Vermeer apresenta MND que instala redes de baixa declividade — Revista M&T
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Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 162Outubro 2012 Matéria 11 de 24
Sumário
  1. EditorialTecnologia construtiva a serviço do país
  2. Gestão De AtivosUm passo à frente no controle de equipamentos
  3. Gestão De AtivosEm que nível nossas construtoras estão?
  4. Gestão De AtivosTecnologia otimiza gestão de frota de betoneiras
  5. DemoliçãoEquipamentos High Tech
  6. DemoliçãoReciclagem de materiais ganha espaço no segmento
  7. Transportes EspeciaisMercado em ascensão impulsiona introdução de novas tecnologias
  8. EquipamentoMáquina sem precedentes
  9. EmpresaEstratégia de internacionalização
  10. Momento ConstructionPalco para as empresas de locação
  11. TecnologiaVermeer apresenta MND que instala redes de baixa declividade
  12. LubrificaçãoQuando a análise faz a diferença
  13. EmpresaJCB Inaugura nova fábrica no Brasil
  14. ManutençãoEspecializações exigidas para soldadores
  15. Espaço AbertoDispositivo realiza mapeamento aéreo de terrenos
  16. Espaço AbertoGuindaste sobre esteira opera em terrenos de difícil acesso
  17. Espaço AbertoViga para transporte de equipamentos suporta até 1.000
  18. Espaço AbertoPesado europeu aumenta intervalo de manutenção em 120 mil km
  19. Espaço AbertoManipulador telescópico é específico para agricultura
  20. Espaço AbertoCarreta para cargas extrapesadas tem 1.000 hp de potência
  21. Espaço AbertoPeneira proporciona maior versatilidade e desempenho
  22. Espaço AbertoVálvula elétrica oferece proteção contra não trituráveis
  23. EntrevistaPoluição é desperdício
  24. InternacionalSetor de locação se fortalece na América do Sul
  25. Painel9 notas e colunas
Tecnologia

Vermeer apresenta MND que instala redes de baixa declividade

Desenvolvida há alguns anos pela própria empresa, nova tecnologia para a instalação de redes de esgoto finalmente chega ao Brasil

Exclusivo M&T 31 de outubro de 2012 · Edição 162

Recentemente, a Vermeer mapeou as obras que têm sido realizadas mundialmente com o uso de perfuratriz direcional (HDD) e constatou que o setor de telecomunicações continua sendo o maior demandante da tecnologia (46%). A surpresa, contudo, foi descobrir que as instalações de redes de água, esgoto e travessias ambientais, como as feitas sob rios, já representam o segundo setor que mais utiliza HDD no mundo, sendo responsável por 19% das obras realizadas com essa tecnologia no ano passado.

Entretanto, apesar da longa tradição em HDD, a empresa considera que essa já não é uma solução ideal para a instalação de redes de declividade controlada, como as de esgoto, e por isso como a M&T já informou na sua edição 134, de junho de 2010 investiu no desenvolvimento de um novo equipamento de microtúnel, que acaba de chegar ao Brasil.

“Percebemos que a aplicação de HDD pode ser ainda maior se abarcar a instalação de redes de esgoto, algo que pesquisamos assiduamente durante a última década”, afirma John Milligan, gerente da Vermeer Corporation para os setores de água e esgoto. “Mas, atualmente, consideramos que essa já não é a melhor opção, dada à inegável imprecisão da tecnologia na construção de redes de baixa declividade.”

Na avaliação do gerente, trata-se de uma questão de cunho conceitual, pois o HDD foi desenvolvido para realizar curvas no subsolo, desviando de obstáculos. “Essas máquinas contam com hastes flexíveis, que chegam a fazer curvas com inclinação de 10%”, diz ele. Por isso, Milligan explica que em redes de declividade controlada como as de esgoto costumam ser não é improvável haver desvios leves causados pelas próprias hastes durante a perfuração.

Além disso, qualquer trepidação na superfície, a partir da qual a perfuratriz opera, pode levar a um desvio no caminho do furo-piloto, prejudicando o segmento linear da perfuração. “Na superfície, o próprio posicionamento da máquina, que insere a haste no solo de forma inclinada e desce até o ponto necessário, já abre margem para desvios”, diz ele. “Tais evidências nos fizeram enxergar que o HDD não é o equipamento ideal para a instalação de redes de esgoto e, por isso, desenvolvemos o Axis”, afirma o especialista.

