O futuro em mutação — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 213Junho 2017 Matéria 21 de 21
Sumário
  1. EditorialA aurora das máquinas autônomas
  2. AgronegócioTerceirização entra em campo
  3. AgronegócioCaminho para a autonomia
  4. Agrishow 2017Âncora verde
  5. PerfuraçãoResiliência para emergir
  6. SaneamentoPara entrar no século 21
  7. Caminhões BetoneiraEfeito cascata
  8. Limpeza UrbanaGestão eficiente para as ruas
  9. EmpresaManutenção com preço fixo
  10. TecnologiaControle fino da construção
  11. A Era Das MáquinasA vez dos pesados fora de estrada
  12. ManutençãoO elo mais forte
  13. EntrevistaEduardo Brandão
  14. Compactos & FerramentasLimpeza profunda
  15. RadarNova fórmula de óleo para rosquear promete desempenho superior
  16. RadarFonte de solda ganha novo sistema
  17. RadarParafusadeira é específica para drywall
  18. RadarSerra oferece cortes retos e angulares
  19. RadarAlicate descascador de fios dispensa ajustes
  20. RadarAlicate de aterramento sem estaca chega ao mercado
  21. Coluna Do YoshioO futuro em mutação
  22. Painel15 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

O futuro em mutação

Exclusivo M&T 6 de junho de 2017 · Edição 213

Um ditado japonês diz que “o diabo ri quando falamos do futuro”. É claro que sempre há riscos na aventura de tentar adivinhar o futuro, principalmente quando o desenvolvimento da tecnologia e do conhecimento avança em tantas direções diferentes, com espantosa velocidade.

Mas, desde sempre, explorar o futuro e antever tendências tem sido um dos prazeres da vida humana. Quanto mais diversidade de tendências e alternativas, mais difícil é apontar para o futuro com precisão. Talvez o mais espantoso seja o fato de que muita gente não consiga associar estas mudanças à sua própria vida. Contudo, tanto em termos pessoais quanto profissionais, as mudanças podem ser muito radicais.

Imagine, por exemplo, que dentro de algum tempo não teremos mais necessidade de cabos e fios para transmitir energia. É possível que, além dos utensílios pessoais e domésticos, veículos e máquinas sejam “abastecidos” ou “recarregados” sem a necessidade de conectar cabos e fios elétricos. Hoje, campos magnéticos já estão realizando a transferência de energia à distância e muitos produtos derivados já estão disponíveis no mercado. Falta apenas viabilizar a robustez para potências e cargas mais elevadas.

A Inteligência Artificial (IA) traz mudanças ainda mais drásticas sobre campos de atividades que, até então, pareciam ser prerrogativas dos humanos e sua capacidade cognitiva inata. Mas os sistemas de cognição artificial já estão substituindo os humanos e, até aqui, todo seu potencial foi apenas tocado superficialmente.

Se ainda não entendemos o potencial destas tecnologias, tentar prever o futuro deve ser mesmo um motivo de riso para o diabo. No entanto, a cada notícia sobre a irrupção de novas tecnologias, a cada novo tratamento de saúde, a cada nova maneira de auxiliar a performance humana e a cada nova forma de multiplicar a produção de alimentos, embutem-se ideias que revigoram o anseio coletivo por uma solução que ajude a resolver os problemas da sociedade humana.

Por isso, os próximos dez anos tendem a ser fabulosos em mudanças e novidades. A nós, resta-nos desvincularmo-nos do cotidiano de vez em quando para entender os impactos dessas mudanças sobre nossas atividades profissionais e nossas vidas pessoais. Pessoalmente, tenho a impressão de que até lá estaremos fazendo tudo de uma maneira muito diferente de hoje. E, quem sabe, muito melhor.

*Yoshio Kawakami

é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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