Opções para todos os matizes da construção — Revista M&T
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M&T nº 170Julho 2013 Matéria 4 de 17
Sumário
  1. EditorialMais eficiência para fazer acontecer
  2. Construction ExpoEvento comprova o alto nível do construbusiness brasileiro
  3. Construction ExpoA nata da tecnologia construtiva
  4. Construction ExpoOpções para todos os matizes da construção
  5. MercadoDragão chinês mostra suas garras
  6. EquipamentoFabricantes apostam em geradores silenciosos
  7. TreinamentoTracbel lança simulador de operação
  8. GuindastesNúmeros não mentem
  9. PerfuratrizesTecnologias para atender a um mercado em crescimento
  10. EmpresaSoluções discretas, mas essenciais
  11. ComponentesMais conforto para o operador
  12. Sobratema 25 AnosUma ponte para o diálogo
  13. A Era Das MáquinasCharles Holt: Máquinas chegam à construção
  14. ManutençãoCuidados com a suspensão garantem a produtividade
  15. Entrevista"O estado tem de reduzir a burocracia"
  16. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasA arte de um corte preciso
  17. Coluna Do YoshioO país do futuro já é realidade?
  18. Painel12 notas e colunas
Construction Expo

Opções para todos os matizes da construção

Liebherr conquista Finame para guindaste de torre; Scania expõe linha fora de estrada; SH apresenta sistema de formas flexíveis; Machbert destaca manipuladores telescópicos

Exclusivo M&T 26 de junho de 2013 · Edição 170

Em meio ao espetáculo de tecnologias e processos construtivos, a Construction Expo 2013 reservou espaço para as fabricantes de equipamentos exporem suas mais recentes apostas para o mercado latino-americano. Nesta reportagem, confira alguns dos destaques que puderam ser vistos em primeira mão durante a feira, incluindo soluções para elevação e manipulação de material, transporte de cargas e sistemas para concreto.

GRUA NACIONAL

Com índice de 60% de nacionalização, a grua Liebherr 85EC-B5 já é vendida no país via Finame. A Construction Expo 2013 serviu como palco para a primeira apresentação do modelo, cuja cabine completa foi exposta na feira junto a um simulador de treinamento para teste.

O equipamento de elevação possui capacidade máxima de carga de cinco toneladas e altura de até 240 m. Com alcance máximo de 50 m de raio, a grua pode manusear 1.300 kg na ponta. A cabine é integrada a um sistema inteligente de monitoramento, indicando a força do vento e limites de operação, que alertam e diminuem a velocidade se qualquer medida de carga ou movimento estiver fora dos níveis de segurança.

O sistema de precisão também elimina os “trancos” ao subir e descer a carga. Isso ocorre devido à melhor resposta entre o motor e os inversores de frequência presentes nos mecanismos. Para os frotistas, o equipamento também integra um sistema de gestão, com a localização de cada guindaste, horas trabalhadas e indicadores de manutenção, alertando os operadores e a central do cliente.

Entre as vantagens estruturais, o engenheiro Luiz Meirelles, gerente comercial setorial de guindastes de torre da Liebherr, conta que o modelo poder ser montado com até 45 m de altura, sem a necessidade de ancoragem. O executivo também pontua a ausência da ponta de torre, o que permite uma maior combinação de lanças, sendo adaptável à escolha do cliente. “Dessa forma, podemos diminuir a lança e aumentar a capacidade de carga”, ele explica. Outro elemento para aumentar a capacidade de carga está na troca rápida da queda de cabo, possibilitando uma substituição automática de dois para quatro cabos em poucos segundos.

Para Meirelles, a novidade foi bem recebida pelo mercado de construção civil, principalmente no segmento imobiliário. Entre as principais razões, segundo ele, está o índice de nacionalização do modelo, facilitando a aquisição, inclusive pela tendência das locadoras em comprar gruas como equipamentos complementares para clientes finais. Outros motivos apontados estão na rápida montagem e nos requisitos estruturais, atendendo às exigências do setor.

Em geral, os guindastes de torre também estão com demanda crescente em obras industriais, como refinarias de óleo & gás, que gradativamente substituem os guindastes automotivos pelas gruas. “O motivo é o espaço confinado em que ocorre a obra, no qual a grua pode ficar próxima à construção, permitindo a passagem de outros equipamentos”, explica Meirelles.

CAMINHÃO OFF-ROAD

Para atuar desde a terraplanagem até o carregamento de concreto e outros materiais, a nova geração de caminhões fora de estrada da Scania conta com novas tecnologias e ajustes. Lançada em 2012, a linha é composta por modelos “P”, com motores de 9 litros, e versões de cabine “G”, dotados com motores de 13 litros, ambos embarcando a tecnologia Euro V.

De acordo com Renan Souza, gerente de vendas off-road da Scania no Brasil, os modelos estão adaptados para receber caçambas basculantes de 14 a 22 m³, além das opções de guindaste, prancha, comboio e lança-concreto. “São produtos com identidade para o setor, atendendo a necessidades específicas, como as opções de configuração de eixo entre 6x4, 8x4, 8x10 e 6x6”, completa ele.

O destaque da montadora durante a Construction Expo 2013 foi para o modelo P310, exposto com as opções de caçamba e betoneira. O equipamento possui redutor nos cubos, torque máximo de 1550 Nm e peso bruto total de 30 t. Segundo Fabrício Vieira de Paula, engenheiro de produto da Scania no Brasil, o P310 foi a opção preferencial da Construtora Contern, que recentemente negociou a compra de aproximadamente 500 caminhões Scania com caçambas Rossetti de 14 m³ e betoneiras. Os caminhões basculantes devem operar nas obras do Rodoanel Norte, em São Paulo (SP), movendo materiais densos, como brita, areia e rochas.

FÔRMAS PARA CONCRETO

Fornecedora de fôrmas para concreto, andaimes e escoramentos metálicos, a SH marca sua primeira participação na Construction Expo com o lançamento do Multiform, um sistema de formas flexíveis para paredes, pilares, túneis e aduelas de pontes e viadutos, além de outras estruturas em obras de grande porte.

O equipamento é formado de perfis “U” laminados, unidos entre si por espaçadores e que contam com vigas de madeira do tipo “SH 20”, fixadas com grampos e outros acessórios. De acordo com o diretor de negócios da SH, Marcelo Milech, a fôrma é montada em apenas duas metades do tipo “L”, e o conjunto pode ser movimentado com um guindaste de torre até a altura final. Isso possibilita redução de mão de obra na operação. “O lançamento é o resultado de um investimento crescente da empresa para oferecer soluções ao mercado de infraestrutura”, diz ele.

Outro produto da SH para atender a obras de infraestrutura é a torre de carga com capacidade de seis ou mais toneladas por poste, a LTT SH Extra. A empresa também levou uma fôrma de alumínio para barreiras do tipo New Jersey, possibilitando a fabricação em diversas geometrias. Por último, a companhia demonstrou a tecnologia Concreform, sistema para concretagem de paredes e pilares que, segundo Erick Silva de Barros, engenheiro sênior da empresa, reduz em até 70% a necessidade de mão de obra. “Os painéis são conectados com apenas dois grampos, que os unem e alinham ao mesmo tempo, dispensando perfis extras”, afirma.

Machbert aposta em manipuladores

A empresa apresentou na Construction Expo a linha de manipuladores telescópicos da marca italiana Dieci, da qual já distribui autobetoneiras. “Trouxemos toda a linha, que inclui modelos de 12, 16 e 21 t de capacidade para içamento a até 10 m, sem acionamento das patolas”, diz Rui Máximo, diretor da Machbert. Segundo ele, a empresa paulista e outras fornecedoras de manipuladores telescópicos trabalham duro para “evangelizar” esse mercado no Brasil. “Afinal, são máquinas de alta eletrônica embarcada, que não atuam a contento se estiverem fora de seus limites de altura e carga, irritando os operadores inexperientes”, avalia. “Mas temos consciência de que se trata de uma evolução, na qual o resultado final será menos acidentes de trabalho e maior produtividade nos canteiros.”

O conhecimento mútuo de novas possibilidades para o atendimento de necessidades certamente será estratégico para a elevação do patamar de qualidade do setor como um todo”, Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP)

A indústria nacional de materiais de construção e sistemas construtivos está hoje em condições de fornecer tecnologia compatível com o mais avançado estado da arte no plano internacional e a Construction Expo tem um papel importante na sua difusão”, Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat)

Especificamente para o setor de soldagem, é muito importante conhecermos mais sobre os aspectos de construção de maneira geral, porque a solda é fundamental nas estruturas metálicas. A ideia é conhecer mais sobre as empresas e tentar descobrir suas necessidades, levando soluções para o mercado e para os nossos sócios”, Ubirajara Pereira da Costa, conselheiro da Associação Brasileira de Soldagem (ABS)

Eventos como a Construction Expo são fundamentais para conhecermos os avanços tecnológicos da capacitação da indústria brasileira. Quanto mais a indústria nacional estiver capacitada, mais poderemos planejar, projetar e especificar produtos nacionais, aumentando a participação da indústria neste segmento”, Mauro Ribeiro Viegas Filho, presidente da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (Abce)

A importância da Construction Expo é fazer com que todo o mercado conheça a potencialidade que o setor da construção civil tem. Poucas feiras do mundo tem essa importância de mostrar não só para os brasileiros, mas também para as pessoas de outros países, a nossa potencialidade”, Arcindo Vaquero, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc)

“No evento, foi possível ver o presente e o futuro das obras, com a exposição dos salões específicos. Isso nos dá a certeza que o Brasil ainda tem muito a crescer”, Ilton Miranda, presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas do Rio Grande do Norte (Sindileq/RN)

“Estamos carentes de eventos desse tipo, pois existe a necessidade urgente de se representar o rental nacionalmente. E a iniciativa de promover este encontro, tanto com a Construction Expo quanto com o Construction Congresso, é o primeiro passo para isso”, Marco Aurélio de Cerqueira, presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas de Minas Gerais (Sindileq/MG)

“Com a realização do Salão do Rental, a Construction vem valorizar o crescimento e a importância do segmento no mercado, abrindo um espaço para que possamos mostrar o que as locadoras e os sindicatos têm feito em relação ao cenário nacional”, Reinaldo Fraiha Nunes, presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas de Pernambuco (Sindileq/PE)

 

 

 

 

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