Em 1995, a Odebrecht estava construindo o túnel Ayrton Senna na capital paulista; a Camargo Corrêa erguia uma barragem para a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e a Queiroz Galvão fazia a orla da Praia Grande. Naquele mesmo ano, a construtora Mendes Junior estava quase quebrada, a desconhecida Delta Engenharia tapava buracos no Nordeste, a Carioca fazia obras de urbanização em bairros do Rio e a Galvão nem existia. Essas empreiteiras, que na época tinham participação inexpressiva perto das gigantes do setor, hoje dividem com elas o ranking das maiores do País.
Enquanto os nomes mais conhecidos da construção pesada voltavam os olhos para contratos de bilhões de reais, essas empresas concentraram seus esforços em pequenas obras públicas e privadas. Elas correram por fora num momento em que todo o setor estava sendo beneficiado pelo aumento do número de obras de infraestrutura - depois de amargar duas décadas perdidas, em que pouco se construiu no País.