L 580 começa a ser produzida no Brasil — Revista M&T
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M&T nº 63Fev/Mar 2001 Matéria 7 de 10
Sumário
  1. EditorialConquistando espaços
  2. Bauma'2001Um exposição européia, com repercussão mundial
  3. EntrevistaBill Springer, presidente mundial da Caterpillar Logistics Service - A peça certa no lugar certo
  4. TreinamentoO homem por trás dos joysticks
  5. Lançamento IChampion agora é Volvo
  6. Lançamento IiCaterpillar amplia linha de produção com dois novos equipamentos
  7. Lançamento IiiL 580 começa a ser produzida no Brasil
  8. Lançamento IvPrimeiro modelo da nova linha FX já está na rede Fiat Allis
  9. QualidadeRecapagem Alterosa comemora certificação
  10. FerramentaEstágio na Europa
Lançamento Iii

L 580 começa a ser produzida no Brasil

Modelo traz transmissão diferenciada (sem conversor de torque) e dá continuidade à nova geração de pás-carregadeiras Liebherr

Exclusivo M&T 1 de julho de 2001 · Edição 63

Pá carregadeira L 580: caçamba para 5 m³, peso operacional de 24,7 t e motor de 195 kW / 265 HP

Com peso operacional de 24,7 t e capacidade de caçamba de 5 m3, o modelo L 580 passa a integrar, ao lado da L 544, L 554, L 564 e L 574, a nova geração de pás-carregadeiras Liebherr, já caracterizadas pela busca da máxima economia e rentabilidade com vida útil longa e confiabilidade de operação.

Além do menor consumo de combustível registrado nessa categoria de equipamentos - de 25 a 30% -, a L 580 conta com um sistema de controle de tração que minimiza o desgaste dos pneus e com um sistema de arrefecimento otimizado que garante uma economia de até 31% em temperatura ambiente de 45° e de até 53% sob 25°C.

Já o sistema de direção e de trabalho tipo “load sensing” (bombas de vazão variável ou sensível à carga), admite o uso do óleo do motor como lubrificante, reduzindo os custos de manutenção. A lubrificação é centralizada, com pontos dispostos na articulação da máquina e o acionamento do freio de estacionamento impede a seleção de marchas e, com isso, a locomoção e o translado.

O sistema de frenagem, aliás, combina a frenagem hidrostática (sistema “Inch”) de serviço com o freio de lamelas, eliminando o do gaste dos freios. Isso é possível porque o sistema de translação hidrostático - acionado através de uma bomba em circuito fechado com o motor hidráulico que, por sua vez, aciona uma caixa de marchas automática de 3 velocidades - é que primeiramente faz a frenagem da máquina. Somente após isso é que entram em ação os freios de lamelas, instalados no interior dos cubos das rodas, controlando a tração e impedindo que as rodas patinem. Esse sistema de translação também eliminou a rolagem por inércia, já que a máquina é imediatamente deslocada pela aceleração da bomba ou paralisada por sua desaceleração. Assim, a velocidade pode ser diminuída sem escalonamento, sem alteração da força de penetração, em rotação plena (2000 rpm) e com as forças máximas nos implementos.

Ao eliminar o conversor de torque e a transmissão powershift, presentes nos sistemas de translação convencionais, a nova tecnologia, desenvolvida e aperfeiçoada pela Liebherr, tanto simplificou a manutenção e operação, quanto resolveu a limitação de rendimento existente naqueles sistemas. Um dos problemas eliminados, por exemplo, foi o deslizamento dos pneus, por insuficiência de atrito com o solo, resultante da aceleração do motor para aumento da potência hidráulica, em situações de trabalho em que o equipamento era impulsionado contra o material, ao mesmo tempo em que se acionava o implemento.

Outra comodidade para o operador é a cabina pressurizada e equipada com ROPS/FOPS, que previne contra quedas de objetos e tombamento e o fim da troca de comandos. Tanto o implemento, quanto a marcha e o sentido de deslocamento podem ser controlados com a mão direita em um único joystick, enquanto a mão esquerda comanda a direção (manobras) da máquina. O pé direito fica no acelerador e o esquerdo controla o freio da translação.

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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