Novidade

Desenvolvido pela Vermeer há alguns anos, o primeiro equipamento com a nova tecnologia acaba de chegar ao Brasil. Com custo de cerca de US$ 2 milhões, ele foi bancado pela estrutura nacional da Vermeer e, segundo Flávio Leite, gerente geral da empresa no Brasil, será aplicado como demonstração em grandes obras locais, com o intuito será convencer os empreiteiros locais da sua viabilidade econômica e produtiva.

“Queremos demonstrar no Brasil o que a Vermeer já comprovou internacionalmente, principalmente nos Estados Unidos, onde o Axis confirmou ser mais econômico do que a abertura de valas para instalação de redes abaixo de 4 metros de profundidade”, explica Milligan. Para chegar à avaliação, confrontou-se o custo de aquisição do Axis que é menor nos EUA, devido a questões de impostos com o custo de aquisição de quatro escavadeiras, quantidade necessária para se alcançar a mesma produtividade do equipamento da Vermeer sob as mesmas condições de obra. Além disso, também foi computado o custo operacional das duas soluções.

Guia a laser

O Axis, como explica Milligan, é uma tecnologia de microtúnel que apresenta como principal diferencial um guia a laser. De modo geral, a sua operação assemelha-se às demais soluções de microtúnel, mas realiza a perfuração com maior velocidade. “Já na comparação com HDD e outras tecnologias não-destrutivas, ela tem a vantagem de uma maior precisão, garantida pelo guia a laser”, diz o executivo, que cita diversos casos de sucesso em que as perfurações de baixa declividade foram executadas em prazo recorde nos Estados Unidos.

Detalhando a operação do Axis, Milligan explica que são abertos os dois poços de visita de entrada e saída da tubulação, como ocorre em qualquer instalação de microtúnel. Em seguida, posiciona-se o laser de acordo com a declividade requerida. O passo sequente envolve a inserção da base de nivelamento dentro do poço e o seu ajuste à linha de perfuração, quando só então a cabeça de perfuração é posicionada e inicia-se o processo. “É possível perfurar seções médias de cerca de 90 m, mas temos casos nos EUA de seções de até 150 m”, exemplifica o executivo.

Na superfície, uma câmera capta a imagem da linha de perfuração do laser e a exibe na tela do operador do equipamento, para que seja possível realizar o controle afinado da execução. Enquanto o cortador gira para vencer os obstáculos, o material triturado é expulso a vácuo pela frente da cabeça de perfuração, um procedimento que segundo Milligan configura outro diferencial da máquina, pois esse sistema é mais eficiente do que os comumente utilizados em microtúnel. “Esse processo é feito continuamente, inserindo-se a quantidade de hastes necessárias até a chegada ao poço de saída, onde instalamos o puxador no lugar da cabeça de corte e trazemos a tubulação até o poço de entrada”, finaliza ele.

Empresa iniciará fabricação no país

Com uma ampla gama de produtos, a Vermeer prepara-se para iniciar a fabricação de equipamentos no Brasil. No segmento para construção, a empresa possui duas divisões: a primeira é voltada para a escavação especializada, incluindo mineradores de superfície e valetadeiras de grande porte. Já a segunda, para instalações subterrâneas, inclui as perfuratrizes horizontais direcionais (HDD) e o Axis, assim como instaladoras de cabo, minicarregadeiras e valetadeiras de pequeno porte. Mas, além de equipamentos para o setor de construção, a fabricante norte-americana também conta com linhas de produtos para agricultura e área florestal, como picadores de galhos, processadores de fardos, enfardadeiras e outros.

“Ampliamos as nossas instalações e agora contamos com uma área de 6 mil m² em Valinhos (SP), onde planejamos iniciar a primeira fabricação local de equipamentos com índice de nacionalização acima de 60%”, diz Flávio Leite, revelando que os picadores de galhos para a área florestal devem ser os primeiros equipamentos da empresa fabricados aqui no Brasil.

 

 

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