Rolamentos: Sabendo cuidar, eles vão durar — Revista M&T
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M&T nº 120Dez/Jan 2009 Matéria 11 de 15
Sumário
  1. EditorialO que encontrar na M&T Expo 2009
  2. Espaço AbertoFabricante fornece análise tribológica para eólicas
  3. Espaço AbertoCaminhões e carretas voltam a ter financiamento de 100%
  4. FundaçõesEficiência das estacas
  5. FiltrosSeparando o joio do trigo
  6. Espaço M&T Expo 2009Feira expande área para atender a demanda
  7. Oficina MecânicaComo planejar a estrutura do canteiro
  8. Opinião Do UsuárioNovas aplicações para um equipamento versátil
  9. FestaProfissionais do setor celebram 20 anos de Sobratema
  10. GeotecnologiaO melhor traçado pelo menor custo
  11. ManutençãoRolamentos: Sabendo cuidar, eles vão durar
  12. PerfilDécio de Rezende Souza: Novos equipamentos melhoram as obras rodoviárias
  13. Espaço AbertoLocadora oferece plataforma sobre esteiras
  14. Espaço AbertoSkam aposta na locação de empilhadeiras
  15. Espaço AbertoCarreta com garantia de cinco anos para a pintura
  16. Painel4 notas e colunas
Manutenção

Rolamentos: Sabendo cuidar, eles vão durar

Cuidados com a lubrificação, com as condições de operação e o controle de poeira ajudam a prolongar a vida útil dos rolamentos

Exclusivo M&T 5 de maio de 2010 · Edição 120
Rolamentos: Sabendo cuidar, eles vão durar

Muitos dos cuidados com rolamentos em equipamentos fora-de-estrada se resumem ao controle de poeira, que atua como um elemento abrasivo e compromete a vida útil desse componente. Relatos sobre um rolamento desmontado e novamente montado numa pedreira apontam que sua vida útil atingiu menos de 50% do programado pelo fabricante, comprometendo o funcionamento da máquina na qual ele operava. Tudo em função de seu manuseio em local com a presença de poeira gerada com as atividades da pedreira.

Casos como esse alertam os profissionais do setor quanto aos cuidados necessários com rolamentos, componentes de alto custo numa operação com equipamentos pesados e que exigem manutenção especializada. Além de não submetê-los a reparos em ambientes contaminados, o usuário precisa ficar atento aos limites de aplicação dos rolamentos e à remontagem de componentes com algum desgaste.

Vale lembrar que a precarga especificada nos manuais se refere à montagem de elementos novos e, quando esses valores são usados na remontagem de um rolamento cônico usado e com algum desgaste, o cone “entrará” mais na capa. Isto equivale à montagem de um rolamento novo com precarga excessiva e provoca a rápida diminuição na vida útil do componente.

Para obter ganhos de produção, algumas empresas programam a máquina para funcionar acima de suas condições normais de trabalho, o que resulta em aumento na carga aplicada sobre os rolamentos e compromete sua durabilidade. Para se ter idéia, um acréscimo de 20% na força aplicada sobre o rolamento pode reduzir sua vida útil em até 50%. O limite de rotação especificado para o rolamento também deve ser respeitado, como forma de se evitar o aumento abrupto na temperatura de trabalho e conseqüentes danos ao componente e ao equipamento no qual opera. Caso tais condições não possam ser alteradas, deve-se especificar outro lubrificante que suporte a carga adicional sem o rompimento da película.

Ensaios preditivos Não menos importantes são os cuidados no manuseio dos rolamentos. Como regra geral, recomenda-se que eles sejam inspecionados in loco, evitando sua desmontagem para meras verificações. Entre os sintomas de mau estado de conservação dos rolamentos figuram o destacamento e saída dos seus elementos, a folga excessiva entre os anéis, desgaste e oxidação.

Em operações que demandam elevado índice de disponibilidade dos equipamentos, técnicas preditivas permitem acompanhar o desgaste dos rolamentos e se antecipar às falhas. Por meio de análises como a termográfica, por ultrassom, de lubrificantes e de vibração por envelope, o usuário pode evitar que o componente ultrapasse parâmetros pré-estabelecidos de trabalho.

A maioria dessas técnicas, entretanto, exige o uso de ferramentas especializadas, o que pode resultar em alto custo de manutenção. Uma alternativa acessível consiste em acompanhar o desempenho dos rolamentos por meio de inspeções visuais, nas quais os técnicos possam identificar anomalias por meio de ruídos, vibrações e aumento da temperatura. Apesar da baixa precisão nas análises baseadas em impressões sensoriais dos mecânicos, trata-se de uma técnica muito utilizada.

Se a sensibilidade da equipe de manutenção mostrar-se aguçada e apontar para a necessidade de manuseio do rolamento, é preciso saber que esses componentes podem ser danificados durante a remoção. Por isso, trabalhos desse tipo sempre exigirão maior cuidado, principalmente nas peças que têm interferência entre o eixo e o anel interno do rolamento. Nesses casos, é preciso remover o rolamento inteiro manuseando somente o anel interno.

Lubrificação

A lubrificação reduz o atrito entre as peças do rolamento, evita seu desgaste prematuro e a corrosão, protegendo o componente contra contaminantes e água. Segundo algumas teorias, se o rolamento estiver adequadamente lubrificado e trabalhando sob condições adequadas de carga, sua vida útil tenderá ao infinito. Otimismos à parte, a verdade é que o lubrificante forma uma película protetora entre as superfícies rolantes e deslizantes da peça e, mesmo sob cargas pesadas, isso evita contatos de metal com metal.

Os rolamentos são normalmente lubrificados com graxa ou óleo e, raramente, com lubrificante sólido. Existem fabricantes que especificam o tipo de graxa mais indicada para seu produto, com base em seu desempenho em termos de aderência e proteção contra a umidade e os contaminantes. A lubrificação a óleo é indicada para situações onde a velocidade ou as condições de trabalho impossibilitem o uso de graxa, ou quando for necessário dissipar o calor do mancal. Muitas vezes, os rolamentos estão montados em equipamentos lubrificados a óleo, como caixas de engrenagens, por exemplo.

Contudo, a seleção do lubrificante varia em função da temperatura de operação, velocidade de rotação e outras condições de trabalho. Segundo as fontes consultadas pela M&T, não há embasamento técnico para se afirmar que lubrificantes sintéticos são melhores
do que os de base mineral.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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