País avança em programa de concessões — Revista M&T
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M&T nº 176Fevereiro 2014 Matéria 9 de 15
Sumário
  1. EditorialUm novo modelo de crescimento para o Brasil
  2. Mineração SubmarinaA fronteira final
  3. Mineração SubmarinaTecnologias auxiliam na exploração do solo marinho
  4. Jumbos De PerfuraçãoAlta tecnologia na construção de túneis
  5. Combustíveis AlternativosMuito além do petróleo
  6. Transportes EspeciaisFalta de investimentos aprofunda deficiência logística
  7. BritagemEspecificação correta otimiza investimentos
  8. BritagemTecnologia analítica
  9. Momento M&T Peças E ServiçosPaís avança em programa de concessões
  10. A Era Das MáquinasA vez dos orientais: Da ferramentaria à construção e mineração
  11. ManutençãoComponentes hidráulicos exigem atenção permanente
  12. Entrevista"Atendimento capacitado amplia a rentabilidade"
  13. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasEficácia para golpeamento em superfícies
  14. Coluna YoshioOs limites da tecnologia
  15. Combustíveis AlternativosNovas soluções demandam investimentos
  16. Painel14 notas e colunas
Momento M&T Peças E Serviços

País avança em programa de concessões

Para analistas, balanço do modelo adotado no Brasil é extremamente positivo, mas é preciso avançar mais, de forma mais rápida e com maior ousadia nas metas

Exclusivo M&T 5 de fevereiro de 2014 · Edição 176

O sucesso das concessões realizadas no ano passado nas áreas de transporte, energia e petróleo e gás mostrou que o governo federal está no rumo certo ao apostar na aproximação com a iniciativa privada para ampliar os investimentos em infraestrutura e reduzir os gargalos existentes nas áreas de transporte, logística e energia, que afetam a competitividade do Brasil.

“Todas essas concessões permitem afirmar que estamos cuidando com atenção para mudar as condições da infraestrutura energética em nosso país, enfrentando os gargalos de logística prejudiciais à produtividade da nossa indústria e eventuais gargalos energéticos gravíssimos quando se trata de crescimento e de futuro”, afirmou a presidente Dilma Rousseff, ao participar de um evento para a indústria, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a presidente da República, o país vem avançando muito, mas ainda tem mais a realizar. “Neste ano, por exemplo, mais concessões ocorrerão, notadamente na área de ferrovias, arrendamento de novas áreas em portos e também no que se refere à autorização de terminais de uso privativo, os TUPs”, destacou. “No caso das ferrovias, acredito ser essencial para o Brasil investir em parceria com o setor privado. É inadmissível que um país de dimensões continentais não tenha esse investimento.”

INTENSIFICAÇÃO

No segmento de rodovias, o desejo do governo é conceder a BR-153 – que liga Anápolis, em Goiás, a Palmas, no Tocantins – à iniciativa privada ainda no primeiro semestre do ano.

Para Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), de maneira geral o balanço do modelo de concessões no Brasil é extremamente positivo. “Em todos os setores, é nítido o avanço que houve na oferta de serviços públicos dos investimentos viabilizados pelas concessões”, afirma.

No entanto, ele destaca que é necessário avançar mais, de forma mais rápida e com maior ousadia nas metas. “Temos um desafio gigantesco que é aumentar a oferta de serviços de infraestrutura e melhorar a qualidade deles”, avalia. “Mas tenho plena certeza que só conseguiremos fazer frente a esses desafios se intensificarmos o uso do modelo de concessões, incluindo as parcerias público-privadas, em todos os setores de infraestrutura.”

Godoy relembra que, nos últimos dez anos, os governos deram maior foco à necessidade de investir em infraestrutura, possibilitando uma curva crescente de investimento no médio e longo prazo. “Acredito que o investimento na infraestrutura vai continuar crescente”, enfatiza.

De acordo com a ABDIB, em 2012, o Brasil investiu em torno de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura, considerando os setores de saneamento básico, transportes, energia elétrica e telecomunicações. Se houver a inclusão da área de petróleo e gás natural, o aporte sobe a 4,5% do PIB em 2012. “Nosso objetivo é atingir 4% do PIB em investimento em infraestrutura, sem considerar petróleo e gás, até 2016”, projeta. “Isso seria fundamental para a economia crescer com sustentabilidade, com inclusão e desenvolvimento social. Por isso, os programas de concessão nos setores de infraestrutura são tão importantes.”

LEILÕES

O primeiro leilão realizado, que integra o Programa de Investimentos em Logística (PIL), foi o da rodovia BR-050/MG-GO, vencido pelo Consórcio Planalto. Na sequência, o governo realizou a concessão dos aeroportos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte (MG), cujos vencedores foram o consórcio Aeroportos do Futuro, formado pela Odebrecht e pela Changi, de Cingapura, e o consórcio AeroBrasil, composto pela CCR, pela suíça Flughafen Zurich e pela alemã Flughafen Munchen.

O terceiro leilão foi o da BR-163, em Mato Grosso, arrematado pela Odebrecht Transport, que ofereceu uma tarifa de R$ 0,02638 por quilômetro, o que representa um deságio de 52% do teto máximo estipulado pelo governo. A quarta concessão à iniciativa privada foi o lote formado pelas BR-060, BR-153 e BR-262, vencido pela Triunfo Participações, que propôs um valor de pedágio de R$ 0,02851 por quilômetro, o que significa um deságio de 52% ante o teto máximo do edital.

O leilão da BR-163, em Mato Grosso do Sul, foi o penúltimo realizado em 2013, cuja gestão ficou a cargo da CCR, que arrematou a concessão ao ofertar o valor de R$ 0,04381 por quilômetro – um deságio de 52,74% em relação ao preço divulgado no edital. Por fim, a BR-040 (DF-MG) teve como vencedora a Invepar, que entregou uma proposta de tarifa básica de R$ 3,22528 por praça de pedágio, o que representa um deságio de 61,13% em relação à tarifa máxima permitida.

 

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