Lei do caminhoneiro é um desafio para transportadoras — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Notícias› Construção ← Voltar
Construção

Lei do caminhoneiro é um desafio para transportadoras

Empresas alegam que a nova lei pode resultar em alta no valor do frete para o consumidor e possíveis atrasos nas entregas

Redação M&T 19/11/2013 às 10h08

DCI

A Lei 12.619, que desde abril de 2012 prevê que motoristas devem fazer uma pausa para descanso a cada quatro horas de direção e jornada de trabalho de oito horas diárias, vem causando dores de cabeça para as transportadoras.

As empresas alegam que houve aumento de custos e problemas operacionais, o que pode resultar em alta no valor do frete para o consumidor e possíveis atrasos nas entregas.

Para Christian Majczak, sócio diretor da Go4! Consultoria de Negócios, a nova lei do motorista foi criada sem se pensar em todos os ângulos e consequências e as organizações do setor tiveram que fazer uma transição lenta, correndo riscos, para se adaptarem às normas.

Segundo o especialista, o primeiro problema que se evidenciou foi, de fato, o aumento de custos para as transportadoras. "Em um mercado pulverizado como o dos transportes, as empresas do setor têm um poder de barganha muito reduzido e não conseguem repassar a elevação de custos aos clientes", disse.

A BBM Transportes é uma das empresas do setor que sentem os impactos da regulamentação da atuação dos motoristas nas estradas. Segundo Juares Nicoletti, diretor da BBM, a lei trouxe uma forte pressão nos custos e a empresa precisou contratar profissionais para atender ao processo logístico.

Majczak afirma que há, ainda, problemas operacionais potencializados com a nova lei, que precisam ser resolvidos. Entre os mais urgentes estão a adaptação de rotas e escalas de horário e a segurança do motorista, já que as paradas obrigatórias expõem a carga e o profissional ao risco de roubos e assaltos. Há, ainda, a falta de mão de obra qualificada, uma vez que bons motoristas são disputados na praça.

Outra preocupação do setor, de acordo com Majczak, é o potencial atraso nas entregas, pois a programação de trocas e paradas tende a estender o tempo do trajeto.

O consumidor final deve sentir os impactos da nova lei do motorista, sobretudo, no valor dos produtos. "Sem dúvida a resolução contribuirá para elevar a inflação e o preço das mercadorias, pois o custo adicional de mão de obra imposto pela lei em algum momento acaba sendo repassado para as mercadorias. O processo de reajuste é lento, gradual, mas inevitável", diz Majczak.

Assuntos Construção

Mais notícias sobre esse tema

Ver todas

Mais lidas da semana

  1. 1 Internacional Volvo apresenta nova linha de caminhões vocacionais para o mercado norte-americano
  2. 2 M&A Metso adquire a Italbronze para fortalecer a atuação em britagem
  3. 3 Artigo Manutenção de máquinas agrícolas: o insumo silencioso que protege a rentabilidade da safra
  4. 4 Empresas Vamos leva solução semiautônoma de transbordo à operação da Adecoagro
Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →