O pulso do mercado — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 298Outubro 2025 Matéria 10 de 10
Sumário
  1. EditorialEuropa debate impactos da IA no setor de máquinas
  2. Pás CarregadeirasPonto de equilíbrio na produção
  3. ServiçosA gestão dos gatilhos de manutenção
  4. InfraestruturaO equilíbrio da matriz energética nacional
  5. Bw Fórum 2025Sustentabilidade com viés econômico
  6. Usinas De AsfaltoNo centro da transformação
  7. A Era Das MáquinasA racionalização de componentes em motores
  8. ManutençãoA gestão de pneus OTR
  9. EntrevistaGustavo Couto: “A locação é uma escolha inteligente e estratégica"
  10. Coluna Do YoshioO pulso do mercado
  11. Painel24 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

O pulso do mercado

Com tantas incertezas e mudanças rápidas, o planejamento já não pode se basear em premissas do passado nem em uma postura conformista

Exclusivo M&T 11 de outubro de 2025 · Edição 298

Novamente é chegado o momento em que os calendários corporativos invocam uma tarefa primordial para os negócios: a hora de se iniciar o planejamento para o próximo ano.

Nesta época do ano, a maioria das empresas dá início a um cronograma intenso para definir o plano de negócios para o novo ano, especialmente com o orçamento que norteará as respectivas metas e atividades.

Tradicionalmente, essa corrida precisa ser concluída entre novembro e dezembro de cada ano, mas se inicia bem antes, em meados de setembro.

Durante esse período, as empresas elaboram uma sequência de análises, projeções e revisões, buscando desenhar o cenário mais provável para o ano que se aproxima rapidamente.

Nesse processo crucial entram em cena economistas, consultorias e analistas, que apresentam leituras setoriais e sinalizam as principais tendências que devem nortear o mercado no próximo ciclo.

No entanto, já há alguns anos defendo que confiar exclusivamente em projeções macroeconômicas pode ser insuficiente e temerário.

Em um ambiente cada vez mais volátil, como vivemos agora, aproximar-se diretamente do mercado – seja ouvindo fornecedores, clientes ou demais atores do ecossistema – tornou-se uma vantagem competitiva relevante.

Ao se planejar 2026, a grande questão é decidir entre olhar o cenário “do alto”, com base em previsões agregadas, ou “descer ao detalhe”, analisando profundamente cada setor, mercado e região.

Com tantas incertezas e mudanças rápidas, o planejamento já não pode se basear em premissas do passado nem em uma postura conformista.

Saber ler o pulso do mercado e interpretar corretamente os sinais do ambiente são habilidades essenciais para construir planos mais realistas e eficazes.

Nesse contexto, um processo “bottom-up” – de baixo para cima – parece mais adequado, pois é a partir de detalhes operacionais que se torna possível compor uma visão estratégica do todo. Isso exige trabalho, é claro, mas garante um alinhamento muito maior com a realidade do mercado.

Atualmente, a coleta e análise de dados se tornaram mais rápidas, estruturadas e precisas, permitindo desenvolver modelos baseados em indicadores reais, capazes de suportar simulações robustas.

A boa notícia é que a Inteligência Artificial está cada vez mais acessível, oferecendo suporte para criar cenários, testar hipóteses e validar premissas com muito mais agilidade.

De fato, não há mais barreiras tecnológicas para explorar múltiplas alternativas e avaliar riscos com maior precisão.

O ano de 2025 trouxe aprendizados importantes, uma vez que muitas empresas perceberam que seus planos falharam justamente por dependerem de premissas desatualizadas ou parciais.

Assim, a grande questão agora é essa: o que a sua empresa pode fazer de diferente no planejamento de 2026? É hora de pensar seriamente sobre esse assunto.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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