Momento histórico de crescimento — Revista M&T
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M&T nº 260Dez/Jan 2022 Matéria 9 de 13
Sumário
  1. EditorialCriação de valor e investimento sustentável
  2. Conteúdo De MarcaOperação virtual de máquinas já é realidade
  3. Estudo De MercadoA força do setor
  4. Especial InfraestruturaProjetos prometem obras em 2022
  5. Centrais De ConcretoModalidades de uso
  6. LançamentoPegada sustentável na concretagem
  7. ReciclagemDesafios para uma agenda sustentável
  8. LançamentoEvolução pede passagem
  9. FabricanteMomento histórico de crescimento
  10. A Era Das MáquinasA evolução da pavimentação com concreto e asfalto
  11. ManutençãoControle ajustado de movimento
  12. Entrevista: Paulo Herrmann“A agenda ambiental é intrínseca ao nosso negócio”
  13. Coluna Do YoshioTendências para os negócios em 2022
  14. Painel17 notas e colunas
Fabricante

Momento histórico de crescimento

A multinacional britânica JCB celebra 20 anos de atividades no Brasil com o anúncio de um novo ciclo de investimentos nas operações, que chegam a R$ 120 milhões até 2024

Exclusivo M&T 13 de dezembro de 2021 · Edição 260

Comemorando 20 anos de atuação no mercado brasileiro, marca histórica celebrada em outubro, a JCB anuncia um montante de R$ 120 milhões em investimentos nas operações no país para o próximo triênio (2022-2024).

Fabricante de uma ampla gama de equipamentos de alta competitividade, a empresa passou nesse período por diversos momentos desafiadores, mas nunca deixou de investir no país. Desde a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), já foram aportados mais de U$ 160 milhões (aproximadamente R$ 894,4 milhões no final de novembro) em produção, vendas e serviços, totalizando mais de 25 mil máquinas comercializadas no país. “O valor destinado para esse próximo ciclo de investimentos está voltado para três frentes principais, com destaque para a expansão da fábrica e o aumento da nossa capacidade atual de produção”, comenta Gonçalves, presidente da JCB para Brasil e América Latina desde 2012.

“Isso permitirá a criação de um terceiro turno de trabalho e a geração de 300 novos empregos para a cidade de Sorocaba, principalmente nas linhas pesadas.”

A terceira frente, prossegue o executivo, prevê aportes no aprimoramento das linhas de montagem. “E, claro, não poderia faltar a validação e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para o nosso portfólio, nas diferentes linhas que são fabricadas aqui no Brasil e que atenderão toda a América Latina, inclusive novos mercados”, complementa.

PORTFÓLIO

Atualmente, a unidade brasileira conta com espaço fabril de 201.000 m², em uma área construída de 37.000 m². Já a capacidade de produção é de 10 mil máquinas/ano.

Gonçalves: investimentos em expansão da fábrica e capacidade de produção

Os principais produtos com que a empresa se destaca globalmente e no Brasil incluem as retroescavadeiras e os manipuladores telescópicos Loadall, mas também há uma demanda crescente na gama pesada da Linha Amarela, como a linha de pás carregadeiras, recentemente reforçada com o lançamento de três novos modelos: 426, 427 e 437. “Também temos crescido no segmento de escavadeiras hidráulicas, para o qual oferecemos os modelos 130, 210, 220 e 235, mesmo com as limitações atuais geradas pela situação crítica de disponibilidade de material para essas máquinas”, ressalta Gonçalves.

Novos equipamentos da marca para o mercado global, como as plataformas elevatórias, ainda não chegaram ao mercado brasileiro, mas o executivo revela que essa linha também já está em processo de estudos de viabilidade econômica e desenvolvimento de produtos, tanto para o

Brasil quanto para o mercado latino-americano. “Teremos grandes novidades e investimentos em novos produtos já em 2022”, ele antecipa.
Outro ponto que vem ganhando destaque para a fabricante em âmbito mundial é a aposta em equipamentos com motorização alternativa. Em junho, a empresa trouxe para o Brasil sua primeira miniescavadeira totalmente elétrica. Produzido com tecnologia britânica, o modelo 19C-1E possui motor elétrico que promete torque instantâneo e acima dos similares a diesel da máquina padrão.

Livre de emissões, acentua Gonçalves, a miniescavadeira conta com sistema elétrico de 48 V e foi projetada com foco em sustentabilidade, permitindo aos operadores trabalhar dentro de edifícios e em ambientes urbanos sensíveis às emissões, além de operar em túneis e passagens subterrâneas sem a necessidade de instalação de equipamentos de alto custo para extração de gases de escape. “A empresa também marcou presença durante a recente COP-26, em Glasgow, na Escócia, indicando a revolução que pretendemos fazer com o uso do hidrogênio como solução energética”, complementa o executivo.

