Usina móvel usa misturador helicoidal — Revista M&T
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M&T nº 137Julho 2010 Matéria 4 de 13
Sumário
  1. EditorialProcuram-se profissionais especializados
  2. Hidrelétrica De JirauNovo recorde para a engenharia brasileira
  3. Centrais De ConcretoTecnologias para a qualidade da mistura
  4. Centrais De ConcretoUsina móvel usa misturador helicoidal
  5. ConcretagemSoluções que otimizam a obra
  6. LubrificaçãoA raiz de todos os problemas
  7. EmpresaTrimak expande a distribuição Terex para Minas Gerais
  8. Em FocoOpus retorna à Líbia para formar mão-de-obra
  9. Custo Horário De EquipamentosCritérios para o controle da frota
  10. ManutençãoFiltros de ar: cuidados que preservam o motor
  11. Perfil"Não se exercita engenharia sem projeto e planejamento"
  12. Espaço AbertoTecnologia europeia em centrais de concreto
  13. Espaço AbertoAcoplamento reduz tensões sobre a escavadeira
  14. Painel9 notas e colunas
Centrais De Concreto

Usina móvel usa misturador helicoidal

Montado sobre chassi de caminhão, em vagões de trem ou reboques, equipamento opera em obras com pouco espaço e proporciona maior produtividade aos serviços de concretagem

Exclusivo M&T 30 de agosto de 2010 · Edição 137

Os benefícios obtidos com a produção do concreto no próprio canteiro, como os ganhos de produtividade e de custos, são as justificativas apresentadas pelo grupo AST, do Espírito Santo, para apostar na popularização das centrais móveis de concreto no Brasil. A empresa distribui as usinas da norte-americana CemenTech, disponíveis em modelos de 11 a 90 m3/h, que podem ser montadas sobre chassi de caminhão, em vagões de trem ou reboques. “A linha de equipamentos é ampla, mas, até o momento, comercializamos apenas a central com capacidade para 45 m3/h de produção contínua”, diz Wagner Cleverson Vieira, presidente da AST.

Segundo ele, as centrais móveis produzem os mais variados tipos de misturas, como concreto de alto desempenho, concreto celular, refratário, compactado a rolo (CCR), concreto projetado e argamassa. “A homogeneidade do material é garantida pela ação de um misturador helicoidal, que conta ainda com um sistema para o batimento da massa.” À medida que os insumos vão sendo dosados, eles são transportados ao longo do misturador a uma velocidade constante, chegando ao fim da linha na forma de produto final, o concreto.

“O equipamento tem a homologação do Departamento de Estrada de Rodagem (DER) e já foi utilizado por diversas construtoras em obras de rodovias, de siderúrgicas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e na transposição do rio São Francisco, entre outros projetos de infraestrutura.” Vieira ressalta que as centrais móveis operam em canteiros com pouco espaço e produzem a quantidade necessária para o serviço de concretagem. “Trata-se de uma solução ambientalmente correta, que evita a perda de concreto e também de água.”

Isso porque a limpeza da central, realizada ao final de um dia de produção, consome apenas 50 litros de água, enquanto o balão dos caminhões betoneiras precisa ser submetido à limpeza após cada entrega. O executivo ressalta que o equipamento também evita que o planejamento da obra fique refém da entrega do concreto, sempre sujeita a problemas como o trânsito urbano, distâncias de transporte e outros. “Nesse ponto, ele encontra grande aplicação em obras como o programa ‘Minha Casa, Minha Visa’, do governo Federal, cujas unidades habitacionais precisam ser construídas dentro de processos industriais e de alta produtividade.”

Dosagem volumétrica
As centrais móveis oferecidas pela empresa contam com um silo de cimento, dois de agregados, três reservatórios de aditivos e um de água, podendo incorporar acessórios como cortador e alimentador de fibras, dosador de tinta para a produção de concreto colorido e outros. A dosagem dos insumos é volumétrica, por meio de comportas que controlam a alimentação dos insumos. “O equipamento é aferido de acordo com o peso dos materiais para o traço de concreto a ser produzido e um sistema transforma esses dados em volume.”

Vieira ressalta que o sistema atende à norma ASTM C68 5-92a, que especifica os processos de produção de concreto e determina os limites de desvio toleráveis na dosagem de cimento e agregados. “Trata-se de um equipamento fácil de operar, o que também é uma vantagem num País com carências de mão-de-obra especializada.” Segundo ele, em dois anos e meio de atuação nessa área, a empresa contabiliza mais de 300 mil m3 de concreto produzido pelas centrais móveis, incluindo as unidades vendidas no mercado e os nove equipamentos que a Arca Engenharia, pertencente ao grupo, disponibiliza para locação.

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