O aprendizado da transformação — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 288Outubro 2024 Matéria 13 de 13
Sumário
  1. EditorialA inteligência artificial na construção
  2. RetroescavadeirasVersatilidade nos canteiros
  3. Seminovos & UsadosProntas para operações imediatas
  4. Especial InfraestruturaO futuro da energia nuclear no Brasil
  5. Transporte De MáquinasMovimentação sem sustos
  6. Seminovos & UsadosSem derrapagens na importação
  7. CompactosA eficiência da mecanização
  8. FabricanteCaterpillar celebra 70 anos no Brasil
  9. Britagem & PeneiramentoPreventivas garantem a produtividade
  10. A Era Das MáquinasA inovação do Dumptor Koehring
  11. ManutençãoAtitude proativa com freios
  12. Entrevista – Fernando Aragão"Algo mágico acontece quando se assume riscos"
  13. Coluna Do YoshioO aprendizado da transformação
  14. Painel19 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

O aprendizado da transformação

Em alguns casos, uma abordagem excessivamente confrontativa pode estar contribuindo para o afastamento das políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão nas empresas

Exclusivo M&T 4 de outubro de 2024 · Edição 288

Recentemente, observamos a decisão de empresas importantes nos EUA, como John Deere, Jack Daniels, Polaris e Harley Davidson, de revisar seus programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).

Conhecidas pela seriedade e solidez das marcas, essas empresas reagiram ao que consideram uma politização excessiva das iniciativas de DEI.

Os programas de DEI visam promover ambientes mais justos, seguros e inclusivos para grupos historicamente sub-representados, e não apenas dentro das organizações, mas também investindo em stakeholders e parceiros que compartilham desses valores.

À medida que essas iniciativas ganham força, surgem indicadores, auditorias e premiações que reconhecem as melhores práticas no mercado, incentivando um número crescente de empresas a engajar-se no movimento.

Contudo, a abordagem parece estar enfrentando desafios em algumas organizações.

O medo de tomar decisões erradas ou lidar com situações complexas pode estar inibindo a liderança, resultando em uma falta de equilíbrio na implementação dessas políticas.

Em alguns casos, uma abordagem excessivamente confrontativa pode estar contribuindo para o afastamento das empresas desse tema tão importante.

É crucial lembrar que o objetivo central do DEI não deve ser apenas garantir segurança e justiça para grupos minoritários, mas sim promover um ambiente equitativo e seguro para todos.

Embora a penalização dos desvios seja um instrumento necessário, seu uso deve ser cuidadoso, pois a adaptação do indivíduo pode ser mais lenta que a produção de normas e penalidades.

Quando o foco é estendido para todo o ecossistema, o verdadeiro potencial de transformação emerge.

Como alguém nascido na década de 1950, tenho vivências que incluem episódios de “bullying” e “assédio moral” em contextos educacionais e laborais, em uma época na qual esses conceitos sequer tinham nome.

Embora reconheça a dureza desses tempos, o aprendizado e a compreensão do ser humano foi muito importante para criar uma resiliência útil para a vida.

Nos dias atuais, o risco é que o ativismo radical que antagoniza grupos e pessoas trafegue por caminhos que não conduzam a um ambiente melhor, mas sim a conflitos que geram outros tipos de vítimas e reféns.

O problema existe, mas a forma de combatê-lo pode estar sendo equivocada, em um aprendizado talvez ainda incompleto da história.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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