Tecnologia para o perfeito acabamento da pista — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 135Maio 2010 Matéria 5 de 16
Sumário
  1. EditorialMercado em ebulição
  2. Ferrovia TransnordestinaUma obra superlativa
  3. Ferrovia TransnordestinaCase traz escavadeiras de 47 t para atender à obra
  4. PavimentaçãoRestauração de pistas com microfresagem
  5. PavimentaçãoTecnologia para o perfeito acabamento da pista
  6. EventosSobratema lança feira M&T Expo Peças e Serviços
  7. LocaçãoMercado descobre os contratos de longo prazo
  8. Ar ComprimidoTecnologias para a eficiência na linha
  9. EmpresaA estratégia da LiuGong para a América Latina
  10. EmpresaA aposta da Brasif nos guindastes Zoomlion
  11. ConcretagemUsinas móveis levam a produção a qualquer canteiro
  12. LançamentoNova marca chinesa desembarca no Brasil
  13. LançamentoTerex ingressa no segmento de compactos
  14. Test-DriveDurabilidade a toda prova
  15. ManutençãoCuidados com a suspensão para a segurança na rodagem
  16. Perfil“Nossos serviços vão além da simples locação”
  17. Painel9 notas e colunas
Pavimentação

Tecnologia para o perfeito acabamento da pista

Equipamento viabiliza a aplicação de micropavimento a quente, eliminando a necessidade de alguns procedimentos de tratamento prévio da pista

Exclusivo M&T 12 de julho de 2010 · Edição 135

Assim como a microfresagem, os especialistas em pavimentação apontam a tecnologia de micropavimento como outra solução pouco utilizada no Brasil em obras de recuperação de rodovias. Esse mercado incipiente, entretanto, não condiz com os avanços recentes em tecnologia de equipamentos e a situação deverá mudar em breve, com a chegada no País da primeira vibroacabadora para aplicação de microrrevestimento a quente.

Essa, pelo menos, é a aposta de Antônio Monfrinatti Neto, diretor da Reciclotec, que acaba de comercializar o equipamento para a construtora FBS. Trata-se de uma vibroacabadora Vögele, do grupo alemão Wirtgen, que aplica o micropavimento por meio de um dispositivo batizado de SprayJet. “A grande inovação do setor será a realização de microfresagem e sua cobertura com uma camada fina de SMA (Stone Mastic Asphalt)”, diz Monfrinatti.

Segundo ele, a união dessas tecnologias resulta em maior conforto para o usuário da rodovia. Além disso, em comparação com o microrrevestimento a frio, ela proporciona uma durabilidade até três vezes maior ao pavimento asfáltico. “Os profissionais do setor já atestaram o bom desempenho do SMA, mas ele só vinha sendo aplicado em camadas grossas, já que não existiam equipamentos capazes de executar o micropavimento a quente. Com a chegada do SprayJet, esse cenário começa a mudar.”

O SMA é uma mistura descontínua feita com fibra de celulose e alto teor de ligante. Entretanto, para criar aderência entre o pavimento remanescente da fresagem e a nova capa asfáltica, sua aplicação precisa ser antecedida pelo lançamento de uma emulsão. “No caso de camadas delgadas, o intervalo entre a aplicação do ligante e do SMA precisa ser mínimo, o que exigia um equipamento capaz de realizar os dois procedimentos quase simultaneamente”, diz o especialista.

Procedimentos simplificados
O SprayJet foi concebido para atender essa demanda, conforme explica Bernardo Ronchetti, gerente de engenharia da Ciber, a subsidiária do grupo Wirtgen no Brasil. “A vibroacabadora é dotada de um tanque aquecido para a injeção da emulsão imediatamente antes da aplicação do novo pavimento.” Ele classifica a tecnologia como uma evolução dos trabalhos de microfresagem, “pois ela elimina a necessidade de alguns tratamentos prévios na infraestrutura, diferentemente do microrrevestimento a frio, comumente usado pelas construtoras”.

Ronchetti explica que o micropavimento a frio é aplicado após uma intervenção de fresagem ou fresagem fina para correção de irregularidade da pista. “O caso clássico no Brasil é a fresagem de friso de roda e a aplicação posterior do microrrevestimento a frio. Assim, a última camada serve somente para diminuir o índice de desgaste na pista”, ele complementa.

Na sua opinião, o microrrevestimento a quente pode servir como infraestrutura da pista a ser restaurada, eliminando a necessidade de tratamento anterior de trincas não propagadas. “É claro que, dependendo do estado de conservação, ela deverá passar antes por uma intervenção”, pondera o especialista.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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