O abre-alas dos canteiros — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 196Novembro 2015 Matéria 9 de 18
Sumário
  1. EditorialAbertura comercial é prioritária para o Brasil
  2. MineraçãoCultura da competitividade
  3. MineraçãoO novo sempre vem
  4. CaçambasMúltiplas aplicações
  5. Comércio ExteriorOportunidades para todos
  6. FabricanteTecnologia sem limites
  7. InvestimentosInfraestrutura logística
  8. EmpresaDe olho no mercado
  9. RetroescavadeirasO abre-alas dos canteiros
  10. MercadoO ano dos grandes desafios
  11. EmpresaAumentando a aposta
  12. ConcretoAlternativas para o negócio
  13. Momento Constructionexpo 2016Ambiente ativo de negócios
  14. A Era Das MáquinasUma revolução subterrânea
  15. ManutençãoA base da segurança em içamentos
  16. Entrevista"Redução de custo é o nome do jogo"
  17. Compactos & FerramentasMuito além da demolição
  18. Coluna YoshioO cliente no centro dos negócios
  19. Painel15 notas e colunas
Retroescavadeiras

O abre-alas dos canteiros

Modelo sofre menos com a crise do que o mercado em geral, mantendo as apostas dos fabricantes na introdução de novas tecnologias e recursos para estes equipamentos

Exclusivo M&T 11 de novembro de 2015 · Edição 196

Até meados de 2014, para atender à demanda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o governo federal adquiriu 5.071 retroescavadeiras por meio de pregão eletrônico. Com o final dessas compras, a família foi uma das que mais sentiram o impacto negativo na comercialização no ano passado, registrando um recuo de 42,6%  (6.600 unidades contra 11.500 unidades em 2013).

Em 2015, se a situação não melhorou muito, ao menos deixou de piorar. É verdade que a crise político-econômica fez o nicho continuar com desempenho negativo no primeiro semestre do ano, em um cenário que – pelas projeções dos fabricantes – deverá se repetir no próximo ano. De tal modo que os players só esperam alguma melhora para 2017.

Porém, mesmo com todos esses fatores adversos, a família pode fechar o ano com desempenho melhor do que o setor de máquinas de construção como um todo. Se o mercado da Linha Amarela caiu pela metade, as vendas de retroescavadeiras podem ter retraído algo em torno de 33% a 40%, dependendo da base de referência. E há motivos para isso. “A retroescavadeira é, com certeza, o produto mais flexível da Linha Amarela”, opina Celso Santa Catarina, diretor da Randon Veículos. “É o primeiro produto que entra no canteiro e o último a sair, sendo utilizado em obras de pequeno até grande porte. Muitas vezes, é operado pelo próprio proprietário, que usa a máquina para o sustento da família. Por tudo isso, foi um dos equipamentos da Linha Amarela que menos sentiram a crise.”

EVOLUÇÃO

A crise econômica e a consequente queda das vendas não têm impedido a evolução tecnológica das retroescavadeiras produzidas no Brasil. Pelo menos é o que garantem os fabricantes. Segundo Chrystian Garcia, gerente de desenvolvimento de mercados da Sotreq, os avanços tecnológicos dessas máquinas seguem os mesmos padrões dos demais equipamentos de terraplanagem. A indústria disponibiliza desde sistemas de monitoramento de dados via satélite a ferramentas de trabalho e de controle de produtividade.

No caso da Caterpillar, ele diz que todos esses acessórios podem vir instalados de fábrica – como o monitoramento via satélite VisionLink e as ferramentas de trabalho (caçambas especiais, garfos pallet, polegar hidráulico etc.) – ou instalados pelo revendedor autorizado, a Sotreq. “Um exemplo é o sistema de referência Accugrade que, por meio de sensores de posição, inclinômetros e monitores, fazem com que o operador tenha a referência do projeto dentro da cabine, aumentando a produtividade e precisão nos movimentos”, afirma.

A Case, por sua vez, destaca o lançamento da transmissão Powershift S-Type e do controle de implemento traseiro Pilot Control. Segundo o gerente de marketing Carlos França, a primeira é mais indicada para trabalhos com deslocamento e uso do implemento frontal. E o segundo é mais requisitado em aplicações com maior utilização do implemento traseiro, de escavação. “No mercado brasileiro, a nossa retroescavadeira modelo 580N é a única que traz essas duas tecnologias conjuntamente ou separadas, de acordo com a necessidade”, sublinha. “Como esse tipo de máquina é a mais versátil do segmento, utilizada tanto em construção e infraestrutura como na agricultura e em outros setores, é comum que ela tenha várias aplicações e que a parte traseira e a dianteira sejam igualmente importantes.”

De acordo com França, a transmissão elimina a alavanca convencional de troca de marchas. “A seleção passa a ser feita facilmente, ao girar um botão em uma pequena alavanca na coluna de direção”, explica. “Esta nova transmissão traz ainda a função kick-down, que permite ao operador reduzir de segunda para primeira marcha apenas pressionando um botão.”

Com o Pilot Control, ele assegura que a Case tornou-se o único fabricante a oferecer três opções de controle da retroescavadeira, somando-se às opções de comando duplo e três alavancas com giro nos pedais. “Esse novo opcional torna possível operar a máquina com o mesmo nível de conforto de uma escavadeira hidráulica, por meio de joysticks”, afirma. “Possui ajuste infinito das torres, apoio para os pés e mais espaço para as pernas. Além disso, possibilita alterar o padrão de controle entre os modos retro e escavadeira, apenas pressionando um botão. É indicada para aplicações nas quais predomina o uso do implemento traseiro, como abertura de valas de irrigação e obras de saneamento.”

No caso da John Deere, o líder da divisão de construção e florestal Roberto Marques diz que os modelos 4x4 oferecem eixos com diferencial aberto e a opção com limitador de patinagem, que proporciona “tração superior para uma maior produtividade nas mais variadas aplicações”. Outra característica importante na 310K, segundo ele, é a transmissão PowerShift de série, que possibilita “a troca de marchas sem perda de potência e reduz muito a fadiga dos operadores ao longo do dia”.

Além destas tecnologias, o modelo da John Deere também pode ser adaptado com o recurso WorkSight, um pacote integrado de soluções tecnológicas que abrange informações de utilização e códigos de falha, pré-diagnósticos e interação remota com a retroescavadeira. “A máquina também pode ser equipada com o JDLink, um sistema de monitoramento que fornece amplo espectro de dados, incluindo diagnóstico de problemas, uso da máquina e posicionamento geográfico, podendo ser acessado via site, e-mail, SMS e aplicativos para smartphones e tablets”, diz.

Além disso, Marques reforça que o JDLink interage com a ferramenta Service Advisor Remote, um recurso que permite ao distribuidor conectar-se à retroescavadeira para realização remota de diagnóstico e análise de dados de desempenho, reduzindo o tempo e os custos associados aos reparos dos equipamentos. “Essas tecnologias, muitas exclusivas, são fundamentais para que os nossos clientes tenham menores custos na produção e consigam produzir cada vez mais”, finaliza.

 

 

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