Para deslanchar a infraestrutura — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 234 ← Voltar à edição
M&T nº 234Junho 2019 Matéria 1 de 12
Sumário
  1. EditorialPara deslanchar a infraestrutura
  2. RetroescavadeirasAdequação ao uso
  3. Equipamentos CompactosTransição tecnológica
  4. Workshop SobratemaO caminho da alta produtividade
  5. EmpresaÊnfase no pós-venda
  6. Agrishow 2019A mecanização do campo
  7. EmpresaReposicionamento global
  8. A Era Das MáquinasO apogeu dos cabos aéreos
  9. Momento BwDesenvolvimento responsável
  10. ManutençãoMantendo a eficiência da patrol
  11. EntrevistaLEANDRO NILO DE MOURA
  12. Coluna Do YoshioO desafio do “compliance”
  13. Painel16 notas e colunas
Editorial

Para deslanchar a infraestrutura

É preciso que o país adote políticas de inovação e sustentabilidade, estimulando a adoção de tecnologias e ferramentas que tragam ganhos à nossa combalida produtividade, modernizando o setor em direção a um futuro mais competitivo e promissor.

Exclusivo M&T 8 de junho de 2019 · Edição 234

Sair da maior crise econômica já registrada na história do país tem sido um desafio sem precedentes para o setor da construção, um dos mais atingidos pelo turbilhão que nos afeta a todos já há alguns anos. Para finalmente virar a página, o caminho a ser percorrido é conhecido, mas ainda não é possível afirmar que já tenha avançado o suficiente para trazer de volta a vitalidade das atividades, com reflexos na (ainda) baixa demanda de máquinas e equipamentos.

Como já comentado neste mesmo espaço, todos ainda esperam uma melhora macroeconômica, de preferência acompanhada por mudanças tributárias, segurança jurídica, qualificação da mão de obra e, como corolário, aumento da produtividade. São requisitos estruturantes para qualquer economia vibrante, mas que – a despeitodas mudanças de rumo ocorridas – até aqui ainda não logramos obter. É fato que o potencial permanece, tanto para construtoras como para fabricantes OEM, pois na área de infraestrutura temos gargalos inadiáveis a sanar, sendo que nem mesmo a manutenção do estoque existente tem sido feita a contento, com déficit – por vezes crescente – em setores estratégicos como logística, habitação, energia, saneamento e telecomunicações.

Nesse cenário, a redução dos riscos para o investidor é uma tarefa urgente para a retomada das obras. Voltar a tocar obras é o que, para a indústria de máquinas pesadas, realmente importa para alavancar os negócios. E como é de conhecimento, melhorar o cenáriomacroeconômico e diminuir as incertezas são os únicos caminhos para atrair os investimentos privados nesse segmento. Não há dúvidas sobre isso, mas há ainda outros pontos a avançar, como reduzir a burocracia e facilitar o acesso ao crédito.

No primeiro ponto, o país perde em eficiência ao, por exemplo, não conseguir agilizar os licenciamentos das obras, assim como é deletéria a demasiada dependência do setor em relação ao BNDES, o que requer a ampliação das fontes provedoras e de fomento. Não obstante, ainda há questões tributárias pendentes, com distorções que precisam ser sanadas para melhorar a competitividade das empresas que atuam no segmento.

No que tange ao desempenho, além de investir em qualificação da mão de obra também é preciso que opaís adote políticas de inovação e de sustentabilidade, estimulando a adoção e disseminação de tecnologias e ferramentas que tragam ganhos à nossa combalida produtividade, modernizando o setor em direção a um futuro mais competitivo e promissor, sob a pena de ficarmos irremediavelmente para trás em um momento de acelerado avanço tecnológico. Avanço que o leitor, como sempre, pode acompanhar nas páginas desta Revista M&T. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →