O Ministério da Infraestrutura publicou na semana passada uma portaria que cria o Planejamento Integrado de Transportes, que abrangerá de forma integrada os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário, as ligações viárias e logísticas entre esses subsistemas e desses com os demais de viação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O objetivo é gerar eficiência e competitividade.
A norma planeja um olhar de trinta anos para o transporte de pessoas e cargas. O início será com o Plano Nacional de Logística, de nível estratégico; depois, serão desenvolvidos os planos de nível tático: portuário, hidroviário, aeroviário e terrestre (que contemplará os modos rodoviário e ferroviário).
Para o coordenador da FGV Transportes, Marcus Quintella, sempre se fez necessário planejar o transporte de forma sistêmica, porém há uma série de obstáculos que precisarão ser enfrentados.
"O planejamento integrado entre pessoas e bens é uma situação que não é imediata. É um projeto ambicioso que deve levar algum tempo, devido a uma série de dificuldades", diz. Ele destaca, entre esses desafios, os relacionados a questões físicas e tributárias.