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M&T nº 241Fev/Mar 2020 Matéria 5 de 19
Sumário
  1. EditorialFrotas de robôs no horizonte da construção
  2. TúneisEngenharia de alta confiabilidade
  3. AsfaltoReciclados de alto desempenho
  4. Especial InfraestruturaNovos caminhos para as concessões
  5. RentalLinha leve ganha espaço no país
  6. RentalCresce clamor por combate a sinistros
  7. EmpresaDesempenho histórico
  8. TratoresMais eficiência no campo
  9. EmpresaImpulso de crescimento
  10. DronesInovação em sensoriamento aéreo
  11. LançamentoEvolução no portfólio
  12. LançamentoXCMG abre banco no Brasil
  13. Gestão De ResíduosMais energia, menos resíduos
  14. EmpresaDuas décadas de inovação
  15. FabricanteUm ícone do setor
  16. A Era Das MáquinasO engate de três pontos
  17. ManutençãoA lubrificação de rolamentos
  18. EntrevistaMARTIN HERRENKNECHT
  19. Coluna Do YoshioRecuperar sim, repetir jamais
  20. Painel16 notas e colunas
Rental

Linha leve ganha espaço no país

Setor de locação de portáteis e ferramentaria ganha impulso com o reaquecimento da construção civil, mas atividade pode crescer ainda mais no país

Exclusivo M&T 6 de março de 2020 · Edição 241

Com a tendência mundial de compartilhamento – acompanhada pela queda na aquisição de bens que serão utilizados poucas vezes –, o mercado de locação de máquinas leves e ferramentaria vem ganhando espaço no país, tornando-se uma opção cada vez mais palpável ao consumidor brasileiro.

Reaquecido, o mercado oferece uma variedade de soluções e ferramentas voltadas para a construção, inclusive com empresas especializadas na locação de produtos mais tecnológicos e de alta qualidade, necessários para atender às demandas atuais desse setor.

Segundo Fábio Spina, gerente da Casa do Construtor, uma das maiores redes do setor na América Latina, estima-se que o mercado de locação de equipamentos médios (como plataformas, grupos geradores e compressores) e de pequeno porte (como andaimes, betoneiras, ferramentas elétricas e outros) tenha registrado R$ 3,2 bilhões de faturamento em 2018. “No nosso caso, o faturamento da rede cresceu 25% no primeiro semestre de 2019 em comparação ao mesmo período do ano anterior, com expectativa de que o montante anual chegue a R$ 270 milhões”, diz ele.

IMPULSO

Um dos fatores que vem contribuindo para o aumento do mercado é a retomada do segmento da construção civil. De acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o crescimento do PIB do setor foi de 2% em 2019.

Esse movimento positivo tem sido impulsionado também pelo bom momento do setor imobiliário, uma vez os novos proprietários demandam obras de menor porte para, por exemplo, finalizar o processo de decoração e acabamento dos imóveis recém-adquiridos. “Para 2020, há expectativa de lançamentos de muitos condomínios residenciais de alto padrão e loteamentos populares”, corrobora Alexandre Forjaz, presidente da Associação Brasileira de Locadores de Equipamentos (Alec).

Cultura da locação tem grande potencial no Brasil

Segundo ele, é importante fortalecer o conceito de locação, destacando seus inúmeros benefícios para o cliente, de modo a amadurecer esse mercado no país. “Sabemos que a locação representa menos de 2% do total do custo de uma obra, mas o empreiteiro ou o construtor sabem disso?”, questiona. “O fato é que se trata de um mercado enorme, que pode e deve ser explorado, contribuindo para incrementar a economia do Brasil.”

Também para Spina, um dos principais desafios para o setor é fazer com que o público residencial tenha maior conhecimento e acesso à locação, participando cada vez mais do faturamento das empresas. “Hoje, esse público já representa 60% dos clientes novos que entram na rede de lojas da Casa do Construtor”, afirma.

VANTAGENS

Atualmente, o mercado nacional de locação de equipamentos para construção civil conta com 14.630 pontos (sendo 13.850 empresas únicas e 780 filiais) distribuídos entre Linha Leve, Linha Amarela e área de gruas, plataformas e guindastes (muitas locadoras atuam em mais de um segmento). Os dados são da Alec, mostrando uma realidade ainda distante do que ocorre em alguns países da Europa e nos EUA, por exemplo.

Todavia, na avaliação dos especialistas, o fato de a locação – em especial de equipamentos e ferramentas – constituir uma alternativa vantajosa para as empresas pode acelerar o crescimento dessa cultura no Brasil. Isso porque as despesas geradas com a aquisição dos equipamentos, além de gastos com inspeções, manutenção, reposição e armazenagem, ficam por conta da locadora.

Além disso, as empresas podem obter redução de custos ao deixar de adquirir produtos que serão utilizados apenas uma vez, o que é sempre mais custoso em relação ao aluguel. Outra vantagem consiste na redução de gastos com logística, pois a locação dispensa a disponibilidade de espaço específico para a armazenagem, uma vez que o equipamento é devolvido ao se terminar o serviço. “Com a locação, os investimentos são realizados sob demanda, ou seja, apenas pelo período necessário, fazendo com que o investimento possa ser feito efetivamente onde e quando é mais importante”, conclui Forjaz.

Adequação ao trabalho favorece a locação

Ferramentas específicas nem sempre estão ao alcance dos profissionais

De acordo com a Dewalt, tradicional fabricante de ferramentas elétricas como furadeiras, marteletes, martelos demolidores e serras, a locação de equipamentos permite maior assertividade às empresas e pessoas físicas, pois o usuário tem à mão a ferramenta adequada ao tipo de trabalho que será realizado, sem a necessidade de improvisos – que podem desgastar e até mesmo danificar o equipamento. “Nesse sentido, a locação é uma ótima opção para trabalhos que requerem ferramentas específicas que nem sempre estão ao alcance de todos os profissionais”, destaca a fabricante.

Saiba mais:
Alec: alec.org.br
Casa do Construtor: www.casadoconstrutor.com.br
Dewalt: br.dewalt.global

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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