Pegada sustentável na concretagem — Revista M&T
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M&T nº 260Dez/Jan 2022 Matéria 6 de 13
Sumário
  1. EditorialCriação de valor e investimento sustentável
  2. Conteúdo De MarcaOperação virtual de máquinas já é realidade
  3. Estudo De MercadoA força do setor
  4. Especial InfraestruturaProjetos prometem obras em 2022
  5. Centrais De ConcretoModalidades de uso
  6. LançamentoPegada sustentável na concretagem
  7. ReciclagemDesafios para uma agenda sustentável
  8. LançamentoEvolução pede passagem
  9. FabricanteMomento histórico de crescimento
  10. A Era Das MáquinasA evolução da pavimentação com concreto e asfalto
  11. ManutençãoControle ajustado de movimento
  12. Entrevista: Paulo Herrmann“A agenda ambiental é intrínseca ao nosso negócio”
  13. Coluna Do YoshioTendências para os negócios em 2022
  14. Painel17 notas e colunas
Lançamento

Pegada sustentável na concretagem

Com capacidade de transportar 8 m³ de material, caminhão-betoneira Schwing-Stetter AM9C3 UltraEco chega ao Brasil com a promessa de alta economia de combustível.

Exclusivo M&T 13 de dezembro de 2021 · Edição 260

Modelo é o mais novo integrante da linha Light Line, que já conta com 111 mil unidades vendidas na Europa

A Schwing-Stetter apresenta ao mercado nacional o caminhão-betoneira AM9C3 UltraEco, que chega ao país com a promessa de agregar eficiência e sustentabilidade ao transporte de concreto, além de respeitar os limites de peso do segmento.

De acordo com Silvio Amorim, CEO da Schwing-Stetter Brasil, o modelo – que possui 9 m³ de volume geométrico, com 10.200 litros em linha de água – traz ao mercado a proposta de transportar 8 m³ efetivos de concreto mesmo em situações de alta inclinação, dentro das tolerâncias permissíveis na Lei da Balança, que estipula que o peso do caminhão-betoneira, somado à carga de concreto, não deve exceder o Peso Bruto Total Combinado (PBTC) para o transporte desse tipo de material.

O modelo é o mais novo integrante da linha Light Line, que a fabricante alemã lançou em 1985 e já conta com 111 mil unidades vendidas na Europa neste período.

Também disponível para toda a América Latina, o lançamento é uma versão aprimorada da configuração lançada em 2014 na Europa, igualmente com um número expressivo de vendas, registrando 4.666 unidades comercializadas desde então. “A estrutura da AM9C3 UltraEco (balão e pás de mistura) conta com aços especiais Hardox de alta qualidade, que possibilitam reduzir o peso ao mesmo tempo em que mantêm a estabilidade e a robustez”, assegura Amorim. “O peso otimizado na traseira e os extensores de descarga em plástico fazem com que o equipamento pese apenas 3.250 kg, tornando-se o mais leve do mercado.”

O modelo pode se tornar ainda mais leve para aumento da carga útil a partir de acessórios como o tanque de água pressurizada e as escadas de acesso, que podem ser customizados em alumínio. Segundo o executivo, o que também contribui para que o equipamento seja mais leve é o sistema de transmissão adotado – Ecomix II CML, da ZF –, que apresenta características como redução de paradas para manutenção e possibilidade de trabalho em locais de difícil movimentação e acesso. “Em comparação aos modelos anteriores da linha Basic Line, o modelo é 60 kg mais leve’, diz ele, destacando que o design foi criado pela equipe da Stetter na Alemanha.

DIFERENCIAIS

No conjunto, a autobetoneira é acoplada a um caminhão 8x4, com baixo peso próprio, tendo como diferenciais o 4º eixo direcional dianteiro, que diminui o arraste dos pneus e permite manobras em raios curtos, algo que ademais ocorre com frequência nos canteiros de obras, e entre-eixos com distância de 4.550 mm, que possibilita uma melhor distribuição de peso no equipamento.

Além disso, Amorim explica que as espirais de mistura seguem o contorno do tambor para instalação e soldagem sem tensão, procedimento patenteado que alivia o estresse nas costuras de soldagem e, portanto, aumenta a vida útil dos componentes. “Sua robustez e rolamento elastomérico poderoso o tornam adequado para uso mesmo nos mais difíceis locais de trabalho com trajetos acidentados”, garante.

Por ser mais resistente, o equipamento tem vida útil estimada para o transporte de 40.000 m³ de concreto, considerando que a solução transporta 400 m³/mês em média. “Assim, a AM 9C3 Ultra Eco poderá durar até 8,3 anos, dependendo do arredondamento das britas e distância de transporte”, calcula Amorim, que também prevê um cenário positivo para o setor no próximo ano. “Esse é um bom momento para investir no segmento de concreto, que deve se manter em crescimento a um ritmo de 10% a 15% em 2022”, comenta.

Desenvolvido na Alemanha, modelo AM9C3 UltraEco tem 9 m3 de capacidade nominal

SUSTENTABILIDADE

Além da configuração, outro aspecto de destaque do lançamento é sua pegada sustentável, expressa no próprio nome do equipamento.

O executivo aponta que, ao transportar 8 m³ efetivos de concreto, o modelo obtém de 1,5 m³ a 2 m³ de concreto a mais por viagem, na comparação com os modelos tradicionais, o que – dependo do traço do concreto – significa uma redução considerável no consumo de combustível. “Ou seja, menos consumo de combustível, menos emissão de CO2 e menos poluição ao meio ambiente”, sublinha Amorim.

De acordo com o especialista, os números comprovam isso. Citando um estudo global recente, o executivo aponta que o transporte de cada metro cúbico de concreto consume, em média, 0,9 galão de combustível (cada galão equivale a 3,7 1itros).

Dessa forma, pode-se considerar uma economia média de 1,57 litro em cada viagem transportando 8 m³ de concreto. Ao final de oito anos de trabalho, a AM 9C3 Ultra Eco economizará 7.536 litros de diesel, além de 20% de pneus, pastilhas de freio e demais materiais de desgaste cujas matérias-primas são extraídas e processadas nas indústrias de transformação.

“Tudo isso, obviamente, também resultará em menos desgaste do motor, menor consumo de óleo e de desgaste do redutor do balão, com menos quilometragem do caminhão”, acentua o especialista. “São esses detalhes que fazem a eficiência e o desempenho da AM 9C3 Ultra Eco se alinharem à política de sustentabilidade que hoje está tão difundida no debate global e, consequentemente, nas estratégias das empresas”, delineia.

O executivo ressalta que esses cálculos têm como referência apenas uma unidade da solução. “Ou seja, se pensarmos em uma frota de 80 a 100 betoneiras, a contribuição para o meio ambiente e a economia financeira será ainda mais significativa para as concreteiras de médio porte”, arremata Amorim.

Saiba mais:
Schwing-Stetter:
www.schwingstetter.com.br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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