A reciclagem de pneus para caminhões de mineração, que podem ter quatro metros e meio de diâmetro e pesar até quatro toneladas, representa um desafio para as empresas do setor. Com um estoque de 6 mil pneus usados, dos quais 3 mil em Carajás, no Pará, a Vale testa uma nova tecnologia capaz de resolver esse passivo ambiental gerado nas últimas décadas.
O método consiste em cortar os pneus em peças de um metro de comprimento com uma tesoura hidráulica acoplada a uma escavadeira. Em Carajás, o equipamento já cortou 600 pneus usados. As projeções da Vale são de que em 2011 e 2012 a empresa descarte mais 4 mil pneus em suas minas no país. A empresa tem planos de começar a operar, a partir de setembro, uma segunda tesoura hidráulica em Minas Gerais. Cada equipamento custa cerca de R$ 1,5 milhão.