Qualificação como diferencial de competitividade — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 171Agosto 2013 Matéria 1 de 18
Sumário
  1. EditorialQualificação como diferencial de competitividade
  2. AgribusinessAlta do mercado agrícola impulsiona setor de equipamentos
  3. AgribusinessTecnologias elevam a produtividade
  4. Resíduos SólidosReciclagem demanda tecnologias de ponta
  5. Resíduos SólidosSupermáquinas contra o lixo
  6. RentalEspaço para crescer
  7. FabricanteJCB mira mercados emergentes
  8. CaminhõesA hora e a vez dos OTR
  9. EmpresaDiversificar para crescer
  10. Momento ConstructionCompetidores ampliam oferta de produtos
  11. Momento ConstructionFoco no conhecimento
  12. Sobratema 25 AnosNão há dinheiro que pague o conhecimento
  13. A Era Das MáquinasA criação da Caterpillar e a evolução dos tratores
  14. ManutençãoTransmissões automáticas e automatizadas reduzem intervenções
  15. Entrevista"A infraestrutura ganhou um cunho político"
  16. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasVersatilidade em bombeamento
  17. InternacionalPPPs se fortalecem na América Latina
  18. Coluna Do YoshioTecnologia e infraestrutura para valorizar a vida humana
  19. Painel14 notas e colunas
Editorial

Qualificação como diferencial de competitividade

Exclusivo M&T 31 de julho de 2013 · Edição 171
Qualificação como diferencial de competitividade

Um dos temas mais comentados atualmente no país é a carência de mão de obra especializada, um problema que atinge diversas áreas de nossa força produtiva. Na construção e mineração o cenário não é diferente, evidentemente. Pelo aspecto mais crítico, a insuficiência de profissionais especializados resulta em um significativo aumento de custos, reduzindo nossa competitividade no cenário internacional. E isso ocorre de duas formas: a defasagem gera uma disputa por uma parcela da reduzida mão de obra disponível, forçando a um consequente aumento dos benefícios. Mas, por outro lado, também prejudica a produtividade, que tende a ser menor sem o aporte de trabalhadores qualificados e aptos a atuar em um cenário de alta tecnologia.

Hoje, é bom frisar, o Brasil possui a mesma produtividade que tinha nos anos 70. Ou seja, é baixíssima em relação aos desafios que se antepõem ao país, certamente muito maiores que há 40 anos. Sem medo de errar, podemos apontar que uma das causas desse atraso está na educação superior, pois ainda não temos uma universidade que seja alinhada com as demandas da indústria. Afinal, não basta realizar uma pesquisa na universidade, muitas vezes alheia à realidade, e levar para a indústria testar. E esse tem sido o nosso modelo, infelizmente. O ideal é que a universidade desenvolva soluções e pesquisas junto à própria indústria. Nesse sentido, o governo até que tem se esforçado, principalmente com incentivos fiscais para tecnologia e inovação, mas o retorno ainda é muito tímido se comparado com as realizações de países como China, Índia e Coreia, por exemplo.

Além disso, sem investimentos pesados em educação de base – o que inevitavelmente envolve mudanças de fundo nas condições sociais da população –, de nada adiantará contarmos com um bônus demográfico. Essa vantagem, tão alardeada em nosso país, só será convertida em riqueza efetiva se as crianças que estão entrando hoje na escola receberem investimento maciço em educação. Com isso, daqui a 20 anos poderemos dizer que houve mudança e evolução em nossos quadros de profissionais disponíveis. O momento de maior benefício do bônus demográfico será em 2024, o que nos põe a 11 anos desse momento. Portanto, a hora é agora. Se isso ocorrer, nas próximas gerações teremos um grande diferencial de competitividade, cujo potencial pode ser vislumbrado nas reportagens sobre máquinas, tecnologias e serviços contidas nesta edição.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

 

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