Um fator estratégico para o desenvolvimento — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 163Novembro 2012 Matéria 1 de 24
Sumário
  1. EditorialUm fator estratégico para o desenvolvimento
  2. BritagemOpções para as pedreiras brasileiras
  3. BritagemSoluções para todos os estágios
  4. MercadoConfiança com um pé atrás
  5. ImportaçãoCorrida de obstáculos
  6. Proconve 7Financiamentos estimulam a retomada das vendas
  7. TendênciasO caminhão do futuro
  8. CenárioO desafio da inovação
  9. Obras FerroviáriasProdutividade máxima sobre trilhos
  10. EmpresaExpansão à vista
  11. EstudoVendas de equipamentos devem fechar ano com recuo de 19%
  12. CabinesO conforto tem voz alta
  13. Momento ConstructionInfraestrutura urbana contribui para o desenvolvimento do setor
  14. ManutençãoRotinas de conservação em guindastes
  15. Espaço AbertoSistema combina detecção e alerta
  16. Espaço AbertoVeículos especiais são indicados para fresado e retificação de trilhos
  17. Espaço AbertoRompedores hidráulicos oferecem melhor relação energia/peso
  18. Espaço AbertoSKF apresenta rolamentos lineares de esferas recirculantes
  19. Espaço AbertoBalancim elétrico agrega maior segurança às edificações
  20. Espaço AbertoNovo martelo demolidor de 700 kg tem corpo sólido
  21. Espaço AbertoPneus superelásticos aumentam produtividade em operações portuárias
  22. Espaço AbertoNova esmerilhadeira é mais leve e potente
  23. Espaço AbertoCoroas diamantadas permitem reutilização do cálice
  24. Entrevista"Não adianta ser eficiente se a eficácia for zero"
  25. Painel9 notas e colunas
Editorial

Um fator estratégico para o desenvolvimento

Exclusivo M&T 5 de dezembro de 2012 · Edição 163
Um fator estratégico para o desenvolvimento

Conforme aponta recente levantamento da Fundação Dom Cabral, em alguns setores da economia nacional os custos com logística chegam a representar 20% do faturamento das empresas. Sintomaticamente, os mais prejudicados são os setores de bens de capital (22,69% do faturamento), construção (20,88%) e mineração (14,63%), todos atrelados a necessidades prementes de mobilidade e fluxos de transporte. O impacto pode variar desde aspectos burocráticos e cargas tributárias altas e complexas até um prosaico desgaste de pneus, que são severamente afetados pela má conservação das nossas estradas. Nesse ponto, nossa desvantagem é latente, pois o pneu de um caminhão no Brasil, por exemplo, precisa ser trocado a cada 100 mil km, enquanto em países como os EUA, que contam com excelentes estradas de rodagem, chega a durar cinco vezes mais.

Em tal contexto, a logística torna-se, sem sombra de dúvida, um dos grandes gargalos estruturais a serem enfrentados pelo país nos próximos anos. O setor é considerado estratégico para a manutenção da competitividade no Brasil, pois – como mostram os números acima – a qualidade da malha logística pode incidir em custos adicionais para toda cadeia produtiva, reduzindo a produtividade e inibindo o investimento.

Por outro lado, a oportunidade para superar este desafio é real, uma vez que a área de transporte, segundo dados da pesquisa “Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2017”, encomendada pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, receberá investimentos de R$ 397,59 bilhões até 2017, sendo que 30% desse montante serão destinados a portos e hidrovias, 26% a ferrovias, e 18% a rodovias.

No entanto, o ritmo ainda deixa a desejar. Um exemplo disso é o fato que, de um total de R$ 7,2 bilhões em investimentos previstos para obras de mobilidade urbana nas cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, apenas R$ 711 milhões (ou menos que 10%) foram liberados até setembro, segundo balanço do Ministério das Cidades. Além disso, até outubro o Ministério dos Transportes havia investido R$ 8,1 bilhões em obras, enquanto em 2011 o valor foi de R$ 9,7 bilhões (redução parcial de 16,4%). Por tudo isso, o momento é de expectativa e cautela no setor, como atestam as reportagens desta edição que tratam do mercado de equipamentos para obras rodoviárias e ferroviárias, importação de máquinas, financiamentos de caminhões e outros assuntos relacionados.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

 

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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