Setor ajusta modelos de liderança para as novas gerações — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
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M&T nº 308Outubro de 2026 Matéria 1 de 11
Sumário
  1. EditorialSetor ajusta modelos de liderança para as novas gerações
  2. Sistemas De GestãoQuando a máquina conversa com o escritório
  3. PavimentadorasQualidade começa pela mesa
  4. InfraestruturaA dinâmica da descentralização
  5. Concrete Show 2026O potencial da cadeia produtiva
  6. Centrais De ConcretoBatelada ajustada na obra
  7. EmpresaSoluções específicas para o mercado brasileiro
  8. A Era Das MáquinasO apogeu e o declínio da IBH
  9. ManutençãoComo preservar o desempenho de cilindros
  10. Entrevista – Diogo Haddad"O Brasil é um pilar de crescimento’’
  11. Coluna Do YoshioA leitura do cenário estratégico
  12. Painel24 notas e colunas
Editorial

Setor ajusta modelos de liderança para as novas gerações

Segundo estimativas, Millennials e Geração Z ocuparão 74% dos postos de trabalho até 2030, exigindo maior foco em retenção e treinamento além da competência técnica

Exclusivo M&T 7 de outubro de 2026 · Edição 308

Atualmente, os canteiros registram um descompasso entre as expectativas dos profissionais e os estilos de gestão. Enquanto aprendizes relatam falta de compreensão, gestores falham na entrega de instruções.

Esse cenário ocorre em um momento de mudança demográfica, pois até 2030 as gerações Millennials e Z representarão 74% da força de trabalho.

As empresas agora priorizam tanto a retenção de funcionários quanto o recrutamento.

A substituição de profissionais especializados gera custos que atingem 200% do valor do salário anual.

Para Sydne Jacques, CEO da Next Level Leadership, o setor vive uma nova era.

“Não é fraqueza dizer que precisamos mudar”, diz a executiva em artigo da ConExpo 365 News.

O modelo de promoção na construção civil baseia-se em experiência e perícia técnica, mas esses fatores já não garantem uma liderança eficaz.

Segundo Jacques, as organizações promovem pessoas por executarem bem o trabalho, porém não oferecem o treinamento necessário de liderança para o sucesso na nova função.

O comando atual exige autodisciplina, regulação emocional e comunicação clara, uma vez que profissionais mais jovens buscam feedback e ambientes positivos de trabalho.

“A próxima geração não é mais fraca, mas diferente”, afirma Kristina McMillan, diretora de desenvolvimento de negócios da Ironmark.

“E a geração mais velha não está travada, mas se adaptando.”

Trabalhadores jovens procuram mais do que compensação financeira, valorizando oportunidades de crescimento, flexibilidade e mentorias.

Para reter esses talentos, as empresas precisam estabelecer trajetórias claras.

“Se um jovem de 20 anos deseja ingressar em seu negócio, é preciso definir um caminho”, comenta McMillan, reforçando que esses profissionais precisam entender como crescerão para sustentar suas famílias.

Empresas como a Ironmark incluem funcionários jovens em discussões de alto nível para estimular a contribuição com ideias e novas perspectivas.

Em alguns casos, os colaboradores apresentam processos ou novos métodos porque possuem visões diferentes sobre o trabalho.

O setor também adota programas de mentoria fora da estrutura direta de subordinação e a chamada “mentoria reversa”.

Nessa modalidade, líderes experientes aprendem com os funcionários mais novos sobre estilos de comunicação e uso de novas tecnologias.

O objetivo é, na prática, demonstrar como funcionam a prestação de contas e a comunicação em um ambiente com múltiplas gerações. Boa Leitura.


Silvimar Fernandes Reis
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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