CONJUNTURA

Para Gonçalves, o período recente – marcado pela pandemia – mostrou-se um caso totalmente à parte na longa história da fabricante. Afinal, diz ele, a situação ímpar juntou alta demanda em todo o mundo, com muitos projetos em andamento e necessidade crescente dos clientes por máquinas, à falta de material e de componentes, além de distúrbios na logística e inflação galopante, criando uma situação sem precedentes na produção. “No momento, estamos em uma luta contínua para atender ao mercado”, reconhece.

De acordo com ele, toda a indústria sofreu durante a crise com a falta de peças, contêineres e até mesmo de embarcações no tempo e lugares certos. “Aos poucos, contudo, estamos retomando a produção no ritmo que estamos acostumados”, aponta. “A crise ainda não acabou, mas já trouxe aprendizados importantes e, desse modo, conseguimos reestabelecer o ritmo de produção.”

Apostando na eletrificação, miniescavadeira 19C-1E foi trazida em junho ao Brasil

O quadro desafiador, todavia, não impediu um crescimento expressivo dos negócios da marca no país. De janeiro a setembro, o volume de vendas da JCB Brasil já subiu cerca de 35% na comparação a 2020. “Conseguimos crescer acima do mercado a uma taxa de 40% em relação ao ano passado, mas nossa expectativa é que esse número chegue a 50% até o final do ano”, confirma.

Para 2022, ressalta Gonçalves, a expectativa também é positiva, com crescimento previsto em torno de 20%, movido por projetos nos vários setores em que a empresa atua. Segundo o executivo, diversas atividades em andamento vão demandar máquinas da Linha Amarela nos próximos anos, como as concessões de rodovias, portos e aeroportos, além do saneamento. “Estamos engajados nisso e queremos que as máquinas JCB façam parte desse momento histórico em nosso país”, complementa.

Fabricante aposta em tecnologia de hidrogênio

Equipamentos a hidrogênio da JCB devem chegar até o final de 2022

No ano passado, a JCB desenvolveu a primeira escavadeira movida a hidrogênio da indústria da construção, a 220X, de 20 t. Em maio deste ano, a fabricante britânica montou uma equipe de desenvolvimento especializada na Inglaterra e anunciou um motor movido a hidrogênio (JCB 4.8 L), pois acredita que a tecnologia oferece a maneira mais rápida de atingir as metas de emissão de CO2. Com investimento de 100 milhões de libras em seu desenvolvimento, o motor é adequado para diversos equipamentos, incluindo manipuladores, escavadeiras e retroescavadeiras.

Em outubro, a companhia foi além e afirmou que disponibilizará as primeiras máquinas a hidrogênio já no final de 2022. “Ainda fabricamos máquinas movidas a diesel, mas temos que encontrar uma solução e estamos fazendo algo a respeito”, comentou o presidente da JCB, Lord Anthony Bamford. “Estamos investindo em hidrogênio, pois não vemos a eletricidade como uma solução completa, particularmente para a nossa indústria, pois só pode ser usada em máquinas menores.”

Fabricante fecha parceriacom a Rodobens para consórcio

De acordo com Cláudio Jesus, diretor comercial de consórcio da Rodobens, a parceria é estratégica e complementa o portfólio de consórcios da empresa, que inclui máquinas agrícolas, florestais e de construção. “Temos a oportunidade de oferecer produtos de qualidade com tecnologia, em segmentos pouco explorados pela marca”, pontua o diretor.

Para Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing da JCB do Brasil, o sucesso da empresa no país está associado às parcerias com clientes, distribuidores, colaboradores e fornecedores. “Com a Rodobens, temos certeza de que teremos a melhor solução financeira para os nossos clientes, complementando ainda mais nosso portfólio de vendas”, acentua.

Segundo a fabricante, consórcio facilita a aquisição planejada de equipamentos

O consórcio facilita a aquisição de equipamentos de forma planejada. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o volume de créditos comercializados no 1º semestre deste ano se aproximou ao realizado em todo o ano de 2020, quando chegou a R$ 21,2 bilhões.

“O consórcio de veículos pesados é uma boa opção para pessoas físicas e jurídicas que querem planejar a aquisição de bens, incluindo caminhões, tratores, implementos rodoviários e agrícolas”, explica o diretor da Rodobens.

Saiba mais:
JCB: www.jcb.com/pt-brr

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