O dilema da sucessão — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 256Agosto 2021 Matéria 13 de 13
Sumário
  1. EditorialO futuro das tecnologias de armazenamento de energia
  2. MercadoTendências positivas para o setor
  3. EscavadeirasO fim do retrabalho
  4. Especial InfraestruturaO futuro da construção imobiliária
  5. Smart.con 2021As oportunidades e desafios do rental
  6. Usinas De Solo E AsfaltoAs vantagens do reaproveitamento
  7. LançamentoA nova era do transporte urbano
  8. FabricanteGestão da disponibilidade
  9. LançamentoMais tecnológicos e sustentáveis
  10. A Era Das MáquinasA concepção dos rolos vibratórios
  11. ManutençãoA retífica de motores
  12. EntrevistaJerry Lee
  13. Coluna Do YoshioO dilema da sucessão
  14. Painel16 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

O dilema da sucessão

"Para quem acompanha o dia a dia das empresas, é perceptível que a frequência com que o mercado se depara com debates e consultas sobre sucessão, profissionalização e consolidação tem aumentado significativamente."

Exclusivo M&T 13 de agosto de 2021 · Edição 256

Enquanto nos distraímos com o desvio no curso do tempo devido a um fenômeno insólito como a pandemia, o tempo segue marcando o seu ritmo como se tudo já fosse programado.

O ciclo dos negócios alcança o seu ponto de virada e certas mudanças acontecem, independentemente de nossas preocupações momentâneas. Assim, o tempo daqueles que vinham liderando organizações passa, os fundadores de negócios deixam suas empresas e muitos negócios deixam de pertencer às mesmas pessoas e famílias.

Não há estatísticas que indiquem com segurança a quantidade de empresas que alcançarão essa “esquina do tempo” nos próximos anos, para afirmarmos com convicção que a transição atual é maior do que antes ou será maior depois dessa fase.

Mas, para quem acompanha o dia a dia das empresas, é perceptível que a frequência com que o mercado se depara com debates e consultas sobre sucessão, profissionalização e consolidação tem aumentado significativamente.

Um fato interessante nesse ambiente é que muitos setores surgiram em determinada época ou tiveram um momento de expansão bem específico. Como consequência, tais setores contam com diversas empresas em situação semelhante no que se refere à necessidade de uma solução para sua continuidade.

Um ponto comum – e que ressalta a situação – é a atratividade do setor para os herdeiros e sucessores. Sendo um setor atrativo, os jovens se engajam nas empresas da família com energia e, assim, promovem a possibilidade de sucessão. Mas há setores que, como regra, não representam um caminho natural ao interesse de sucessão dos herdeiros. Em geral, esses setores são mais tradicionais, com atividades que surgiram de maneira mais simples no passado.

Hoje, essas empresas são solidamente estabelecidas, porém muitas delas atravessam o dilema da sucessão. Certamente, a situação é percebida por outras empresas do setor e por investidores, que buscam oportunidades no mercado que favoreçam a formação de grupos predominantes.

Ou seja, trata-se de uma oportunidade para a consolidação de empresas, sejam do mesmo setor ou de campos complementares, mas que podem resultar na formação de ofertas mais amplas, agregando serviços e atividades. Atualmente, o Brasil mostra-se propício para essas novas formações, pois o efeito da pandemia pode estar favorecendo a consolidação em muitos setores.

Aparentemente, veremos muitas movimentações dessa ordem à medida que ocorra a retomada da atividade econômica no país.

*Yoshio Kawakami éconsultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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