FMI prevê que a China vai crescer 1,2% em 2020”, retoma Nogueira. “Agora, é fundamental que não haja uma segunda onda na China, o que seria a pior notícia possível para o futuro econômico.”

Webinar debate o cenário no setor

Sobratema e Analoc promoveram webinar para levar informações ao setor

Promovido em parceria pela Sobratema e pela Analoc (Associação Nacional dos Sindicatos e Representantes de Locadores de Máquinas, Equipamentos e Ferramentas), o webinar ‘Impactos e perspectivas pós-coronavírus’ mobilizou o setor no dia 16 de abril para debater as projeções econômicas após a pandemia. Mediado pelo vice-presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel, o evento foi transmitido pelos canais digitais das entidades, incluindo Facebook e Youtube, registrando uma audiência de mais de 600 profissionais. “Essa crise tem um atenuante em relação ao que já passamos, com uma curva de retomada que tende a ser mais rápida”, disse o presidente da Analoc, Reynaldo Frahia.

Por sua vez, o presidente da Sobratema, Afonso Mamede, ressaltou a importância do compartilhamento de informações. “A pandemia nos colocou em uma verdadeira montanha-russa, mas certamente os indicadores, a informação qualificada e a avaliação de especialistas podem apontar cenários e colaborar com nossas decisões”, comentou.

Saiba mais:
Analoc: https://analoc.org.br
Luiz Artur Nogueira: http://luisarturnogueira.com.br
Ministério da Infraestrutura: www.infraestrutura.gov.br
Sobratema: www.sobratema.org.br

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