Prorrogado inicialmente até março do próximo ano, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) tem grandes chances de sobreviver à mudança de governo, e permanecer no cardápio de produtos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelos próximo quatro anos. Porém, diante de um descasamento de R$ 60 bilhões no orçamento previsto para o próximo ano - diferença entre o orçamento disponível e a demanda prevista por recursos no ano que vem -, a manutenção está condicionada a um verdadeiro regime de emagrecimento das condições de financiamento do BNDES.
A instituição deverá ser menos "generosa" daqui para frente, e terá de ampliar as taxas do programa – hoje, na média, em 5,5% -, que evitou um tombo maior da economia brasileira no ano passado. O Comitê de Orçamento do banco estatal identificou o valor de R$ 60 bilhões como sendo a diferença entre oferta e demanda de crédito da instituição. Interlocutores do governo revelam, no entanto, que o banco aguarda o resultado eleitoral para discutir soluções para essa diferença. Mesmo assim, o aporte do Tesouro, se ocorrer, deverá se limitar a valores bem abaixo de R$ 60 bilhões.