SDLG do Brasil inaugura nova sede nacional — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 307Setembro de 2026 Matéria 8 de 14
Sumário
  1. EditorialIA física já é realidade para máquinas pesadas
  2. MotoniveladorasMaturidade tecnológica na operação
  3. RentalO equilíbrio financeiro da locação
  4. InfraestruturaO auge do alto padrão
  5. Usinas De AsfaltoOs pilares da produtividade sustentável
  6. LançamentoJohn Deere lança escavadeiras com produção própria
  7. FabricanteVolvo CE vive ano de transição no Brasil
  8. EmpresaSDLG do Brasil inaugura nova sede nacional
  9. FabricanteCase CE reforça estratégias para avançar
  10. EmpresaForza inaugura nova unidade de negócios
  11. A Era Das MáquinasUma trajetória dedicada à mineração
  12. ManutençãoSegurança e armazenagem de óleo
  13. Entrevista – Eronildo Barros‘‘Não haverá uma tecnologia única no transporte’’
  14. Coluna Do YoshioOs ventos que refrescam os ares saturados do mercado
  15. Painel24 notas e colunas
Empresa

SDLG do Brasil inaugura nova sede nacional

Atuando de forma independente, companhia monta estrutura em Campinas com equipamentos, suporte técnico, treinamentos e peças para distribuidores e clientes brasileiros

Exclusivo M&T 9 de setembro de 2026 · Edição 307
Imagens: Melina Fogaça

Presente no Brasil há quase duas décadas, a SDLG inicia nova fase no mercado nacional após o encerramento da joint venture global com a Volvo CE, que mantinha participação majoritária na marca chinesa desde 2006.

Por meio da SDLG do Brasil, a companhia dá os primeiros passos como marca independente ao inaugurar uma sede própria em Campinas (SP), concebida para fortalecer a presença no mercado brasileiro e oferecer suporte às operações comerciais, técnicas e de pós-venda no país.

De acordo com o diretor comercial Rodrigo Santos, o Brasil é um mercado estratégico para a marca na América Latina, o que justifica os investimentos.

“A empresa pretende consolidar a posição como uma das principais marcas do segmento de equipamentos para construção, mineração e agronegócio, investindo em estrutura local, desenvolvimento da rede de distribuidores, disponibilidade de peças, capacitação técnica e ampliação do portfólio”, afirmou o executivo na cerimônia de abertura da estrutura, realizada em meados de agosto.

Segundo Yu Xiang Yong, vice-gerente-geral da SDLG,a empresa conta com uma trajetória setorial de mais de cinco décadas, marcando presença em mais de 130 países e regiões do mundo, mas quer ir além.

Para o executivo, o Brasil ocupa um papel estratégico nesse processo de expansão global.

“A inauguração da sede representa um marco importante para o fortalecimento da presença na América do Sul”, acentuou Yong.

“Para nós, o Brasil não é apenas um mercado significativo, mas uma porta de entrada estratégica para a América Latina e parte importante do desenvolvimento global.”

De acordo com Jackie Sun, CEO da SDLG do Brasil, a marca conquistou uma posição consolidada no mercado brasileiro ao longo dos anos.

“Atualmente, mais de 10 mil máquinas da marca já operam no país”, posicionou.

ESPAÇO

Nesse sentido, o novo espaço em Campinas foi concebido para aumentar a eficiência da rede de distribuidores da marca.

Além disso, Santos explicou que a cidade no interior paulista funciona como hub de integração, acelerando a tomada de decisões e contribuindo para reduzir o tempo de resposta às demandas do mercado.

“O principal objetivo da unidade é atuar como centro de operações no Brasil, oferecendo suporte comercial, técnico e operacional à rede de distribuidores”, completou.


Com a cooperação de dealers, a nova operação amplia o portfólio da marca no Brasil


Entre os principais serviços previstos para o local estão treinamento técnico e comercial para distribuidores, suporte técnico especializado de fábrica, gestão de garantia, logística de peças de reposição, demonstração de equipamentos, apoio ao desenvolvimento de novos produtos e aplicações e atendimento às demandas comerciais e estratégicas do mercado brasileiro.

“O atendimento ao cliente final continua sendo realizado prioritariamente pela rede autorizada de distribuidores”, informou o diretor comercial.

Apesar das oscilações, o executivo mantém uma visão positiva para o médio e longo prazo no mercado brasileiro.

“O crescimento dos investimentos especialmente em infraestrutura, saneamento, mineração, logística e agronegócio continua impulsionando a demanda por equipamentos de construção”, avaliou Santos.

PORTFÓLIO

Por falar em equipamentos, a nova operação amplia o portfólio de soluções disponíveis no Brasil.

