Portfólio local — Revista M&T
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M&T nº 250Dez/Jan 2021 Matéria 10 de 14
Sumário
  1. EditorialA eletrificação do fora de estrada
  2. Estudo De MercadoResiliência na pandemia
  3. Especial InfraestruturaOnda de obras
  4. Bw Expo Summit Digital 2020A virada verde da tecnologia
  5. Bw Expo Summit Digital 2020A urgência global dos resíduos
  6. Bw Expo Summit Digital 2020Por uma cadeia sustentável de valor
  7. Bw Expo Summit Digital 2020A realidade do estresse hídrico
  8. ConcretoDiferencial de peso na betonagem
  9. Implementos HidráulicosFrente de ataque
  10. FabricantePortfólio local
  11. A Era Das MáquinasA Caterpillar no Brasil
  12. ManutençãoTecnologia sem medo de máquina parada
  13. EntrevistaEMIR CADAR FILHO
  14. Coluna Do YoshioO outro lado da moeda
  15. Painel16 notas e colunas
Fabricante

Portfólio local

A John Deere dá prosseguimento ao seu projeto de nacionalização de equipamentos com três modelos de motoniveladoras, que passam a ser produzidos em Indaiatuba

Exclusivo M&T 16 de dezembro de 2020 · Edição 250

Em outubro, a fabricante anunciou o início da fabricação local de mais três modelos de equipamentos da Linha Amarela em sua fábrica de Indaiatuba (SP) – 620G, 670G e 770G. A nacionalização envolveu investimentos de US$ 40 milhões, além de exigir a ampliação em 12 mil m² da unidade para acomodar a nova linha de montagem da série G, antes importada.

Segundo Adilson Butzke, diretor de vendas da divisão de construção na América Latina, a ação é mais um passo da estratégia de nacionalização progressiva de produtos, intensificada nos últimos anos. Com as motoniveladoras, a empresa passa a ter 96% de seu portfólio produzidos localmente. “Além dos US$ 40 milhões para fabricar a motoniveladora, já investimos mais de US$ 260 milhões desde que iniciamos nossa jornada da Linha Amarela no Brasil, há oito anos,”, afirma Butzke. “E estamos fazendo esses investimentos em momentos de crise, como ocorreu em 2015 e 2017, quando anunciamos novos modelos de escavadeiras e tratores de esteira. Agora, iniciamos a produção das motoniveladoras mesmo com a pandemia.”

As máquinas produzidas no Brasil, ressalta o executivo, serão exportadas para mais de 80 países, incluindo América Latina, Europa, África e Ásia.

EQUIPAMENTOS

Com foco em alta produtividade, a série G tem como principal destaque a maior eficiência operacional, assegura Rathke. De acordo com o especialista, os modelos 670G e 770G são equipados com motores John Deere de 9 l, enquanto o modelo 620 é uma máquina menor, equipada com motor da marca de 6,8 l. “Toda a série conta com o modo Eco que, quando ativado, reduz a rotação do motor e otimiza o consumo em até 10%”, garante o diretor. “Além disso, as máquinas possuem cabines ROPS/FOPS com maior visibilidade da operação e monitor LCD com diagnóstico de bordo, o que facilita a navegação.”

Outros detalhes incluem o sistema EBS (Event-Based Shifting, ou Câmbio Baseado em Eventos), que permite que as mudanças de marchas sejam baseadas em eventos, ou seja, que a troca aconteça de acordo com a carga na lâmina. O motor, por sua vez, auxilia na troca de marcha, sem perda de potência. “Dessa forma, proporciona trocas de marcha e direção muito mais suaves, oferecendo controle e precisão de nivelamento sem esforço extra”, diz Butzke. “E tudo isso proporciona um melhor acabamento na preparação do solo.”

Além do EBS, as motoniveladoras trazem o sistema de monitoramento ‘JDLink’, que por sua vez pode ser conectado ao ‘Service Advisor Remote’, uma ferramenta que permite conectar-se à máquina para realização de diagnóstico remoto e análise de dados de desempenho. “Juntas, essas ferramentas compõem um pacote integrado de soluções tecnológicas, sob o nome comercial ‘John Deere Workside’, que se propõe a aumentar a produtividade e reduzir os custos dos clientes”, comenta Butzke.

Com motoniveladoras, fabricante passa a ter 96% de seu portfólio produzidos localmente

Segundo Thomás Spana, gerente de vendas da divisão de construção para o Brasil, a intensificação no uso do ‘Service Advisor Remote’ cresceu significativamente durante a pandemia, especialmente com a limitação de presença física dos técnicos em campo, pois ajuda a resolver problemas a distância. “Mesmo quando se faz necessária a presença física, o técnico já chega com o diagnóstico pronto, sabendo qual é o problema, que já foi verificado remotamente”, afirma.

PROJEÇÕES

Após nacionalizar as motoniveladoras, a John Deere já vem trabalhando em projetos de melhorias para as linhas de escavadeiras, realizando ajustes que – como antecipa Spana – aumentarão a eficiência das articulações e a estabilidade do material rodante, que também deve receber novos revestimentos.
Com nova identidade visual, as novas versões ganharão uma tampa na válvula de controle, para proteger o comando hidráulico em operações mais severas, além de melhorias no software do sistema hidráulico, buscando aprimorar o ‘casamento’ do diesel com o sistema hidráulico, otimizando assim o consumo de combustível. “Com o objetivo de aumentar a produtividade das escavadeiras e torná-las mais rápidas, a John Deere também está lançando uma nova linha de caçambas no país, com melhorias no ângulo de ataque e produzidas com material mais nobre, o que resulta em uma redução de peso de até 30%”, revela Spana.

Expectativa é de aquecimento na demanda

Confirmando os resultados do Estudo Sobratema de Mercado (publicado nesta edição), sondagens da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que as vendas de equipamentos no mercado da Linha Amarela no Brasil atingiram em torno de 20 mil unidades, o que representa um crescimento de 22% em relação a 2019, quando a movimentação no segmento chegou a 16 mil unidades. A demanda, acentuam os dados, provém especialmente do mercado agrícola, da mineração e do rental.

Segmento fecha o ano com crescimento nas vendas

Como explica o gerente de vendas da divisão para o Brasil, Thomás Spana, o novo marco do saneamento, além das concessões e parcerias público-privadas que estão em andamento, podem aquecer ainda mais o mercado, aumentando a necessidade de equipamentos no país nos próximos anos. “Segundo alguns dados de mercado, a expectativa para motoniveladoras é de um crescimento nas vendas em torno de 15% neste ano”, diz Spana, fazendo uma estimativa conservadora, uma vez que o Estudo Sobratema aponta crescimento de 24% nesta família em 2020.

Saiba mais:
John Deere: www.deere.com.br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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