O futuro chegou
Muito já se falou sobre as oportunidades que surgem para o Brasil com a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Para sediar os dois maiores eventos esportivos do planeta, o país deverá investir em obras de infraestrutura que impulsionarão a economia, a geração de empregos e a demanda por equipamentos de construção. O que poucos observaram, entretanto, foi a forma como o Brasil conquistou o direito de sediar os dois eventos, praticamente em clima de consenso mundial.
Os apoios recebidos para ambas as candidaturas sinalizam a confiança internacional no mercado brasileiro. Na nova ordem global, a economia norte-americana deverá perder parte de sua influência, aumentando a dos países emergentes, principalmente a China. Para o Brasil, ao lado da China, esperamos um aumento significativo nas novas relações internacionais.
O amadurecimento do mercado brasileiro pode ser observado no setor de equipamentos para construção. Para quem se surpreendeu com a quantidade de lançamentos apresentados na M&T Expo 2009, há quatro meses, o destaque é que as novidades não pararam e, a cada mês, novas empresas iniciam as operações no país para disputar uma fatia do atrativo mercado brasileiro.
Em resumo, o mercado consumidor ganha com mais opções de escolha, no momento da aquisição de uma escavadeira, um caminhão ou qualquer outro equipamento. No entanto, esta maior oferta não significa perda para os competidores já estabelecidos. Como o mercado está crescendo “a passos largos”, mesmo com o ingresso de novos players, todos se mostram satisfeitos diante de uma demanda que se mantém em ritmo sustentado.
Tanto nesta edição quanto nas anteriores, temos exemplos de empresas que estão buscando o mercado brasileiro para se estabelecer com uma proposta tecnológica e/ou comercial que atenda à atual demanda de produtividade e rentabilidade dos canteiros.
Atualmente, a execução de um projeto de infraestrutura precisa atender prazos e custos muito menores que no último ciclo das grandes obras, quando o Brasil era considerado o “país do futuro”. Ufanismos à parte, para quem considerava improvável o país sediar uma edição da Copa do Mundo e das Olimpíadas, é possível dizer que esse futuro chegou.