A estrutura foi preparada para receber equipamentos de construção, infraestrutura, mineração e agronegócio, incluindo escavadeiras, pás carregadeiras, motoniveladoras, rolos compactadores e equipamentos eletrificados da marca originária de Linyi, na província chinesa de Shandong.

Entre as apostas estão novas gerações de máquinas que prometem “maior eficiência operacional, menor consumo de combustível e tecnologias embarcadas voltadas para o aumento da produtividade”.

A proposta inclui cinco diferentes modelos de carregadeiras (L918H, L933H, L936H – campeã de vendas da marca no Brasil –, L938H e L958H, ambas voltadas para aplicações de maior capacidade), além de dez versões de escavadeiras (E660H, E680F, E6135H, E6155H, E6210H, E6225H, E6375H, E6505H, E6750H e E6950H), cobrindo de aplicações compactas à mineração de grande porte.

“Com 22,5 t, a E6225H é um dos equipamentos mais procurados pelos clientes brasileiros, sendo amplamente utilizada em obras de infraestrutura, construção civil, mineração, saneamento e terraplenagem”, contou.

“A combinação de produtividade, eficiência operacional e baixo custo de manutenção faz dessa máquina uma das principais referências da marca no mercado nacional.”

Novo espaço em Campinas foi concebido para aumentar a eficiência da rede


No mercado brasileiro, a marca também aposta na retroescavadeira B876H e nos compactadores RD730 (tambor duplo) e RS7120H (vibratório de dupla tração).

Outro produto em evidência é a escavadeira elétrica E660HEV, que marca a entrada da empresa no segmento de compactos eletrificados.

“A operação está preparada para apoiar a introdução gradual de modelos elétricos, acompanhando a evolução da demanda do mercado interno”, observou Santos, citando as carregadeiras elétricas L938HEV, L956HEV e L972HEV, que ampliam a oferta de soluções de baixa emissão para aplicações de alta produtividade.

“Temos observado um interesse crescente por novas máquinas eletrificadas, especialmente em operações que buscam maior eficiência energética e redução de emissões”, comenta.

DEMANDA

De olho nessa tendência, o novo espaço também conta com infraestrutura de eletrificação, incluindo estação integrada de recarga rápida em corrente contínua (Integrated DC Charging Station), preparada para dar suporte à operação de equipamentos elétricos da marca.

“A nova unidade também está estruturada para apoiar futuros lançamentos, conforme a evolução da demanda no Brasil”, destacou.

Nesse aspecto, Santos assinalou que as escavadeiras carregadeiras seguem entre os equipamentos mais procurados na construção civil, “devido à versatilidade e produtividade”.

No agronegócio, a categoria mantém forte presença em obras de infraestrutura rural, irrigação, construção de reservatórios e manutenção de estradas, enquanto as carregadeiras se destacam em operações de movimentação de grãos, biomassa, fertilizantes e silagem.

“O nosso portfólio atende a todas essas demandas”, assegurou.


ESTRATÉGIA
Com portfólio crescente, fabricante reforça o pós-venda no país

Durante a abertura oficial da nova sede, o CEO da SDLG do Brasil, Jackie Sun, ressaltou que a empresa irá fortalecer o sistema de atendimento e pós-venda no país, investindo na estrutura de armazenamento de peças.

“Nosso estoque inicial conta com aproximadamente 10 mil tipos de peças, o que nos permite responder rapidamente às necessidades dos clientes”, comentou.

Estoque inicial no país conta com aproximadamente 10 mil tipos de peças


Ao mesmo tempo, Sun acentuou que a marca vem trabalhando em colaboração com os distribuidores para construir uma rede de serviços “forte”.

Atualmente, a empresa conta com cinco distribuidores no país: Tracbel, Linck, Nors, Gotemburgo e Suprema, com mais de 40 pontos de atendimento.

“Com essa estrutura, podemos oferecer um suporte abrangente em serviços e peças aos clientes”, garantiu.

Para Luiz Gustavo Rocha, presidente da holding e do Conselho de Administração do Grupo Tracbel, a SDLG entra em uma nova fase no país com um portfólio mais robusto.

Segundo o executivo, atualmente as máquinas elétricas já representam cerca de 60% do mercado de carregadeiras na China.

“E o Brasil está começando a se adaptar a essa nova tecnologia”, argumentou Rocha, cuja empresa tem uma longa relação com a SDLG.

“Observamos um esforço muito grande em aumentar o portfólio de produtos, com foco especial nos elétricos”, constatou.


Saiba mais:
SDLG do Brasil:
br.sdlg.com
Tracbel: www.tracbel.com.br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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