O espírito criador na indústria — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 178 ← Voltar à edição
M&T nº 178Abril 2014 Matéria 18 de 18
Sumário
  1. EditorialA modernização da infraestrutura não pode parar
  2. DemoliçãoDesmonte controlado
  3. Conexpo 2014Hora da retomada
  4. Conexpo 2014O grande momento da indústria
  5. ImportaçãoO idêntico e o similar
  6. Eletrônica EmbarcadaAlto nível de controle
  7. Plataformas AéreasDemanda por segurança aquece mercado
  8. GeradoresExigências ambientais impulsionam indústria
  9. EmpresaPara fazer história
  10. ConcretoDe olho no futuro
  11. FabricanteReforço na atuação
  12. LocaçãoOportunidade de crescimento
  13. Momento M&T Peças E ServiçosFeira inova com salão de tecnologia
  14. A Era Das MáquinasO impulso tecnológico no pós-guerra
  15. ManutençãoPara não derrapar na pista
  16. Entrevista"A crise gerou mudanças na indústria"
  17. Compactos & FerramentasDimensionamento a laser
  18. Coluna YoshioO espírito criador na indústria
  19. Painel15 notas e colunas
Coluna Yoshio

O espírito criador na indústria

Para que a tecnologia e o produto gerem o benefício esperado, é necessário que sejam expostos à mais ampla visibilidade possível no mercado

Exclusivo M&T 16 de abril de 2014 · Edição 178
O espírito criador na indústria

Como forma de resgatar a competitividade de sua indústria, já há alguns anos o Brasil vem investindo em inovação. Nesse sentido, não há dúvida de que o fomento à Pesquisa & Desenvolvimento tem sido muito ativo e essencial para o setor produtivo. À luz da sua competência, empresas de pequeno e médio porte obtiveram incentivos até então inéditos no país para a criação de tecnologia e desenvolvimento de novos produtos.

Porém, um questionamento legítimo que ora se apresenta é sobre o benefício real obtido pelas empresas com as inovações incorporadas. Para que a tecnologia e o produto gerem o benefício esperado, é necessário que sejam expostos à mais ampla visibilidade possível no mercado, dentro da capacidade produtiva de atendimento em cada situação.

A indagação procede, pois algumas empresas que desenvolvem tecnologias e produtos inovadores ainda não auferem o benefício potencial das criações, seguindo com a mesma limitação imposta pelo baixo retorno dos investimentos realizados. Por um lado, é forçoso constatar que o empreendedor que inova é o que “gosta” de inovar. Isso porque, frequentemente, o desafio de se criar algo novo é imensamente mais gratificante que a monotonia da gestão. Nesses casos, após o investimento em desenvolvimento, o esforço de produção em escala tende a sucumbir diante à prioridade do empreendedor-criador, que – ato contínuo – parte para o próximo projeto.

Outras vezes, é a competência em outros campos da gestão de negócios que não acompanha a velocidade do espírito criador, deixando de extrair o devido valor da criação. Com isso, situações recorrentes – como a atenção requerida para introduzir a inovação no mercado – acabam por apresentar falhas críticas, como na distribuição do produto ou na comercialização da tecnologia.

Aliás, a negligência em relação ao lado mundano dos negócios é mais comum do que se imagina, visto como uma atividade de menor prestígio e pouco valor. No caso de empresas de produtos, por exemplo, a distribuição cumpre um papel importante, completando, ao lado do Business Model, um ciclo de serviços que torna o empreendimento economicamente viável e sustentável no longo prazo. Ou seja, organizar as funções transacionais e relacionais da empresa também é uma atividade nevrálgica para a indústria.

Na prestação de serviços, desnecessário dizer, ocorre o mesmo. Para gerar benefícios, uma boa ideia, uma metodologia eficiente ou um processo inovador precisam primeiro chegar aos clientes certos. Em um contexto em que a tecnologia e os produtos tendem a ficar cada vez mais similares, num fenômeno de “comoditização”, a questão de “como entregar” passa a ter importância fundamental.

Afinal, saber distribuir é tão essencial quanto saber criar.

 

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

Fim da edição Voltar à Revista M&T nº 178
Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →