Oportunidades e desafios das energias alternativas — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 290 ← Voltar à edição
M&T nº 290Dez / Jan 2025 Matéria 1 de 9
Sumário
  1. EditorialOportunidades e desafios das energias alternativas
  2. Estudo De MercadoSetor mostra força nas vendas em 2024
  3. Especial InfraestruturaCenário positivo no horizonte
  4. Guindastes De TorreA naturalização da mecanização
  5. Fenatran 2024Vocação para os negócios
  6. A Era Das MáquinasO inovador motor Wankel
  7. ManutençãoEvitando a direção dura
  8. Entrevista - Thomás Spana“A tecnologia requer retorno financeiro”
  9. Coluna Do YoshioO mapa dos negócios no Brasil
  10. Painel21 notas e colunas
Editorial

Oportunidades e desafios das energias alternativas

Garantir uma transição de descarbonização suave, flexível e robusta para o setor de máquinas exige uma abordagem mais ampla da redução as emissões

Exclusivo M&T 2 de dezembro de 2024 · Edição 290

No início de 2024, a AEM (Association of Equipment Manufacturers) publicou um documento delineando soluções para contribuir com os esforços de adoção de tecnologias alternativas pelo setor. Intitulado “Moving forward with alternative power: understanding the opportunities and risks for the non-road equipment industry” (Avançando com a energia alternativa: entendendo as oportunidades e os riscos para o setor de equipamentos não rodoviários”, em inglês), o documento avalia os desafios e as oportunidades que OEMs e fornecedores de componentes enfrentam para atender às demandas futuras do mercado e, ao mesmo tempo, tomar medidas necessárias para descarbonizar o setor.

“Durante décadas, o setor investiu em melhorias no trem de força, novas tecnologias e soluções para redução de emissões, buscando aprimorar o perfil ambiental de seus produtos”, disse John Somers, vice-presidente do departamento de construção e serviços públicos da AEM.

“As fabricantes estão comprometidas com a redução contínua da pegada de carbono, mas é preciso que os legisladores e a sociedade entendam todo o custo, esforço, desafio e tempo envolvidos nesse processo.”

Para ele, a descarbonização completa do setor pode implicar anos em avanços tecnológicos, investimentos em pesquisa, aceitação do cliente e aportes em infraestrutura. Cada um desses fatores exige recursos, decisões políticas favoráveis e demanda crescente por parte dos clientes.

No entanto, garantir uma transição de descarbonização suave, flexível e robusta exige uma abordagem mais ampla de redução das emissões, em vez de simplesmente “focar no escapamento”, acentuou a AEM.

Isso inclui abordagens que permitam maior flexibilidade, à medida que as OEMs desenvolvem novas soluções, assim como programas de incentivo para acelerar a adoção de equipamentos com energia alternativa, planejamento flexível da infraestrutura, considerações sobre o impacto das políticas regulatórias globais e tempo para o desenvolvimento de tecnologias e do próprio mercado, além de promoção de programas de treinamento de segurança para os usuários das novas tecnologias.

“A AEM acredita que a colaboração entre os formuladores de políticas e o setor pode proporcionar benefícios ambientais futuros para todos”, apontou Jason Malcore, diretor sênior de segurança e liderança de produtos da AEM.

“Como o setor continua a investir pesados recursos em novas tecnologias de energia alternativa, esperamos que esse posicionamento possa levar ao diálogo e futuras colaborações em apoio aos objetivos comuns.”

Boa leitura.


Silvimar Fernandes Reis
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →