Começam a se avolumar indícios de que o atraso e a improvisação nas obras para a Copa de 2014 podem levar a descalabro similar ao dos Jogos Pan-Americanos de 2007, cujo custo final multiplicou por oito o primeiro valor orçado. Quando o Brasil foi escolhido sede da Copa, quase quatro anos atrás, comprometeu-se a adaptar a infraestrutura em 12 cidades-sede, com ampliação de aeroportos, novas redes de transporte urbano e estádios à altura do megaevento.
O custo total foi calculado, em 2009, em R$ 23 bilhões. Não há estimativa oficial atualizada, mas sobram indicações de que esse valor será ultrapassado - e muito. O preço já licitado da reforma de três estádios - Maracanã (Rio), Mineirão (Belo Horizonte) e Mané Garrincha (Brasília)- ficou, em média, 17% mais alto que a previsão inicial. No caso da arena carioca, já se projeta que chegará a R$ 1 bilhão, contra R$ 600 milhões estimados dois anos atrás.