Um novo modelo de crescimento para o Brasil — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 176Fevereiro 2014 Matéria 1 de 15
Sumário
  1. EditorialUm novo modelo de crescimento para o Brasil
  2. Mineração SubmarinaA fronteira final
  3. Mineração SubmarinaTecnologias auxiliam na exploração do solo marinho
  4. Jumbos De PerfuraçãoAlta tecnologia na construção de túneis
  5. Combustíveis AlternativosMuito além do petróleo
  6. Transportes EspeciaisFalta de investimentos aprofunda deficiência logística
  7. BritagemEspecificação correta otimiza investimentos
  8. BritagemTecnologia analítica
  9. Momento M&T Peças E ServiçosPaís avança em programa de concessões
  10. A Era Das MáquinasA vez dos orientais: Da ferramentaria à construção e mineração
  11. ManutençãoComponentes hidráulicos exigem atenção permanente
  12. Entrevista"Atendimento capacitado amplia a rentabilidade"
  13. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasEficácia para golpeamento em superfícies
  14. Coluna YoshioOs limites da tecnologia
  15. Combustíveis AlternativosNovas soluções demandam investimentos
  16. Painel14 notas e colunas
Editorial

Um novo modelo de crescimento para o Brasil

Exclusivo M&T 5 de fevereiro de 2014 · Edição 176

Com imensos desafios na área de logística, já há alguns anos o Brasil dá claros sinais de que está começando a sair da letargia ao colocar a infraestrutura como prioridade estratégica da sociedade. Certamente, um projeto eficaz de nação deve contemplar a base produtiva no longo prazo, como forma de obter maior competitividade, elevar o índice de desenvolvimento humano e, no limite, ocupar um espaço geopolítico cada vez mais relevante no mundo.

Somente com uma maior atenção aos gargalos estruturais, às cidades e aos modais de transporte será possível criar uma expectativa positiva e duradoura para o segmento da infraestrutura, de modo a estimular uma melhoria significativa na intenção de investimentos no país. Foi com essa intenção, aliás, que o governo realizou diversos ajustes na modelagem das concessões, incluindo a ampliação de 25 anos para 30 anos do prazo de concessão, diminuição da perspectiva de evolução da demanda 5% para 4% ao ano, alteração da estrutura de garantias, queda da taxa de juros dos financiamentos, maior facilidade para aquisição de empréstimos-ponte e queda da exigência de patrimônio líquido em relação ao tamanho do financiamento necessário (que era de 1,3 e passou para uma vez o patrimônio líquido).

Sem dúvida, tais alterações ajudam a diminuir a insegurança jurídica que pairava sobre as concessões, tornando os leilões mais rentáveis e, consequentemente, mais atrativos. No entanto, vários analistas ressaltam a necessidade adicional de uma nova equação de financiamento que crie uma combinação de instrumentos e diminua a dependência do BNDES, que nos últimos anos vem mantendo uma participação de 80% nos financiamentos totais realizados no país. Outro ponto é a descentralização do foco dos investimentos, que deve recair sobre uma combinação estratégica entre os diversos modais de transporte – hidrovias, ferrovias, portos, aeroportos etc. –, deixando de ser direcionado de forma maciça para as rodovias.

No conjunto, tais mecanismos podem compor o embrião de um novo modelo de crescimento, que certamente levará anos para amadurecer e trazer resultados palpáveis ao país. Mas, no setor de equipamentos, já estamos prontos para a missão, como atestam as reportagens sobre transportes especiais, mineração, construção de túneis e outras, que o leitor encontrará nesta edição. Boa leitura.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

 

 

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